Na quinta-feira (05/06/2025), o Mercado de Arte Popular (MAP) em Feira de Santana sediou o 1º Encontro de Cordelistas, que reuniu poetas, cantadores, declamadores, admiradores e vendedores de xilogravuras e folhetos relacionados ao gênero da literatura popular. A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura local e foi marcada por homenagens ao Dia Municipal do Cordel e ao aniversário do poeta feirense Antônio Alves, comemorados no dia 7 de junho.
O violeiro Domingos Santeiro destacou a importância do cordel para sua vida e para a cultura popular.
“O cordel é tudo para mim,” afirmou Domingos.
Ele acrescentou:
“Me dá alegria de viver. É tudo de bom. Enquanto tiver papel, lápis e poeta, o cordel não vai morrer.”
O poeta e cordelista Francklin Maxado avaliou o encontro como uma forma de manter viva a literatura de cordel e um ato de resistência cultural.
“É uma manifestação que mostra toda a grandiosidade do sertanejo, do matuto, porque é uma literatura feita por eles e para eles.”
O poeta e cantador Jolivaldo Alves ressaltou a presença da tradição sertaneja em Feira de Santana e a relevância da cidade para a continuidade do cordel, mesmo estando geograficamente próxima ao Recôncavo Baiano.
“Cantar cordel é uma arte sertaneja, e Feira a mantém viva,” afirmou Jolivaldo.
Ele relatou que antes de se tornar cordelista, trabalhou como folheteiro, vendendo livretos e contando histórias nas feiras-livres do interior da Bahia, apesar de não saber ler, decorando o conteúdo transmitido por amigos.
No evento, o artista Luiz Natividade expôs e comercializou folhetos e xilogravuras, destacando a relação inseparável entre essas duas formas de arte.
“Xilogravura e cordel não andam separados. Uma arte completa a outra,” explicou Luiz.
O encontro representou uma oportunidade para reforçar o valor do cordel como manifestação cultural e incentivar a produção e divulgação dessa forma de literatura popular em Feira de Santana e região.










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