Ao longo de seis anos, entre 2019 e 2025, a Jacobina Mineração Pan American Silver investiu mais de R$ 40 milhões em projetos sociais no município de Jacobina e região, impactando diretamente mais de 90 mil pessoas. Os dados foram apresentados em reunião realizada na última semana, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), ocasião em que a empresa também detalhou seus planos de ampliação operacional e inovação ambiental, com destaque para tecnologias que visam eliminar o uso de barragens de rejeitos no futuro.
Além do aporte social, a companhia ressaltou seu papel estruturante na economia local. Atualmente, a Jacobina Mineração emprega 3.103 colaboradores, dos quais 96% residem em Jacobina e 98% são oriundos do estado da Bahia, consolidando-se como um dos principais vetores de geração de emprego, renda e estabilidade econômica no território.
A apresentação ocorreu com a participação de representantes da empresa e da equipe técnica da SDE, reunindo informações sobre impacto econômico, arrecadação mineral, práticas ESG e perspectivas de longo prazo da mineração de ouro no município.
Emprego, arrecadação e impacto econômico
Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Angelo Almeida, destacou a relevância da atividade mineral de Jacobina para os indicadores estaduais. Segundo ele, em 2025, a Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) registrou crescimento de 37,75% em relação a 2024. No caso da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), a variação positiva foi ainda maior, atingindo 42,71% no mesmo período.
De acordo com o secretário, Jacobina foi o município que mais contribuiu para a elevação desses índices, refletindo efeitos diretos sobre o desenvolvimento econômico local e estadual, tanto por meio da arrecadação quanto pela dinamização da cadeia produtiva associada à mineração.
Inovação ambiental e eliminação de barragens
O Country Manager da Pan American Silver Brasil e presidente do Sindicato das Mineradoras do Estado da Bahia (SINDIMIBA), Edvaldo Amaral, apresentou as diretrizes ambientais que orientam o futuro da operação em Jacobina. Segundo ele, a meta da companhia é que 100% dos rejeitos passem a ser dispostos no interior da própria mina.
O processo, explicou, consiste na mistura do rejeito com cimento, permitindo sua reinserção segura nas cavidades subterrâneas, o que elimina a necessidade de barragens. Trata-se de uma tecnologia já adotada em operações internacionais do grupo e alinhada às melhores práticas globais de segurança e sustentabilidade.
Amaral também destacou o posicionamento estratégico da unidade baiana dentro do grupo. Presente em oito países, com dez minas em operação, a mina de Jacobina é atualmente a principal da Pan American Silver, com vida útil estimada em cerca de 20 anos, além de potencial de expansão a partir de novas pesquisas geológicas.
Governança, ESG e reconhecimento institucional
No eixo de sustentabilidade e governança, a Jacobina Mineração apresentou um conjunto de indicadores que reforçam sua estratégia ESG. Em 2023, a empresa tornou-se a primeira mineradora do Brasil a receber recomendação ESG da ABNT, alcançando 78% dos critérios no estágio Transformador, o nível mais elevado da metodologia.
Os resultados refletem avanços consistentes na mitigação de impactos ambientais, no fortalecimento da governança ética, no respeito aos direitos humanos e na adoção de uma Política de Integridade aplicada a toda a organização e à sua cadeia de valor.
No campo ambiental, a companhia informou que 85% dos resíduos são reciclados e 100% dos resíduos orgânicos passam por compostagem, em parceria com a cooperativa Recicla Jacobina, iniciativa que também gera emprego e renda no município. Entre outras ações, destacam-se programas de proteção de recursos hídricos, conservação de nascentes, resgate de fauna, reflorestamento, produção de mudas nativas e educação ambiental comunitária.
Desenvolvimento local e valorização de fornecedores
A responsabilidade socioeconômica da empresa também se estende à cadeia produtiva local. Por meio do PROCOMPI, a Jacobina Mineração capacita empresas da região para adoção de práticas sustentáveis alinhadas à Agenda 2030, além de exigir critérios rigorosos de ética, compliance e governança de seus fornecedores.
No campo da gestão de pessoas, a empresa foi reconhecida, em 2025, como uma das “Melhores Empresas para Trabalhar™ – Indústria 2025”, segundo o Great Place to Work (GPTW). O reconhecimento levou em conta políticas de valorização profissional, segurança psicológica, ambiente organizacional saudável e desenvolvimento contínuo dos colaboradores.
Estrutura operacional e atuação em Jacobina
Instalada no município de Jacobina, a empresa integra o grupo Pan American Silver e opera cinco minas subterrâneas de ouro: Canavieiras, João Belo, Morro do Cuscuz, Morro do Vento e Serra do Córrego. A operação é baseada em mineração subterrânea, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade.
Segundo a companhia, o compromisso com o respeito ao meio ambiente, com as comunidades do entorno e com uma operação segura e responsável constitui um valor permanente da atuação empresarial na Bahia.











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