A ARENA A TARDE foi inaugurada em grande estilo durante a primeira edição do Festival A TARDE FM, consolidando-se como um novo marco cultural da capital baiana. Em dois dias de programação, cerca de 8 mil pessoas acompanharam 12 horas de música, que uniram diferentes estilos, gerações e artistas da cena nacional e local.
A abertura, no sábado (30/08/2025), contou com Thathi, Sandra Sá, Margareth Menezes e BaianaSystem, em apresentações vibrantes que marcaram a estreia. No domingo (31), foi a vez de Marcos Clement, Rael, Maria Gadú e Edson Gomes, que encerrou o festival em clima de catarse coletiva, transformando a arena em um espaço de comunhão e celebração.
Arena A TARDE: modernidade, inclusão e legado cultural
O novo espaço, localizado no Caminho das Árvores, foi idealizado como um equipamento moderno, versátil e inclusivo. Para o presidente do Grupo A TARDE, João de Mello Leitão, a inauguração simboliza a capacidade de reinvenção do grupo:
“Hoje é um dia histórico. No ano em que celebramos 113 anos, inauguramos a Arena A TARDE, um espaço pensado para fomentar talentos, cultura, música e arte. É a prova de que o Grupo A TARDE está preparado para os próximos 100 anos.”
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também destacou o impacto do novo espaço:
“Equipamentos culturais são sempre bem-vindos, porque representam trabalho, renda e encontros. A Arena A TARDE será um espaço de memória e sentimento para o povo soteropolitano que ama música.”
Estrutura, acessibilidade e impacto econômico
O festival ofereceu infraestrutura completa, incluindo praça de alimentação variada, bares, áreas de convivência, banheiros climatizados, espaço coberto, segurança reforçada e acessibilidade plena.
A baiana Katia Sales, com baixa visão, ressaltou a importância da inclusão:
“A Arena é super acolhedora e acessível. Nós, pessoas com deficiência, também consumimos arte e lazer, e esse espaço é fundamental para isso.”
Além do impacto cultural, o evento movimentou o comércio local, o setor de alimentação, o turismo e os serviços da região. Restaurantes e estacionamentos registraram aumento de movimento, confirmando o efeito econômico positivo da inauguração.
Shows memoráveis e emoção no palco
- Thathi, primeira artista a se apresentar, celebrou: “É uma honra ser a primeira a pisar nesse palco. Esse momento ficará para a história.”
- Sandra Sá emocionou com clássicos como Olhos Coloridos e defendeu mais espaços culturais em Salvador, protagonizando um dueto com Margareth Menezes.
- BaianaSystem encerrou a primeira noite em clima de explosão sonora e coletiva.
- Maria Gadú destacou a felicidade em participar do marco cultural.
- Rael exaltou a diversidade e a curadoria inclusiva do festival.
- Edson Gomes, considerado o “Rei do Reggae Nacional”, encerrou a programação em apoteose, ao lado do filho Jeremias, celebrando representatividade e justiça social.
Reconhecimento de autoridades e personalidades
O novo equipamento cultural foi exaltado por diversas lideranças:
- Bruno Monteiro, secretário de Cultura da Bahia: “É um momento histórico, que desloca o eixo cultural da cidade e fortalece a cena musical.”
- Alberto Braga, secretário municipal de Inovação e Tecnologia: “A Arena já entrou para o ranking principal da capital, fomentando cultura, emprego e renda.”
- Emerson Ferretti, presidente do Esporte Clube Bahia: “Vejo aqui também potencial para eventos esportivos.”
- Jefferson Beltrão, radialista: “É um marco na história da rádio e da cidade.”
- Rita Batista, jornalista: “A gente demorou, mas chegou. Um espaço para todos os eventos culturais.”
Novo espaço cultural
A inauguração da ARENA A TARDE marca mais do que a abertura de um novo espaço cultural: representa a consolidação de uma estratégia que une tradição e inovação. Em uma Salvador carente de equipamentos estruturados para grandes eventos, a iniciativa desloca o centro gravitacional da cultura para novas áreas da cidade. A forte presença de artistas consagrados e novos talentos, somada ao reconhecimento das autoridades, revela que a arena nasce com vocação de permanência. Entretanto, sua sustentabilidade dependerá da manutenção da qualidade, da diversidade de programações e da democratização do acesso.
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