O Banco Central (BC) anunciou, nesta segunda-feira (22/07/2024), a implementação de ajustes no sistema de pagamentos instantâneos Pix, visando aprimorar a segurança das transações eletrônicas. As alterações, estabelecidas pela resolução BCB n° 403, serão efetivas a partir de 1º de novembro e têm como objetivo principal reduzir o risco de fraudes e golpes associados ao sistema.
Conforme as novas regras, transações realizadas através de dispositivos que não estejam previamente cadastrados no banco terão um limite máximo de R$ 200. Além disso, quando um cliente utilizar um novo dispositivo eletrônico para realizar transações Pix, como um celular ou computador não registrado anteriormente, o limite diário será de R$ 1.000. Para transações que ultrapassarem esses valores, o novo dispositivo deve ser cadastrado previamente pelo cliente.
O Banco Central esclareceu que a exigência de cadastro se aplica apenas a aparelhos que ainda não tenham sido usados para iniciar transações Pix. O objetivo é prevenir que fraudes ocorram por meio de dispositivos desconhecidos, especialmente em casos de roubo ou comprometimento das credenciais do cliente.
Além dessas medidas, o Banco Central determinou que as instituições financeiras adotem novas práticas para garantir a segurança das transações. A partir de novembro, os bancos devem implementar soluções de gerenciamento de risco que integrem informações de segurança do BC para identificar transações atípicas. Também deverão fornecer informações aos clientes sobre como evitar fraudes e realizar verificações semestrais para detectar possíveis marcações de fraude nos registros do Banco Central.
O Banco Central espera que, com essas medidas, os bancos tratem de forma diferenciada os clientes identificados como de maior risco, podendo tomar ações como encerramento de relacionamento ou aplicação de limites diferenciados e bloqueios cautelares.
*Com informações da Agência Brasil.








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