Fundação Pedro Calmon inicia celebrações de 40 anos com anúncio de ações estruturantes para bibliotecas, arquivos e políticas do livro na Bahia

A Fundação Pedro Calmon (FPC) dá início, nesta quinta-feira (22/01/2026), às comemorações de seus 40 anos de atuação, com a apresentação oficial de um amplo conjunto de ações que irão marcar o calendário cultural de 2026 na Bahia. Vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), a instituição anuncia iniciativas voltadas à modernização de bibliotecas, fortalecimento dos arquivos públicos, criação de memoriais, lançamentos editoriais e formação de agentes culturais, reafirmando seu papel estratégico na formulação e execução de políticas públicas do livro, da leitura e da memória no estado.

O evento de abertura ocorre a partir das 18h30, na Biblioteca Central do Estado da Bahia, reunindo autoridades, gestores culturais, ex-dirigentes da fundação e representantes da sociedade civil. Criada em 29 de abril de 1986, a FPC consolida, ao longo de quatro décadas, uma trajetória institucional voltada à preservação da memória histórica e cultural dos baianos e baianas, além do estímulo permanente ao acesso ao livro e à leitura como instrumentos de cidadania e desenvolvimento social.

Evento de abertura marca início de um calendário anual de entregas

A programação da noite inclui apresentação musical do Quarteto da Orquestra Meninas de Coité, falas institucionais do secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, e do diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães. Também está prevista a exposição detalhada das ações comemorativas que serão desenvolvidas ao longo de 2026.

Entre os destaques do evento está a edição especial do “Conversando com a Sua História – 40 anos”, que contará com a participação dos ex-gestores Claudius Portugal e Andréa Montenegro, sob mediação do diretor do Centro de Memória da Bahia, Walter Silva. A programação cultural inclui ainda um momento poético com Marcos Peralta e show de encerramento da cantora Sátyra Carvalho.

Segundo Sandro Magalhães, a celebração ultrapassa o simbolismo da data. Para o dirigente, os 40 anos representam a reafirmação de um projeto público estruturante, comprometido com o fortalecimento das bibliotecas, arquivos e espaços de memória, além da consolidação da rede do livro e da leitura como políticas de Estado.

Ações previstas para 2026 abrangem formação, infraestrutura e produção cultural

Ao longo de 2026, a Fundação Pedro Calmon executará um conjunto diversificado de ações comemorativas, distribuídas em diferentes eixos estratégicos. Estão previstas formações, encontros, fóruns e festivais com foco em leitura, memória, pensamento crítico, diversidade, autoria e economia do livro, ampliando o diálogo com agentes culturais e comunidades leitoras em todo o estado.

No campo da infraestrutura cultural, o cronograma inclui inaugurações, reformas e modernizações de equipamentos vinculados à FPC, com o objetivo de atualizar espaços físicos, ampliar o acesso público e qualificar os serviços oferecidos por bibliotecas, arquivos e centros de memória.

A programação editorial contempla lançamentos de livros, revistas, coletâneas e reedições, com destaque para produções das editoras universitárias baianas, além da promoção de exposições, concursos e ações educativas voltadas à democratização do acesso às políticas do livro e da memória.

Memoriais, audiovisual e valorização de marcos históricos

Outro eixo relevante das comemorações envolve a criação e implantação de memoriais, destinados à preservação de trajetórias, territórios e patrimônios culturais da Bahia. Essas iniciativas dialogam com projetos de produção audiovisual e pesquisas, voltadas à documentação, difusão e análise das práticas culturais desenvolvidas no estado.

A Fundação também prevê a celebração de centenários e marcos históricos relevantes para a cultura e a história baiana, integrando memória, educação patrimonial e políticas de difusão cultural. A proposta é consolidar um legado institucional que combine preservação do passado, leitura crítica do presente e planejamento de longo prazo.

Consulta pública amplia participação dos agentes culturais

Como parte das comemorações, a Fundação Pedro Calmon promoverá, em abril — mês de aniversário da instituição —, um grande encontro estadual, com participação de representantes de todas as regiões da Bahia. Para subsidiar a construção desse evento, será lançada uma consulta pública, convidando agentes culturais a contribuírem com propostas e diagnósticos para o fortalecimento das políticas de livro, leitura e memória.

A iniciativa busca alinhar as ações comemorativas às diretrizes do Governo do Estado, reforçando a participação social e a articulação entre poder público, setor cultural e sociedade civil organizada.


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