Condenação de Bolsonaro a 27 anos expõe silêncio de ACM Neto e intensifica disputa política na Bahia; Éden Valadares comenta

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado repercutiu em todo o país, provocando reações intensas na política e nas redes sociais. Enquanto aliados se mantiveram em silêncio ou defenderam o ex-mandatário, parlamentares, governadores e lideranças políticas celebraram a decisão como um marco na defesa da democracia. Na Bahia, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, chamou atenção, nesta sexta-feira (12/09/2025) para a postura do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que não se pronunciou sobre o episódio.

A crítica de Éden Valadares

Para Éden, a ausência de manifestação de ACM Neto revela contradição. Segundo ele, o ex-prefeito é presença constante nas redes sociais para criticar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e apontar falhas da gestão estadual, mas opta pelo silêncio diante da condenação de seu aliado político.

“Nada abala o casamento de ACM Neto com Bolsonaro. Nem mesmo a condenação por tentativa de golpe de Estado. É uma relação que existe na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na urna e na prisão”, afirmou o dirigente petista.

A condenação de Bolsonaro e seus impactos

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, corrupção ativa e incitação ao crime. A decisão, considerada histórica, reforça a interpretação de juristas de que o sistema democrático brasileiro resistiu a um dos maiores testes desde a redemocratização.

Éden destacou que o julgamento deveria servir de ponto de união em torno da defesa da democracia, mas que o silêncio de líderes como ACM Neto evidencia a manutenção de alianças estratégicas voltadas mais ao cálculo eleitoral do que a princípios institucionais.

ACM Neto e o projeto político

Valadares argumentou que a ausência de declarações do ex-prefeito está relacionada a seu projeto pessoal de poder. Para ele, ACM Neto prioriza sua ambição de chegar ao governo da Bahia em detrimento de uma posição clara sobre valores democráticos.

“Acima do povo baiano ou brasileiro, acima do que é bom para a Bahia e o Brasil, está o projeto pessoal dele. Para ACM Neto o interesse individual é maior do que os valores da democracia”, declarou Éden.

Segundo o petista, essa postura demonstra que o compromisso de ACM Neto com Bolsonaro permanece inalterado, independentemente das circunstâncias judiciais ou políticas.

Reações e o silêncio estratégico

O contraste entre as manifestações de diferentes atores políticos e a ausência de resposta de ACM Neto fortalece a leitura de que o ex-prefeito adota uma estratégia de silêncio seletivo. Enquanto adversários classificam a decisão como um divisor de águas para a democracia, o dirigente petista insiste que a omissão reforça um alinhamento de longo prazo com Bolsonaro, mesmo após a condenação.


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