Sindicalista defende reestatização da Refinaria de Mataripe para impulsionar desenvolvimento na Bahia; Deyvid Bacelar dirige a FUP

A retomada da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), pela Petrobras foi defendida nesta terça-feira (12/11/2024) pelo coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, durante sessão solene na Câmara Municipal de Feira de Santana. Na ocasião, Bacelar, sindicalista e feirense, foi homenageado com a Comenda Maria Quitéria, reconhecimento pelos serviços prestados em prol da classe trabalhadora. Ele reafirmou a proposta de reestatização da refinaria como estratégia para fomentar o desenvolvimento da Bahia e beneficiar a população com um custo menor de produtos essenciais.

Privatizada em 2021 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a refinaria foi adquirida pelo grupo Mubadala Capital e passou a ser operada sob o nome de Refinaria de Mataripe. Bacelar argumenta que a retomada do controle estatal traria benefícios à população baiana, especialmente em relação ao preço do gás de cozinha. Segundo o sindicalista, enquanto os baianos pagam cerca de R$ 148,00 por um botijão de gás, o valor médio em outros estados gira em torno de R$ 105,00. Bacelar defende que a reestatização da refinaria seria um caminho para reduzir o preço do gás e assegurar valores mais equilibrados para a população.

Além da questão do gás de cozinha, a FUP aponta que a reestatização fortaleceria a capacidade de produção de combustíveis e fertilizantes, considerada estratégica para o agronegócio. Bacelar enfatizou que a produção de fertilizantes pela Petrobras, atualmente descontinuada, é fundamental para apoiar o setor agrícola no Brasil. O sindicalista observa que o agronegócio, setor crucial para a economia nacional, depende de insumos cuja produção interna poderia diminuir custos para produtores locais e reduzir a dependência de importações.

Outro ponto abordado foi a reativação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, localizado em Maragogipe. Bacelar destacou o impacto positivo do estaleiro, que, em pleno funcionamento, gerou mais de 7 mil empregos diretos, contribuindo significativamente para a economia local. O fechamento e a inatividade do estaleiro, segundo o líder sindical, representaram uma perda importante para a região e para os trabalhadores, especialmente aqueles ligados à construção naval e ao setor de petróleo e gás.

As propostas apresentadas pela FUP refletem uma linha de ação que visa à reestruturação e fortalecimento do setor energético sob controle estatal, argumento defendido por Bacelar como essencial para garantir a independência econômica do país e promover o bem-estar social. A medida, segundo ele, traria efeitos positivos para a população ao possibilitar preços mais acessíveis e estimular o desenvolvimento industrial e agrário na Bahia e em outras regiões.


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