As autoridades chinesas anunciaram a proibição da exportação de produtos de dupla utilização para o Japão, medida que inclui bens com potencial uso militar, em resposta a declarações do governo japonês sobre Taiwan. A decisão foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China em comunicado publicado na terça-feira (06/01/2026) e ocorre em um contexto de crescentes tensões diplomáticas e estratégicas no Leste Asiático.
Segundo o governo chinês, a iniciativa tem como objetivo proteger a segurança nacional, resguardar interesses estratégicos e responder a posicionamentos considerados interferência em assuntos internos da China, especialmente no que se refere à questão de Taiwan, tratada por Pequim como tema de soberania.
Justificativas oficiais e princípio de Uma Só China
De acordo com o comunicado oficial, a liderança japonesa teria feito “declarações errôneas sobre Taiwan”, sugerindo a possibilidade de intervenção militar no estreito de Taiwan. Para o Ministério do Comércio da China, tais posicionamentos representam uma violação do princípio de Uma Só China, base central da política externa chinesa.
O documento afirma que a medida constitui uma resposta direta a essas declarações e classifica a postura japonesa como interferência flagrante nos assuntos internos chineses. Pequim reiterou que Taiwan é parte inalienável de seu território e que qualquer manifestação externa que contrarie esse entendimento é considerada inaceitável.
Alcance da proibição e impactos comerciais
A proibição abrange todos os bens de dupla utilização destinados a consumidores militares japoneses, além de qualquer exportação que possa contribuir para o fortalecimento do poder militar do Japão. Produtos de dupla utilização são aqueles que podem ter aplicação tanto civil quanto militar, incluindo tecnologias sensíveis, componentes industriais e materiais estratégicos.
Segundo o ministério, a restrição se aplica independentemente do usuário final declarado, caso haja risco de uso militar indireto. A decisão pode impactar cadeias de suprimento industriais e tecnológicas, ampliando os efeitos econômicos da disputa diplomática entre os dois países.
Segurança nacional e compromissos internacionais
As autoridades chinesas ressaltaram que a medida foi adotada em conformidade com a legislação chinesa de controle de exportações e com as obrigações internacionais de não proliferação. O governo afirma que a política busca equilibrar compromissos globais com a necessidade de proteger interesses estratégicos nacionais.
Em declarações anteriores, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, já havia criticado a postura japonesa, afirmando que Tóquio estaria enviando um “sinal errado” em relação à questão de Taiwan, aumentando riscos à estabilidade regional.
*Com informações da Sputnik News.
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