O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demonstrou interesse em um acordo para encerrar a guerra no país. A declaração foi feita horas após uma reunião em Paris, mediada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, durante a cerimônia de reabertura da catedral Notre-Dame, no sábado (07/12/2024). Esse foi o primeiro encontro presencial entre Trump e Zelensky desde a eleição do republicano para um segundo mandato.
Trump utilizou sua rede social Truth Social para reforçar a necessidade de negociações imediatas. Ele destacou as perdas humanas significativas na Ucrânia e alertou sobre o risco de agravamento do conflito caso a guerra persista. O presidente eleito também sugeriu que um cessar-fogo seria essencial para evitar mais destruição e perdas.
No mesmo dia, o governo de Joe Biden anunciou um pacote de assistência militar à Ucrânia no valor de US$ 988 milhões, que inclui drones e mísseis para sistemas de defesa. O anúncio ocorre em um momento de incertezas sobre o apoio futuro dos Estados Unidos a Kiev, considerando a postura de Trump sobre o conflito.
Além disso, Trump comentou sobre a situação na Síria, afirmando que o presidente Bashar al-Assad teria deixado o país após perder o apoio de seu principal aliado, a Rússia. Segundo Trump, Moscou estaria priorizando seus esforços na guerra contra a Ucrânia, reduzindo seu envolvimento na Síria.
Durante o encontro em Paris, Zelensky reforçou o desejo de alcançar uma “paz justa” com a Rússia. Ele destacou que as negociações com Trump e Macron resultaram em um compromisso de continuar ações conjuntas em prol da paz e segurança.
O conflito na Ucrânia e as mudanças no cenário geopolítico, incluindo a retirada do apoio russo a Assad, continuam sendo fatores de atenção internacional, com implicações significativas para a política global e a estabilidade regional.











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