A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga ex-técnicos de enfermagem suspeitos de provocar a morte de ao menos três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, no Distrito Federal, conforme divulgado na segunda-feira (19/01/2026). As apurações indicam uso indevido de substâncias durante atendimentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O caso tramita em segredo de Justiça, e os nomes dos investigados e das vítimas não foram divulgados.
Dois suspeitos foram detidos no dia 11/01/2026, durante a Operação Anúbis, e uma terceira investigada foi presa na quinta-feira (15/01/2026). Na última diligência, a PCDF apreendeu dispositivos eletrônicos e outros elementos para aprofundar a apuração. As mortes ocorreram em 19/11/2025 e 01/12/2025, mas o caso se tornou público nesta segunda-feira (19/01/2026).
Em coletiva, a PCDF informou que as vítimas são uma professora aposentada, de 75 anos, um servidor público, de 63, e um homem, de 33. As mortes são tratadas como homicídios, e a motivação ainda não foi esclarecida.
Operação Anúbis e linhas de investigação
Segundo a polícia, as provas preliminares incluem análise de imagens de segurança, prontuários médicos e depoimentos de funcionários. A investigação sustenta que houve administração indevida de substâncias em ambiente hospitalar, em desacordo com protocolos assistenciais.
A PCDF afirmou que condutas irregulares teriam sido praticadas por um dos técnicos, com conivência de outras envolvidas, hipótese que segue sob apuração. As autoridades destacam que detalhes operacionais permanecem restritos em razão do segredo de Justiça.
Medidas cautelares e continuidade das apurações
Os três investigados estão presos temporariamente por 30 dias. A PCDF informou que irá verificar a existência de outros casos com padrão semelhante em unidades onde os suspeitos tenham atuado e analisar conteúdos digitais apreendidos para esclarecer a dinâmica e a autoria dos fatos.
A polícia também apura eventual participação de terceiros e mantém cooperação com órgãos de controle para avaliar protocolos e fluxos relacionados ao acesso a sistemas e medicamentos.
Posicionamento do hospital
Em nota, o Hospital Anchieta informou que demitiu os ex-técnicos e acionou a PCDF após análise interna identificar circunstâncias atípicas nos óbitos ocorridos na UTI. A unidade declarou ter compartilhado integralmente os achados com as autoridades e afirmou colaboração irrestrita com a investigação.
O hospital declarou solidariedade às famílias e reiterou compromisso com segurança do paciente, transparência e cumprimento da lei, respeitando o segredo de Justiça.
Acompanhamento do Ministério Público
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que avaliará as medidas cabíveis assim que receber o procedimento investigativo da PCDF, mantendo o acompanhamento institucional do caso.
*Com informações da Agência Brasil.











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