Bahia cria 4,4 mil empregos formais em outubro de 2025 e mantém saldo positivo em 2025

A Bahia registrou 4.449 novos empregos formais em outubro de 2025, segundo dados do Novo Caged, divulgados na quinta-feira (27/11/2025) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estado alcançou 104.333 vagas criadas entre janeiro e outubro de 2025, mantendo-se como uma das unidades da Federação com desempenho positivo ao longo do ano. O país, por sua vez, atingiu o patamar de 1,8 milhão de postos formais nos dez primeiros meses, refletindo aumento generalizado nos principais setores econômicos.

O mercado de trabalho baiano apresentou resultados positivos em três dos cinco grandes setores avaliados. O segmento de Serviços foi o principal responsável pela expansão, com 3.453 vagas abertas em outubro. Em seguida aparecem Construção (1.688) e Comércio (1.151), confirmando a tendência de recuperação gradual iniciada no primeiro semestre.

Agropecuária (-800) e Indústria (-1.043) tiveram retração, influenciando o saldo final, mas sem reverter o desempenho geral positivo do estado no período.

No perfil dos trabalhadores, mulheres ocuparam 3.438 vagas, superando os homens, que preencheram 1.011 postos. A escolaridade predominante foi o ensino médio completo, com 6.222 admissões. Já os jovens de 18 a 24 anos responderam pelo maior saldo de outubro, com 4.842 vagas.

Lauro de Freitas lidera saldos municipais

O município de Lauro de Freitas registrou o melhor desempenho do estado, com 2.222 novos postos em outubro e um estoque total de 136,5 mil empregos. Na sequência aparecem:

  • Salvador – 1.301 vagas
  • Camaçari – 858
  • Ubaíra – 496
  • Feira de Santana – 384

O desempenho reforça a concentração da atividade econômica em centros urbanos e polos industriais.

Cenário nacional: país atinge recorde de vínculos formais

O Brasil fechou outubro com 85.147 vagas criadas, resultado de 2.271.460 admissões e 2.186.313 desligamentos. O total de 48,99 milhões de vínculos ativos é o maior já registrado na série histórica do Caged.

Desde janeiro de 2023, início da atual gestão federal, foram 4,9 milhões de empregos formais gerados. O salário médio real de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31, com leve crescimento sobre setembro.

No recorte setorial, Serviços também lideraram nacionalmente, com 82.436 vagas, seguidos por Comércio (25.592). Construção, Agropecuária e Indústria encerraram o mês com saldos negativos.

Acumulado do ano: Serviços impulsionam resultado

Entre janeiro e outubro, todos os grupamentos econômicos apresentaram desempenho positivo:

  • Serviços — 961.016 novas vagas
  • Indústria — 305.641
  • Comércio — 218.098
  • Construção — 214.717
  • Agropecuária — 101.188

A expansão dos Serviços confirma o peso crescente do setor na economia nacional e seu papel estruturante no mercado formal.

Grupos populacionais e escolaridade

O levantamento mostra predominância das mulheres na ocupação das vagas de outubro (65.913). Os homens preencheram 19.234 postos. Na distribuição por idade, jovens entre 18 e 24 anos concentraram 80.365 admissões, seguidos pelos adolescentes até 17 anos, com 23.586.

As vagas foram preenchidas principalmente por trabalhadores com ensino médio completo (78.633) e médio incompleto (12.048). No recorte racial, pardos responderam por 75.059 vínculos, seguidos por pretos (15.698), indígenas (8.900) e brancos (2.010). Pessoas com deficiência registraram saldo positivo de 454 vagas.

Estados e regiões com melhor desempenho

Em números absolutos, os destaques foram:

  • São Paulo — 18.456 vagas
  • Distrito Federal — 15.467
  • Pernambuco — 10.596

Nas variações relativas, os melhores resultados ocorreram no:

  • Distrito Federal (+1,47%)
  • Alagoas (+1%)
  • Amapá (+0,72%)
  • Piauí (+0,70%)

No ano, São Paulo lidera com 502.683 vagas, seguido por Minas Gerais (159.601) e Paraná (129.361).

A Região Nordeste foi a que mais abriu vagas em outubro, com 33.831 postos, à frente de Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.

Expansão desigual e desafios estruturais

O crescimento do emprego formal em 2025 evidencia um ciclo de recuperação econômica, mas revela desequilíbrios persistentes. A forte concentração nas áreas urbanas e nos setores de Serviços e Construção confirma a fragilidade de segmentos como Agropecuária e Indústria, essenciais para a produtividade de longo prazo.

A predominância de jovens e mulheres nas admissões reflete mudanças estruturais no mercado de trabalho, mas também expõe a rotatividade elevada e a precarização de vínculos em setores com salários menores. A recuperação nacional ainda depende de políticas que ampliem a qualificação profissional, promovam redistribuição regional e fortaleçam cadeias produtivas estratégicas.

O desempenho positivo do Nordeste demonstra capacidade de expansão, mas exige continuidade de investimentos, infraestrutura e políticas industriais que consolidem esse avanço sem depender exclusivamente de ciclos sazonais ou serviços de baixa complexidade.


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