Bahia lidera queda no desemprego no segundo trimestre de 2024

A Bahia registrou a maior queda na taxa de desemprego no segundo trimestre de 2024 entre as unidades da federação, de acordo com os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação no estado caiu 2,9 pontos percentuais, passando de 14% no primeiro trimestre para 11,1% no segundo. Esse desempenho coloca a Bahia à frente de outros estados, como Piauí e Amazonas, que também registraram reduções significativas, embora em menor escala.

O economista Samuel Dourado de Macedo destaca que a redução na Bahia reflete o aquecimento da atividade econômica.

“Ela se deve, sobretudo, ao aumento da atividade econômica. A gente consegue ver que os indicadores macroeconômicos estão demonstrando que a economia brasileira está aquecida. Se você verificar, por exemplo, o monitor do PIB, que é divulgado pelo IBGE, você pode verificar que o PIB tem avançado, sobretudo, pelo aumento do consumo das famílias e pelo investimento das empresas. Então, quando o produto brasileiro sobe, isso acaba resvalando no mercado de trabalho”, explica o economista.

Além da Bahia, outros estados também registraram quedas notáveis nas taxas de desemprego, superando a média nacional de redução de 1 ponto percentual. No entanto, a Bahia se destaca pela magnitude da queda, que é mais que o dobro da média nacional, indicando uma recuperação econômica robusta no estado.

A análise dos dados revela que o número de pessoas que buscam emprego há mais de dois anos também caiu 17,3% no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023. Essa é a menor quantidade para o período desde 2015, sinalizando que o mercado de trabalho na Bahia e em outras regiões do Brasil está absorvendo trabalhadores de forma mais eficaz.

Samuel Dourado de Macedo analisa que, apesar das quedas observadas, algumas unidades federativas mantiveram estabilidade em suas taxas de desemprego. Ele observa que essa estabilidade pode ocorrer devido a uma taxa de desemprego já baixa ou à performance específica de determinados setores econômicos:

“Se você olhar sobre o aspecto nacional e regional, você teve queda de desemprego tanto no nacional quanto no regional, nas regiões brasileiras. Se você olha pela unidade federativa, você vai ver que algumas unidades federativas que tiveram estabilidade, ela se deve ou porque a taxa de desemprego já estava bastante baixinha e chega em um termo que os economistas chamam de taxa de desemprego de equilíbrio e o segundo fato pode se deve à performance de alguns setores de economia.”

Embora o cenário seja de melhora no mercado de trabalho, a desigualdade de gênero persiste como um desafio. No segundo trimestre de 2024, a taxa de desemprego entre as mulheres foi de 8,6%, enquanto entre os homens foi de 5,6%. Além disso, o rendimento médio das mulheres permaneceu inferior ao dos homens, indicando que, apesar dos avanços, ainda há um caminho a percorrer para alcançar a igualdade de condições no mercado de trabalho.


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