O Estaleiro Enseada, em Maragogipe, retomou suas operações com o carregamento do primeiro lote das 13 barcaças encomendadas pela LHG Mining, marcando um novo ciclo para a indústria naval baiana. A cerimônia contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e de autoridades estaduais, além de representantes do setor produtivo, simbolizando a reativação de um dos maiores complexos industriais do país e seus efeitos diretos sobre a economia do Recôncavo Baiano.
A reabertura do empreendimento, que voltou a operar em 2025, já resultou na geração de cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos, com impacto significativo para comunidades do entorno. A iniciativa é apresentada pelo governo estadual como parte de uma estratégia mais ampla de reindustrialização, fortalecimento da cadeia naval e ampliação de investimentos produtivos no estado.
Retomada produtiva e articulação institucional
Durante o evento, o governador destacou o caráter simbólico e econômico do retorno do estaleiro. Segundo ele, a retomada representa não apenas a volta da geração de empregos, mas também a recuperação de um ativo industrial estratégico para a Bahia. O chefe do Executivo estadual afirmou que o governo seguirá atuando de forma articulada com o setor empresarial, o governo federal e o BNDES, com o objetivo de viabilizar financiamentos e garantir a continuidade dos projetos.
A participação do Estado, de acordo com autoridades presentes, envolve incentivos institucionais e apoio à consolidação do ambiente de negócios necessário para a sustentabilidade do empreendimento. O secretário da Casa Civil, Afonso Florence, classificou a reativação como um marco da retomada da atividade econômica, especialmente no segmento naval, ressaltando o papel do estaleiro no dinamismo regional.
Capacidade industrial e investimentos em curso
A produção das barcaças integra um projeto nacional conduzido pela LHG Mining, distribuído entre quatro estaleiros brasileiros localizados nas regiões Norte e Nordeste. O Estaleiro Enseada figura como um dos principais polos dessa operação, com capacidade para processar mais de 100 mil toneladas de aço por ano, além de atuar em exportação, importação e em projetos voltados à energia renovável e ao hidrogênio verde.
Representantes da LHG destacaram que os investimentos associados ao projeto variam entre R$ 80 milhões e R$ 500 milhões, abrangendo infraestrutura, produção e logística. O carregamento das barcaças, que serão utilizadas no transporte e apoio a operações minerárias, sinaliza a efetiva retomada da produção seriada e a integração do estaleiro a cadeias produtivas de maior escala.
Impacto social e efeito local
Para trabalhadores e moradores da região, a reativação do estaleiro tem repercussões diretas na renda, na empregabilidade e na permanência da mão de obra local. Profissionais que haviam deixado a região em busca de oportunidades passaram a retornar com a retomada das atividades. Depoimentos colhidos durante a cerimônia ressaltam o impacto social da iniciativa, associando a reabertura à melhoria das condições de vida e à valorização do território.
A presença de postos de trabalho formais e a perspectiva de continuidade dos contratos reforçam a percepção de estabilidade econômica no entorno do empreendimento, com efeitos indiretos sobre comércio, serviços e qualificação profissional.











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