O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu nesta quinta-feira (30/10/2025) às declarações do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que acusou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) de “negar a realidade” sobre a presença do crime organizado na Bahia. Em resposta, o parlamentar afirmou que Neto “deveria olhar para o próprio histórico e as alianças políticas que construiu”.
“Negar a realidade é negar a relação com o Rei do Lixo”, disse Robinson, em referência ao escândalo que envolveu gestões do União Brasil e deu origem à Operação Overclean, investigação sobre fraudes em contratos de limpeza pública em Salvador. O deputado afirmou que “quem governou a capital sem investir no social, sem construir uma única creche municipal e preferindo beneficiar empresários e aliados, não tem autoridade para falar de segurança pública”.
Governo da Bahia reforça investimentos na segurança pública
O parlamentar destacou que o governo Jerônimo Rodrigues tem implementado investimentos permanentes e robustos em segurança pública, com contratação de novos policiais, formação continuada, aquisição de viaturas e equipamentos modernos, além do uso intensivo de tecnologia e inteligência para o enfrentamento ao crime organizado.
Segundo Robinson, “Jerônimo tem conduzido uma política de segurança responsável, com foco na proteção das pessoas e na valorização dos profissionais. A Bahia está ampliando o número de operações integradas, com planejamento e resultados concretos”.
Ações sociais e preventivas como parte da estratégia
O deputado afirmou que a estratégia do governo estadual não se limita à repressão, mas inclui ações sociais e educativas, voltadas à prevenção da violência e à inclusão social. Ele mencionou o aumento das escolas em tempo integral, programas de esporte, cultura e formação profissional como parte da política de segurança.
“Segurança também se faz com oportunidades e educação. O governador Jerônimo tem feito isso, enquanto ACM Neto, quando prefeito, abandonou a infância soteropolitana e ignorou as comunidades mais pobres”, disse o petista.
PEC da Segurança Pública e debate nacional
Durante a entrevista, Robinson Almeida aproveitou para defender a aprovação da PEC da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional. A proposta cria o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e fortalece a articulação entre União, estados e municípios.
“O Brasil precisa de um sistema unificado e cooperativo para enfrentar o crime de forma coordenada. Essa PEC é essencial para o futuro da segurança pública”, afirmou o deputado.
O parlamentar ainda questionou qual será a posição da bancada do União Brasil, partido de ACM Neto, sobre o tema.
“O União Brasil tem atuado contra pautas de interesse público no Congresso. Será que, mais uma vez, vai se opor ao que interessa ao povo brasileiro, à Bahia e à segurança da população?”, provocou.
Críticas às alianças políticas de ACM Neto
Robinson também atribuiu às gestões de aliados de ACM Neto a origem e o fortalecimento das principais facções criminosas do país. Segundo ele, “essas organizações nasceram e se expandiram em estados governados por aliados de Neto, como São Paulo e Rio de Janeiro”.
“Antes de atacar o governo da Bahia, Neto deveria cobrar seus aliados, onde o crime organizado se desenvolveu. Aqui, Jerônimo trabalha com seriedade, investindo em segurança, educação e inclusão social, para transformar vidas e garantir um futuro melhor para o povo baiano”, concluiu o deputado.
Polarização política
A troca de acusações entre Robinson Almeida e ACM Neto reflete o cenário de polarização política na Bahia, especialmente diante do embate entre o PT e o grupo carlista, que há décadas disputam a hegemonia no estado.
A fala de Robinson recupera o histórico de escândalos administrativos ligados a antigos aliados de Neto e reforça a estratégia petista de vincular o União Brasil à elite empresarial e a práticas políticas do passado.
O debate sobre segurança pública, por sua vez, evidencia o desafio comum a todos os governos estaduais: combinar repressão eficiente e políticas sociais estruturantes em um país onde o crime organizado é fenômeno nacional e não local.










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