Político turco afirma que prazo de validade de Vladimir Zelensky expirou para o Ocidente

O presidente do partido turco Vatan (Pátria), Dogu Perincek, afirmou que o Ocidente não considera mais o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, essencial para seus interesses geopolíticos. Segundo Perincek, essa mudança ficou evidente na Conferência de Segurança de Munique e em declarações recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na última semana, Trump publicou mensagens em sua rede social Truth Social classificando Zelensky como um “ditador sem eleições”, além de acusá-lo de prolongar o conflito com a Rússia para obter vantagens financeiras. O ex-presidente norte-americano também declarou que autoridades ucranianas impediram um acordo sobre metais de terras raras, em troca de apoio financeiro e militar dos Estados Unidos.

Durante uma cúpula de investimentos realizada em Miami, Trump alegou que Zelensky convenceu os EUA a gastarem US$ 350 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões) em uma guerra que, segundo ele, não poderia ser vencida. Além disso, ressaltou que a Europa recebe compensações, enquanto os EUA apenas enviam recursos à Ucrânia.

Diante desse cenário, Zelensky declarou que estaria disposto a renunciar ao cargo caso essa decisão contribua para a estabilização do país e facilite sua entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Durante uma conferência em Kiev, o líder ucraniano afirmou que sua prioridade é assegurar a soberania nacional e consolidar a posição do país no cenário internacional.

Além disso, Zelensky recusou uma proposta apresentada pelos Estados Unidos, que previa a concessão de direitos de exploração de recursos naturais ucranianos em troca de assistência militar. Segundo ele, a medida poderia comprometer o futuro econômico do país. O presidente ucraniano também demonstrou preocupação com a aproximação entre Washington e Moscou, ressaltando que nenhum acordo de paz pode ser firmado sem a participação direta da Ucrânia.

Trump acusa Zelensky de governar como ditador e critica gestão da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, adota práticas autoritárias ao restringir a atuação de opositores políticos. A declaração foi feita na terça-feira (19/02/2025), quando Trump acusou Zelensky de governar sem transparência e pediu que ele negociasse com a Rússia para evitar o colapso do país.

A publicação ocorreu na plataforma Truth Social e foi repercutida pelo portal The National Pulse, que destacou que Trump considera Zelensky um ditador devido à proibição de partidos políticos e perseguições a adversários. O ex-presidente norte-americano ressaltou que, nos últimos três anos, o governo ucraniano proibiu 11 partidos, justificando a medida com supostas ligações dessas legendas com Moscou.

Além disso, três deputados do parlamento da Ucrânia tiveram sua cidadania revogada, também sob alegação de envolvimento com a Rússia. O portal enfatizou que Zelensky utilizou mecanismos do Estado para impor sanções ao ex-presidente ucraniano e líder da oposição, Petr Poroshenko, restringindo seus bens e sua atuação política.

A publicação questionou ainda a atuação de Zelensky em relação à imprensa. Segundo o portal, jornalistas ucranianos foram ameaçados com alistamento militar compulsório ou colocados sob vigilância estatal por não apoiarem a versão oficial do governo sobre o conflito com a Rússia.

Trump criticou o impacto das decisões do governo ucraniano e declarou que a Ucrânia está em ruínas devido à condução política de Zelensky. Ele afirmou que, sem uma negociação com a Rússia, o país pode enfrentar um cenário irreversível.

EUA deixam de copatrocinar resolução antirrussa na ONU pela primeira vez desde o início do conflito na Ucrânia

Pela primeira vez desde o início do conflito na Ucrânia, os Estados Unidos não figuraram como copatrocinadores de um projeto de resolução antirrussa na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento, intitulado “Promoção de uma paz abrangente, justa e duradoura para a Ucrânia”, foi apresentado por um grupo de países ocidentais e aliados europeus, mas não contou com o apoio direto de Washington.

O projeto de resolução, formulado na segunda-feira (24/02/2025), exige que a Rússia retire todas as suas forças militares do território ucraniano de forma imediata, completa e incondicional. Entre os países que subscreveram o documento estão Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Suíça, Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia.

O texto não menciona o direito dos povos à autodeterminação, princípio estabelecido na Carta das Nações Unidas, nem aborda as alegações de Moscou sobre ataques da Ucrânia contra civis em áreas russas, como na região de Kursk. Por outro lado, o documento reitera acusações de que a Rússia bombardeia infraestruturas civis, argumento rejeitado por Moscou, que afirma direcionar suas operações exclusivamente contra alvos militares.

