O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, na sexta-feira (11/07/2025), a jornada de trabalho de seis dias consecutivos com apenas um de folga (escala 6×1). A declaração foi feita durante o lançamento de um programa de transferência de renda em Linhares (ES), direcionado a famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Mariana (MG). Lula defendeu a criação de um modelo de jornada “mais flexível” e convocou trabalhadores, empresários, universidades e instituições de pesquisa para debater o tema.
Declaração presidencial reforça críticas anteriores
Durante o discurso, Lula afirmou que “a Humanidade não quer mais seis por um” e ressaltou que os trabalhadores buscam mais tempo com a família e maior qualidade de vida. Para ele, é necessário repensar os atuais modelos de jornada, especialmente diante das mudanças nas dinâmicas sociais e do mercado de trabalho.
A primeira manifestação pública de Lula sobre o tema ocorreu em (01/05/2025), durante o Dia do Trabalhador, quando defendeu aprofundar o debate sobre o fim da jornada 6×1.
Proposta de debate nacional com apoio de instituições
Segundo Lula, o governo federal deve utilizar a Organização Internacional do Trabalho (OIT), universidades e centros de pesquisa para propor novos formatos de jornada que ofereçam maior mobilidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
“Vamos tentar apresentar uma nova forma de trabalhar nesse país”, declarou o presidente.
Lula também mencionou que a juventude já demonstra resistência a modelos rígidos de jornada, como o 6×1, e que o governo pretende ouvir os diferentes setores da sociedade para construir uma proposta viável.
Mobilização social e discussão no Congresso
A pauta do fim da escala 6×1 ganhou força a partir do final de 2024, com manifestações públicas e protestos em diferentes cidades. Na quinta-feira (10/07/2025), novos atos foram registrados em apoio à mudança da legislação trabalhista.
No Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a escala 6×1 ainda não avançou nas comissões. Apesar disso, lideranças do governo afirmam que o tema é prioridade para este ano.
Entidades empresariais, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), têm se posicionado contra a medida, alegando que a mudança representaria aumento de custos operacionais e poderia impactar a produtividade do setor privado.
*Com informações da Agência Brasil.










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