O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, no sábado (13/12/2025), a realização de um exame de ultrassonografia no ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A autorização atende a pedido formalizado pela defesa e determina que o procedimento seja feito no local da custódia.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação na ação penal que apurou a trama golpista. A decisão estabelece que a Polícia Federal seja cientificada e que os advogados regularmente constituídos sejam intimados.
No despacho, Moraes registrou: “Diante do exposto, autorizo a realização do exame no local onde o condenado encontra-se custodiado, nos termos requeridos pela defesa”, definindo a execução do procedimento conforme solicitado.
Pedido da defesa e perícia médica oficial
O pedido de autorização para o exame foi apresentado na quinta-feira (11/12/2025), após Moraes determinar que Bolsonaro seja submetido a uma perícia médica oficial, a ser realizada pela Polícia Federal, no prazo de 15 dias.
Segundo a defesa, a ultrassonografia é necessária para atualizar exames médicos do ex-presidente. A solicitação ocorre após o ministro apontar que os laudos apresentados anteriormente eram antigos, especialmente aqueles usados para fundamentar pedidos de cirurgia e de prisão domiciliar.
A perícia médica determinada pelo STF integra o processo de verificação das condições de saúde do condenado, dentro dos parâmetros legais aplicáveis ao cumprimento da pena.
Detalhes do exame autorizado
O exame de ultrassonografia será realizado pelo médico Bruno Luís Barbosa Cherulli, utilizando equipamento portátil, o que viabiliza o procedimento sem a necessidade de deslocamento do preso para uma unidade hospitalar.
De acordo com a autorização judicial, o ultrassom será feito nas regiões inguinais direita e esquerda, conforme especificado pela defesa no pedido encaminhado ao Supremo.
A decisão também reforça que a execução do exame deve ocorrer sob responsabilidade e acompanhamento da Polícia Federal, respeitando as normas de segurança e custódia.
Alegações de agravamento do estado de saúde
Na terça-feira (09/12/2025), os advogados de Jair Bolsonaro informaram ao STF que o ex-presidente teria apresentado piora no estado de saúde. Com base nessa alegação, solicitaram que ele fosse imediatamente levado ao Hospital DF Star, em Brasília.
Na ocasião, a defesa pediu autorização para que Bolsonaro fosse submetido a procedimento cirúrgico, argumento que motivou a análise mais aprofundada do quadro clínico pelo relator do caso.
A autorização do exame de ultrassom e a determinação da perícia médica oficial integram as medidas adotadas pelo STF para avaliar tecnicamente as condições de saúde do ex-presidente no contexto do cumprimento da pena.
*Com informações da Agência Brasil.











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