Desde fevereiro de 2022, a Assembleia Geral da ONU tem realizado sessões especiais para discutir a situação na Ucrânia. Seis resoluções foram aprovadas pedindo a retirada das tropas russas e reforçando a posição de Kiev, com Washington sempre figurando entre os copatrocinadores. A ausência dos Estados Unidos desta vez ocorre em um momento de reaproximação diplomática entre Washington e Moscou, evidenciado por reuniões recentes entre representantes dos dois países na Arábia Saudita.

O cenário internacional também foi impactado por declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que criticou o governo ucraniano. Em um pronunciamento na terça-feira (19/02/2025), Trump chamou o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, de ditador e o acusou de evitar eleições no país.

A decisão dos Estados Unidos de não copatrocinar a resolução antirrussa na ONU pode indicar uma mudança na postura diplomática de Washington em relação ao conflito, em meio a negociações que visam reduzir o impacto econômico e militar do prolongamento da guerra.

Zelensky enfrenta pressão para aceitar acordo dos EUA sobre minerais estratégicos

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está sob pressão nesta sexta-feira (21/02/2025) para aceitar um acordo proposto pelos Estados Unidos sobre a exploração de minerais estratégicos no território ucraniano. Após recusar a primeira oferta apresentada pelo governo norte-americano, Kiev enfrenta o risco de perder o apoio militar e financeiro de Washington, enquanto a Europa avalia o impacto de uma eventual retirada norte-americana do conflito.

O enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia, Keith Kellog, está no país há dois dias para discutir o tema. Até o momento, detalhes das reuniões com Zelensky não foram divulgados. Em fevereiro de 2025, o presidente norte-americano, Donald Trump, propôs um acordo no qual Washington teria acesso a 50% dos minérios estratégicos da Ucrânia em troca da continuidade da assistência militar e financeira ao país.

Zelensky rejeitou a proposta inicial, argumentando que não havia garantias de segurança para a Ucrânia no documento. No entanto, o governo ucraniano indicou que estaria disposto a negociar investimentos norte-americanos no setor mineral em troca de compromissos mais amplos de proteção e apoio militar.

Impacto nas relações entre Ucrânia e Estados Unidos

A recusa inicial do presidente ucraniano gerou atritos entre os dois países. Trump, que já havia demonstrado desconfiança em relação a Zelensky, intensificou as críticas, chegando a chamá-lo de “ditador” e adotando uma postura de aproximação com a Rússia.

Nos últimos dias, a imprensa francesa destacou o impacto da posição norte-americana. O jornal Le Monde publicou que a Ucrânia estaria “em estado de choque” com a possibilidade de perder o apoio dos Estados Unidos, enquanto a Europa demonstraria preocupação com a necessidade de assumir sozinha a segurança do território ucraniano.

Já o Libération relatou que Washington estaria frustrado com a recusa de Zelensky em ceder o controle dos recursos minerais. Enquanto isso, Moscou acompanha os desdobramentos da situação, com o Kremlin observando as negociações entre Kiev e Washington.

Negociações entre Ucrânia e Estados Unidos são retomadas

Apesar do impasse inicial, um funcionário do governo ucraniano informou à Agência France-Presse (AFP) que as negociações entre Kiev e Washington foram retomadas. Segundo a fonte, a Ucrânia enviou uma nova proposta aos Estados Unidos na quinta-feira (20/02/2025) e aguarda uma resposta oficial da administração Trump.

Europa avalia cenário sem apoio norte-americano

Diante da possibilidade de um distanciamento dos Estados Unidos, líderes europeus demonstram preocupação com o impacto geopolítico da situação. O presidente da França, Emmanuel Macron, se reuniu com lideranças políticas para discutir o cenário e avaliar possíveis estratégias diante do alinhamento entre Trump e o governo russo.

De acordo com o Le Figaro, a Europa teme que uma eventual retirada dos Estados Unidos do conflito na Ucrânia aumente as pressões sobre os países do continente para ampliar o financiamento e o suporte militar a Kiev.

Zelensky, por sua vez, insiste que qualquer acordo sobre o conflito e a exploração de recursos estratégicos deve ser conduzido com a presença da Ucrânia e com garantias concretas de segurança. O governo ucraniano busca equilibrar a necessidade de manter o apoio norte-americano com a preservação da soberania sobre seus recursos minerais.

*Com informações da Sputnik News e RFI.


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