Produtores querem que governo crie comitê oficial da agropecuária baiana

Eduardo Salles ressaltou que há três anos os índices pluviométricos estão abaixo do esperado e a dimensão desta seca é maior do que se imagina.
Eduardo Salles ressaltou que há três anos os índices pluviométricos estão abaixo do esperado e a dimensão desta seca é maior do que se imagina.

A formação de um comitê da agropecuária baiana para discutir questões relativas à seca foi a reivindicação de produtores rurais que participaram do Encontro de Produtores e Lideranças Rurais do Semiárido, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), na manhã desta terça-feira (26/03/2013) no auditório da Faeb, em Salvador.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia, João Martins, aproveitou a presença do secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, para discutir a proposta com o governo. “Esta é uma reunião apartidária, não foi uma reunião de críticas, mas de propostas. Estamos diante da maior catástrofe climática que a Bahia já teve em todos os tempos, e queremos a formação de um comitê para monitorar e cobrar ações efetivas”, disse João Martins, informando que enviará documento final sobre o evento, para a presidente Dilma Rousseff.

Eduardo Salles ressaltou que há três anos os índices pluviométricos estão abaixo do esperado e a dimensão desta seca é maior do que se imagina.  “Por mais que os governos municipal, estadual e federal, nunca será o suficiente. Na Bahia foi instituído o Comitê Estadual para Ações de Convivência com a Seca, órgão colegiado estabelecido por decreto, que reúne sete secretarias de estado, e seus órgãos vinculados, e é responsável pela coordenação das atividades e do planejamento das ações do Governo do Estado para dar assistência imediata à população afetada e, neste momento, para minimizar o sofrimento do homem do campo, estão sendo constantemente contratados carros-pipa e distribuídas cesta básica”, explicou.

Salles informa que o Estado tem trabalhado com duas frentes, a reserva alimentar e água para dessedentação animal. Deste modo, já foi autorizada a implantação de três biofábricas para produção de mudas de palma forrageira e a compra de raquetes de palma, no valor de R$ 7 milhões, que serão multiplicadas no semiárido. O objetivo é que cada agricultor tenha, pelo menos, meia tarefa plantada com palma adensada, o que seria suficiente para alimentar 10 cabras durante 6 meses.

Outra medida estruturante do governo estadual citada pelo secretário é a construção de mais de 2 mil barragens subterrâneas que serão feitas na Bahia com recursos da ordem de 22,1 milhões, obtidos com o governo federal para agilizar a construção destas barragens. Salles disse que o governo vai entregar retroescavadeiras aos municípios que, em contrapartida, farão as barragens.


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