No primeiro Dia das Mães sem a presença física de Lucy Oliveira da Silva, compartilho esta homenagem em memória de minha mãe, cuja vida foi marcada por amor incondicional, fé inabalável e coragem diante das adversidades. Seu exemplo permanece como alicerce para nossa família, mesmo na ausência corporal.
Ao recordar os momentos vividos ao lado de minha mãe, percebo que sua presença se mantém viva nas atitudes que inspirou, nas palavras que ensinou e na fé que cultivou em nós. Lucy encontrava consolo nas canções de Roberto Carlos, em especial “Nossa Senhora”, cujos versos servem ainda hoje como guia espiritual:
“Cubra-me com seu manto de amor,
Guarda-me na paz desse olhar…
Mesmo ferido de espinhos, me ajude a passar…”
Essas palavras ressoam com ainda mais força neste dia, trazendo conforto à saudade. Recordo-me dela segurando a mão de sua neta-filha, Carla Patrícia, enquanto ouvia tais canções — imagem que eterniza a doçura e o papel central que exerceu em nossas vidas.
Diante da dor da ausência, compartilho agora uma carta escrita a meus irmãos e à minha filha, como forma de reafirmar os laços que nossa mãe construiu e que nos cabe preservar.
Carta à família
Queridos Luís Cláudio, José Augusto Junior e Carla Patrícia,
Palavras não bastam para expressar a dor que nos une neste momento. A partida de nossa mãe deixa um vazio imenso, mas também nos convoca a preservar aquilo que ela nos deixou de mais precioso: o valor da família e a força da união.
Lucy superou inúmeros desafios ao longo da vida com firmeza e esperança. Enfrentou perdas, atravessou dores, mas nunca deixou de amar ou de lutar por nós. Que sua memória nos inspire a seguir adiante, honrando seus ensinamentos com dignidade e amor mútuo.
Quando a tristeza bater à porta, e os dias parecerem escuros, que nos lembremos do sorriso, da voz serena e da fé inquebrantável de nossa mãe. Que suas virtudes floresçam em nós como testemunho de sua existência.
Recebemos, em nome da família, diversas mensagens de carinho e solidariedade. Esses gestos demonstram o quanto Lucy foi amada e o quanto tocou vidas com sua presença.
Amo vocês. Peço perdão por minhas imperfeições e por tudo o que não consegui fazer por ela em vida. Esta dor que hoje me acompanha será também fonte de reflexão e compromisso com o legado de nossa mãe.
Poesia em homenagem às mães
“Para Sempre” – Carlos Drummond de Andrade
“Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento…”
(…)
“Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho…”
Esses versos eternizam aquilo que todos sentimos: mãe é presença constante, ainda que invisível. Que cada leitor encontre, nesta mensagem, um tributo às mães que nos formaram com ternura, disciplina e fé — estejam elas ao nosso lado ou na eternidade da lembrança.











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