A fila de regulação de leitos hospitalares na Bahia contabiliza ao menos 225 pacientes em estado grave aguardando transferência, segundo despacho da Procuradoria Geral do Estado da Bahia encaminhado ao Tribunal de Justiça da Bahia. O dado foi citado durante sessão legislativa realizada na quinta-feira (26/02/2026) e motivou críticas ao modelo de administração das vagas hospitalares no estado.
A informação tornou-se pública após menção do vereador Lulinha da Gente (União), que questionou a eficiência do sistema de regulação e cobrou providências do governo estadual.
O parlamentar associou o número de pacientes à demora na transferência de pessoas internadas em unidades de pronto atendimento, mesmo em situações classificadas como graves.
Documento da PGE detalha demanda judicial
De acordo com o relato apresentado na sessão, o quantitativo de 225 pacientes consta em manifestação da PGE no âmbito de ação judicial movida por um paciente de 64 anos que aguardava transferência hospitalar.
O homem permanecia internado na UPA de São Cristóvão, em Salvador, apesar de decisão liminar que determinava a remoção para unidade de maior complexidade em até 12 horas.
O caso foi levado ao Judiciário como medida para garantir acesso ao leito adequado, procedimento que, segundo especialistas, tem se tornado recorrente quando há esgotamento da rede.
Críticas ao sistema de regulação
Durante o pronunciamento, Lulinha da Gente afirmou que o volume de pacientes aguardando vagas demonstra sobrecarga estrutural no atendimento hospitalar estadual.
Para o vereador, o cenário indica falhas na gestão e na distribuição dos leitos disponíveis, impactando diretamente o tempo de resposta a casos de urgência e emergência.
O parlamentar também declarou que tem cobrado mudanças administrativas para reduzir a espera por transferência e ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.
Cobranças ao governo estadual
As críticas foram direcionadas ao governador Jerônimo Rodrigues, a quem o vereador atribuiu a responsabilidade por ajustes no sistema de regulação.
Segundo o edil, houve promessa de melhorias no processo de gestão das vagas hospitalares, mas ele avalia que os resultados ainda não foram percebidos na prática.
A regulação de leitos é o mecanismo utilizado pelo estado para organizar a oferta de internações, priorizando pacientes conforme critérios clínicos e disponibilidade nas unidades de saúde.








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