O senador Jaques Wagner participou, na manhã deste sábado (27/12/2025), do ritual de despedida da ialorixá Mãe Carmen de Oxalá, realizado no Terreiro do Gantois. Presente desde as primeiras horas do dia, o parlamentar representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja, levando à comunidade do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase uma mensagem institucional de solidariedade e respeito. O cortejo seguiu do terreiro até o cemitério Jardim da Saudade, reunindo lideranças religiosas, autoridades e membros da sociedade civil.
Presença institucional e mensagem do Planalto
O senador chegou ao Gantois por volta das 7h, em consonância com o rito tradicional de despedida. Em declaração pública, afirmou ter sido designado pelo presidente para representá-lo na cerimônia, reforçando o caráter simbólico do gesto.
“Trago o carinho e a solidariedade do presidente e de Janja neste momento tão simbólico e importante”, registrou.
A presença institucional no terreiro foi interpretada como reconhecimento do papel histórico do Gantois na preservação das religiões de matriz africana e na defesa da liberdade religiosa na Bahia e no Brasil. O gesto também dialoga com a tradição republicana de respeito às expressões culturais e espirituais do país.
O legado de Mãe Carmen de Oxalá
Durante o percurso do cortejo, Jaques Wagner destacou a dimensão pública do legado de Mãe Carmen. Para o senador, a ialorixá ultrapassou o papel estritamente religioso, tornando-se referência de fé, sabedoria e generosidade para gerações de baianos e baianas.
Mãe Carmen foi reconhecida por sua atuação na condução espiritual do terreiro, pela formação de lideranças religiosas e pela interlocução com instituições culturais e educacionais. Seu nome se soma a uma linhagem de mulheres que consolidaram o Gantois como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
O Terreiro do Gantois e a tradição do Candomblé
O Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, conhecido como Terreiro do Gantois, é um dos mais tradicionais terreiros de Candomblé do país. Ao longo de décadas, tornou-se espaço de resistência cultural, transmissão de saberes ancestrais e diálogo inter-religioso.
A cerimônia seguiu os ritos próprios da nação Ketu, respeitando protocolos litúrgicos e a participação da comunidade. A condução do ritual evidenciou a continuidade das tradições e a centralidade da memória coletiva no Candomblé.








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