A escolha do presidente do PT da Bahia, Éden Valadares, como novo secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, foi recebida como sinal do fortalecimento da Bahia dentro da estrutura nacional da legenda. A indicação foi confirmada no dia 23 e confere ao dirigente a responsabilidade de conduzir as estratégias de comunicação partidária, incluindo a coordenação da campanha presidencial de 2026.
O anúncio foi celebrado por lideranças petistas baianas. Para Felipe Freitas, secretário de Justiça da Bahia, a escolha representa tanto a renovação de quadros quanto a consolidação de um ciclo político iniciado com Jaques Wagner e fortalecido por Jerônimo Rodrigues.
“Éden é um dos melhores quadros de nossa geração, com grande talento para compreender os desafios da política e notável capacidade de diálogo. Ele tem leitura privilegiada sobre comunicação e certamente fará um excelente trabalho”, afirmou Freitas.
A nomeação é vista como resultado da trajetória de Éden Valadares dentro do partido. Ex-assessor do senador Jaques Wagner e ex-integrante do gabinete da presidenta Dilma Rousseff (2015-2016), Valadares se consolidou como liderança estratégica, especialmente na articulação entre juventude e comunicação política.
Reunião com Lula e os rumos da comunicação
Na semana anterior à sua escolha, Éden esteve em Brasília em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro tratou da necessidade de fortalecer a imagem pública do PT, em especial junto aos segmentos juvenis, além de definir diretrizes para a comunicação digital da legenda no ciclo que antecede a eleição presidencial.
A secretaria de Comunicação terá papel central não apenas no planejamento eleitoral, mas também na defesa da imagem institucional do partido diante de temas como polarização, embates no Congresso e a repercussão das medidas econômicas e diplomáticas do governo Lula.
Lideranças baianas em ascensão no PT
A ascensão de Éden Valadares é entendida como parte de um processo de renovação política conduzido pelo PT na Bahia. Segundo Felipe Freitas, há um ciclo virtuoso de novos quadros assumindo protagonismo, sem romper com a experiência das lideranças históricas.
Entre os nomes citados estão Rowena Brito, secretária de Educação da Bahia; Adolpho Loyola, secretário de Relações Institucionais; Jocivaldo Anjos, prefeito de Antônio Cardoso; Lucas Reis, chefe de gabinete do senador Jaques Wagner; Tássio Brito, presidente estadual do PT; e Bruno Monteiro, secretário de Cultura.
A leitura é que, ao mesmo tempo em que preserva o legado de figuras como Lula e Wagner, o partido incorpora dirigentes de uma geração mais jovem, que assumem posições estratégicas na política nacional.
Movimentos populares também ganham espaço
Além da secretaria de Comunicação, o PT anunciou que Lucinha do MST, deputada estadual suplente e militante histórica dos movimentos sociais, assumirá a secretaria nacional de Movimentos Populares. Sua presença na direção reforça a integração entre partido e organizações sociais, ampliando a representatividade interna da legenda.











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