O deputado estadual Marcelino Galo afirmou nesta sexta-feira (02/01/2026) que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto teria um histórico de traições políticas envolvendo aliados chamados “Ronaldo”. A crítica foi feita após notícias da imprensa goiana indicarem que, apesar de ter lançado a pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado à Presidência, Neto estaria atuando internamente contra o correligionário. Para Galo, o episódio repetiria padrão semelhante ao ocorrido com o prefeito José Ronaldo em 2022, quando, segundo ele, o aliado teria sido preterido na composição eleitoral.
Crítica pública e metáfora da traição
Em declaração pública, Marcelino Galo recorreu a uma metáfora conhecida para caracterizar o comportamento político atribuído a ACM Neto. Segundo o parlamentar, assim como o escorpião que não resiste à própria natureza, o ex-prefeito não controlaria o impulso de romper alianças quando o parceiro político se chama Ronaldo.
A fala ganhou repercussão por associar dois episódios distintos: o cenário atual envolvendo Ronaldo Caiado e a eleição de 2022 na Bahia, quando José Ronaldo, então aliado de Neto, acabou fora da chapa majoritária. Para o deputado, a repetição dos fatos indicaria um padrão de conduta, e não um evento isolado.
Referência ao caso José Ronaldo em 2022
Ao recordar a disputa de 2022, Galo afirmou que José Ronaldo “dormiu vice e acordou sem mandato”, em referência à mudança de estratégia eleitoral que levou à substituição do político por outra candidata na composição da chapa. O episódio é frequentemente citado por críticos de ACM Neto como exemplo de ruptura abrupta com aliados históricos.
Na avaliação do parlamentar petista, o desfecho daquele processo eleitoral teria deixado marcas duradouras no campo oposicionista baiano, contribuindo para o enfraquecimento de alianças regionais e para a reorganização das forças políticas no estado.
Repercussão sobre a base política de ACM Neto
Marcelino Galo também afirmou que a base política de ACM Neto estaria passando por um processo de evasão, em razão de sucessivas rupturas com antigos aliados. Segundo ele, a lista de desentendimentos seria extensa e refletiria um desgaste acumulado ao longo dos últimos ciclos eleitorais.
O deputado sustenta que esse movimento pode ter impacto direto nas articulações futuras do ex-prefeito, tanto no cenário estadual quanto nacional, especialmente em um contexto de rearranjo partidário e pré-campanhas para 2026.








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