Na segunda-feira (16/02/2026), o Brasil concluiu sua participação no esqui alpino masculino dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, com desempenho considerado histórico. O país contou com três atletas na prova do slalom: Lucas Pinheiro Braathen, medalhista de ouro no slalom gigante, Christian Soevik e Giovanni Ongaro, que terminou na 27ª posição, o melhor resultado brasileiro na disciplina em Olimpíadas de Inverno.
Queda de Braathen encerra chance de nova medalha
Após a conquista do ouro no slalom gigante no sábado (14/02/2026), Lucas Pinheiro Braathen retornou às pistas de Bormio como um dos favoritos a subir novamente ao pódio. No entanto, a expectativa foi frustrada durante a primeira descida do slalom.
O atleta, nascido em Oslo e que passou a defender o Brasil em 2025, perdeu o equilíbrio na metade do percurso, sob condições de neve intensa e baixa visibilidade, e caiu, sendo eliminado da prova. A disputa do slalom exige duas descidas por um percurso com mastros, chamados de “portas”, separadas por cerca de 13 metros. O resultado final é definido pela soma dos tempos.
Em depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), Braathen destacou o significado simbólico de sua participação:
“Eu e o Brasil não estávamos aqui nos Jogos Olímpicos de Inverno só para participar. Estávamos aqui para fazer a diferença, trazer nossas cores, outra mentalidade, outra cultura e celebrar essa diversidade do Brasil e do esporte.”
Desempenho dos demais brasileiros no slalom
O segundo brasileiro na disputa, Christian Soevik, também não conseguiu completar a prova. Natural do Rio de Janeiro, filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta perdeu o equilíbrio ainda na primeira descida e foi eliminado.
O único representante brasileiro a concluir a competição foi Giovanni Ongaro, nascido na Itália e filho de mãe brasileira. Ele completou a primeira descida em 1min04s66. Na segunda, melhorou o desempenho, registrando 1min02s21, somando 2min06s87 no total e alcançando a 27ª colocação.
O resultado superou o melhor desempenho anterior do Brasil no slalom olímpico, o 39º lugar obtido por Maya Harrison nos Jogos de Sochi, em 2014.
“Não fiquei tão feliz pela primeira descida, porque não consegui esquiar muito veloz. Mas a segunda descida foi boa e fiquei feliz por ela”, afirmou Ongaro ao COB.
Pódio internacional do slalom masculino
A prova foi vencida pelo suíço Loïc Meillard, que já havia conquistado bronze no slalom gigante. O pódio foi completado por:
- Prata: Fabio Gstrein (Áustria)
- Bronze: Henrik Kristoffersen (Noruega)
Brasil terá representante feminina no slalom
A delegação brasileira ainda terá participação no esqui alpino feminino. Na quarta-feira (18/02/2026), a partir das 6h (horário de Brasília), a carioca Alice Padilha, de 18 anos, disputará a prova do slalom.
Ela é a atleta mais jovem da delegação brasileira em Milão-Cortina.
Estreia brasileira no bobsled 2-men
Também na segunda-feira (16), o Brasil iniciou sua participação no bobsled 2-men, modalidade em que duplas descem uma pista de gelo em trenó. Os representantes foram o baiano Edson Bindilatti e o paulista Luís Bacca.
Após as duas primeiras descidas, os brasileiros ocupavam a 24ª colocação, com tempo somado de 1min53s76. A liderança provisória era da dupla alemã formada por Johannes Lochner e Georg Fleischhauer, com 1min49s90.
A competição prevê quatro descidas. Para disputar a última bateria, a dupla brasileira precisa alcançar, ao menos, a 20ª posição após a terceira descida, marcada para terça-feira (17), às 15h.
Bindilatti avaliou a estreia como parte de um processo de preparação:
“O push continua sendo competitivo. Agora é ver os vídeos, entender o que fizemos e o que podemos melhorar. Isso aqui é um treino de luxo para o nosso 4-man.”










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