Sexta-feira, 20/02/2026 – A FIFA e o Conselho da Paz (BoP) anunciaram a assinatura de um acordo estratégico destinado a apoiar a recuperação de Gaza, na Palestina, por meio de um amplo programa de infraestrutura esportiva, desenvolvimento social e estímulo econômico. A iniciativa prevê a construção de 50 minicampos da FIFA Arena, cinco campos oficiais, uma Academia da FIFA e um estádio nacional com capacidade para 20 mil pessoas, além da implementação de programas educacionais e de formação profissional. O plano será executado em quatro fases, com início condicionado às condições de segurança no território.
Estrutura institucional e objetivos da parceria
O acordo foi firmado pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, pelo membro do Conselho Executivo para a Paz em Gaza, Yakir Gabay, pelo Alto Representante para Gaza, Nickolay Mladenov, e pelo Comissário-Chefe do Comitê Nacional para a Administração de Gaza, Dr. Ali Shaath, durante cerimônia realizada na sede do Instituto da Paz Donald J. Trump.
A parceria estabelece uma estrutura de longo prazo para a formação de um ecossistema completo do futebol em Gaza, combinando reconstrução física com ativação social e econômica. O objetivo central é utilizar o esporte como instrumento de estabilização, coesão social e geração de oportunidades sustentáveis em região afetada por conflito.
O Conselho da Paz, apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial em janeiro de 2026, reúne líderes e instituições internacionais voltados à reconstrução de áreas frágeis. Inicialmente concentrada em Gaza, a iniciativa coordena assistência humanitária e ações estruturais de médio e longo prazo.
Plano de infraestrutura e desenvolvimento social
A primeira fase do programa prevê a instalação de 50 minicampos da FIFA Arena, posicionados próximos a escolas e áreas residenciais. A medida busca criar espaços seguros e acessíveis para prática esportiva, com integração ao programa FIFA Futebol para Escolas, distribuição de equipamentos e atividades estruturadas de base.
Na segunda etapa, prevista para 12 meses, serão construídos cinco campos de tamanho oficial, permitindo a organização de clubes locais e a criação de percursos estruturados para jovens atletas.
A terceira fase contempla a criação de uma Academia da FIFA, em horizonte de 18 a 36 meses, reunindo formação esportiva de elite, educação formal e alojamento. O projeto inclui identificação de talentos, desenvolvimento profissional e qualificação técnica da força de trabalho.
A quarta etapa prevê a construção de um estádio nacional para 20 mil espectadores, apto a sediar eventos esportivos e culturais. A estrutura deverá funcionar como ativo econômico, gerador de receitas e símbolo institucional para fortalecimento da identidade coletiva.
Geração de empregos e impacto econômico
Além da infraestrutura, o plano enfatiza a criação de empregos diretos e indiretos, capacitação profissional, organização de ligas para meninas e meninos e estímulo ao comércio local. A proposta busca integrar esporte, educação e mercado de trabalho como eixos complementares da reconstrução.
A implementação será acompanhada por monitoramento contínuo das condições de segurança e por relatórios baseados em metas progressivas. A ativação da primeira fase dependerá da viabilidade operacional no território.
A iniciativa também integra o compromisso global da FIFA de instalar ao menos 1.000 minicampos até 2030, por meio do programa FIFA Arena, já adotado por 59 associações-membro até novembro de 2025.
Compromisso com a agenda internacional de paz
A parceria reforça o posicionamento institucional da FIFA no debate sobre construção da paz. Em 13 de outubro de 2025, durante a Cúpula para a Paz em Sharm El-Sheikh, a entidade reafirmou disposição de colaborar com iniciativas internacionais voltadas à estabilização de regiões pós-conflito.
O acordo com o Conselho da Paz consolida essa diretriz ao associar infraestrutura esportiva a estratégias de reconstrução institucional e desenvolvimento econômico.








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