Nesta sexta-feira (27/09/2024), as forças armadas de Israel realizaram um ataque aéreo contra o quartel-general do Hezbollah, localizado no subúrbio de Dahiyeh, em Beirute. Este evento ocorreu logo após o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde ele reafirmou a continuidade da campanha militar contra a milícia libanesa. Segundo as autoridades locais, o ataque resultou na morte de pelo menos duas pessoas e deixou 76 feridos, destacando a gravidade da situação.
O porta-voz do exército israelita, Daniel Hagari, informou que a operação foi uma “ataque preciso”, conforme declarado em um discurso transmitido ao vivo. As explosões registradas na capital libanesa foram descritas como as mais intensas do último ano, com múltiplas explosões sendo ouvidas em toda a cidade. Relatos de canais de televisão israelitas indicaram que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, poderia ter sido o alvo do ataque, embora o exército israelense não tenha confirmado essa informação.
O ataque ocorreu em um contexto de aumento significativo das hostilidades entre Israel e Hezbollah, que se intensificaram na última semana. O gabinete do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, anunciou que as ações militares visam eliminar líderes de alto escalão do Hezbollah. Após o ataque, Netanyahu encurtou sua visita aos Estados Unidos e retornou a Tel Aviv, indicando a importância estratégica da operação em Beirute.
A televisão Al-Manar, associada ao Hezbollah, reportou a destruição de quatro prédios no local do impacto, com janelas em áreas a até 30 quilômetros sentindo as consequências da explosão. As autoridades de saúde locais confirmaram que várias ambulâncias foram acionadas para atender os feridos, incluindo uma criança síria em estado crítico.
Desde o início da escalada de tensão, Israel tem intensificado os ataques aéreos em resposta a supostos ataques do Hezbollah. No último dia, 25 pessoas foram relatadas como mortas em diversas operações aéreas israelitas, elevando o número total de vítimas a mais de 720 na última semana. Em um discurso na ONU, Netanyahu reiterou que Israel continua comprometido em “degradar o Hezbollah”, o que implica um aumento das hostilidades na região e uma possível invasão terrestre como estratégia militar.
A situação tem gerado apreensão entre os libaneses, que temem uma repetição do conflito de 2006 entre Israel e Hezbollah, que resultou em devastação em várias partes do Líbano. Com o aumento da violência e a recusa de Israel em aceitar propostas de cessar-fogo, o futuro da estabilidade na região se mostra incerto.








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