O deputado federal Jorge Solla (PT) reagiu neste domingo (08/02/2026) a críticas atribuídas ao vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, e afirmou que o ex-prefeito de Salvador deveria “se olhar no espelho” antes de fazer acusações de traição. Em declaração pública, Solla disse querer saber “qual é o limite” do que chamou de “desfaçatez” e questionou como “um contumaz traidor” poderia, segundo ele, acusar terceiros. O parlamentar citou episódios das eleições de 2022, envolvendo José Ronaldo e Marcelo Nilo, e também mencionou a Operação Overclean, da Polícia Federal, ao relacionar Neto a um personagem apelidado de “rei do lixo”, apontado por Solla como líder de organização criminosa que teria desviado R$ 1,4 bilhão.
O deputado Jorge Solla afirmou que ACM Neto faz “acusações infundadas de traição” e atribuiu ao adversário um histórico de rompimentos políticos. A fala se insere no ambiente de disputa entre grupos rivais na política baiana, em que termos como “lealdade” e “traição” costumam ser mobilizados para fragilizar alianças e isolar lideranças.
Na declaração, Solla sustentou que a ausência de argumentos levaria Neto a atacar adversários com acusações. O petista afirmou que “quem tem boca fala o que quer”, adicionando que o problema, no caso, seria o ex-prefeito não ter “espelho”, numa referência direta à necessidade de coerência entre discurso e prática.
Sem detalhar a declaração original de ACM Neto que teria motivado a reação, Solla concentrou sua crítica em episódios que, segundo ele, exemplificariam a conduta do dirigente do União Brasil em disputas internas e arranjos eleitorais.
Caso José Ronaldo: episódio de 2022 citado como “emblemático”
Solla apontou o caso do prefeito José Ronaldo como “o mais emblemático” e afirmou que, em 2022, Neto teria mantido indefinição até o fim para, ao final, anunciar “como sua vice uma empresária sem nenhuma experiência e expressão política”. Na avaliação do deputado, isso teria gerado ressentimento, e ele afirmou que José Ronaldo “ressente” até hoje o que descreveu como “punhalada nas costas”.
A declaração não apresenta, no conteúdo fornecido, a versão de ACM Neto, de José Ronaldo ou de aliados sobre o episódio. Ainda assim, o argumento central de Solla é que a condução das negociações teria sido um exemplo de ruptura de confiança e de desvalorização de um aliado tradicional.
Para o petista, esse tipo de conduta teria impacto duradouro na formação de chapas e alianças, porque torna mais difícil sustentar pactos políticos quando há percepção de imprevisibilidade nas decisões de liderança.
Marcelo Nilo: repetição de padrão, segundo o deputado petista
Além de José Ronaldo, Solla citou Marcelo Nilo e afirmou que o ex-deputado teria sido tratado de modo semelhante. A declaração é apresentada como reforço de um “padrão” atribuído a ACM Neto, sem que sejam detalhados, no texto fornecido, os termos específicos do episódio envolvendo Nilo.
Solla também afirmou que a “lista de vítimas” seria grande e que os efeitos ultrapassariam o ambiente estritamente político. Nesse ponto, o deputado ampliou o alcance da crítica, sugerindo que a questão envolveria reputação e confiança para além da dinâmica eleitoral.
O parlamentar ainda afirmou que restaria confiança em ACM Neto apenas por parte de um “reduzido séquito” de apoiadores, formulação que expressa juízo político, mas que, nesta reportagem, permanece registrada como declaração atribuída ao deputado.
Menção à Operação Overclean e acusação envolvendo “rei do lixo”
Na parte mais sensível da fala, Solla disse considerar “indiscutível” a lealdade de ACM Neto ao “seu amigo”, identificado pelo deputado como o “rei do lixo”. Segundo Solla, esse personagem seria líder de uma organização criminosa e teria desviado R$ 1,4 bilhão dos cofres públicos, “segundo a Operação Overclean, da Polícia Federal”.
O conteúdo fornecido não traz documentos, trechos oficiais, decisões judiciais ou manifestação de defesa que confirmem os termos exatos da acusação feita por Solla, nem apresenta a posição de ACM Neto sobre a menção. Ainda assim, a citação do nome de uma operação policial e de um valor específico indica que o deputado procurou conferir gravidade institucional ao ataque político.
A associação de adversários a investigações criminais costuma elevar o nível de conflito e pode produzir desdobramentos públicos e jurídicos, especialmente quando há imputação de proximidade com “organização criminosa” e referência a suposto desvio de recursos.










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