O ensaio de opinião assinado por Joaci Góes, publicado na edição desta quinta-feira (26/06/2025) do jornal Tribuna da Bahia, oferece uma reflexão crítica sobre a baixa produtividade do Brasil, a ineficiência da máquina pública e o agravamento do cenário fiscal sob a atual gestão federal. O autor aponta causas estruturais e políticas para o problema, com destaque para o sistema educacional, o inchaço do Estado e os rumos da política externa.
Estagnação da produtividade brasileira há duas décadas
Segundo o autor, há vinte anos a produtividade brasileira permanece estagnada, sobretudo fora do setor agropecuário. Ele ressalta que, mesmo este segmento, responsável por significativa participação nas exportações do país, sofre críticas ideológicas que comprometem sua expansão, sendo classificado por setores da esquerda como o “setor fascista” da economia nacional.
A estagnação, conforme o texto, é reflexo direto da deterioração da qualidade da mão de obra nacional, associada à má qualidade do ensino público, influenciado por teorias pedagógicas de base gramsciana e freiriana que, segundo Góes, jamais demonstraram êxito em experiências internacionais.
Diagnóstico do setor público e crítica à estrutura governamental
Joaci Góes sublinha que a administração pública brasileira figura entre as menos eficientes do mundo, mesmo estando entre as mais custosas. Ele aponta que os três poderes da República operam com baixo desempenho e critica o aumento do número de ministérios promovido pelo Governo Lula, o que, segundo sua análise, representa um movimento político orientado por interesses de poder e não pela racionalidade administrativa.
“As despesas públicas já correspondem a quase três vezes mais do que a receita arrecadada”, afirma o autor, em alerta ao descontrole fiscal e à iminência de colapso financeiro do Estado.
Política externa e isolamento geopolítico
No plano internacional, o artigo aponta que o Brasil, sob a atual política externa, tem se aproximado de regimes considerados retrógrados, o que contribui para o seu isolamento no cenário global e compromete alianças estratégicas com as democracias ocidentais. O autor classifica tal postura como uma “condução pária”, em dissonância com os valores das nações mais desenvolvidas.
Soluções propostas: renúncia presidencial e mutirão nacional pela produtividade
A proposta central do autor é a renúncia imediata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou seu afastamento por 18 meses, como medida de contenção à escalada da crise institucional, social e econômica. Para além da mudança política, Góes propõe um mutirão nacional em favor do crescimento intelectual e da elevação da produtividade, tanto no setor público quanto no setor privado.
“É fundamental que o Brasil promova uma transformação interna semelhante à realizada por países como Estados Unidos, Israel, Noruega, Suíça e Singapura, esta última com território inferior ao da Baía de Todos os Santos”, escreve.
Ele também critica o aumento do número de parlamentares e servidores do Judiciário, apontando que essa ampliação burocrática contrasta com os recursos que a inteligência artificial já oferece à administração moderna, permitindo otimizações sem inflar a máquina pública.
Crítica ao modelo político vigente
Na parte final do artigo, Joaci Góes destaca que nenhuma dessas reformas será contemplada por partidos que, em sua avaliação, mantêm seu domínio eleitoral por meio da perpetuação da pobreza e da ignorância. A crítica se dirige a um modelo político que se beneficia da dependência social para a reprodução do poder, o que, segundo o autor, é incompatível com qualquer projeto de modernização e desenvolvimento sustentado.










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