Ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã provoca escalada militar: Israel afirma morte de Ali Khamenei enquanto Teerã nega e promete retaliação

Uma ofensiva militar coordenada entre Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã desencadeou neste sábado (28/02/2026) em uma das mais graves crises geopolíticas no Oriente Médio nas últimas décadas. Autoridades israelenses afirmaram que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, teria sido morto durante os ataques, enquanto o governo iraniano negou a informação e declarou que o líder permanece “firme no comando da situação”. A operação militar, acompanhada por ataques de retaliação iranianos contra Israel e países do Golfo que abrigam bases americanas, elevou o nível de tensão regional e levou o Conselho de Segurança da ONU a convocar reunião emergencial.

Ataque conjunto contra o Irã desencadeia crise regional

Os bombardeios realizados por Israel com apoio dos Estados Unidos atingiram instalações estratégicas do regime iraniano, incluindo instalações militares, centros ligados ao programa nuclear e estruturas de comando político em Teerã e outras cidades.

Segundo autoridades israelenses citadas por agências internacionais, o complexo onde se encontrava o líder supremo Ali Khamenei teria sido atingido, e o corpo do líder teria sido localizado após o ataque. A informação, no entanto, não foi confirmada por fontes independentes.

O governo iraniano respondeu rapidamente. A mídia estatal e autoridades do país afirmaram que Khamenei permanece vivo e continua dirigindo as operações militares e políticas do regime.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou em entrevista à NBC que o líder supremo segue ativo.

“Pelo que sei, o líder da revolução está vivo. Todos os altos funcionários estão em seus postos e estamos gerenciando a situação.”

A divergência entre as versões israelense e iraniana transformou o episódio em um dos pontos centrais da crise em curso.

Retaliação iraniana e alertas de defesa em Israel

Após os ataques iniciais, o Irã lançou mísseis contra Israel e contra bases militares americanas instaladas em países do Golfo, segundo autoridades regionais.

Em Israel, sirenes de ataque aéreo foram acionadas em Tel Aviv e Jerusalém, enquanto sistemas de defesa aérea interceptavam projéteis durante a noite.

Moradores buscaram abrigo em estacionamentos subterrâneos e instalações de proteção civil enquanto explosões eram ouvidas em diferentes pontos do país.

O governo israelense informou que diversos altos dirigentes iranianos teriam sido mortos na operação, incluindo integrantes da liderança militar e do programa nuclear.

Entre os nomes mencionados por autoridades israelenses está Ali Shamkhani, conselheiro de segurança nacional próximo a Khamenei.

Donald Trump afirma que objetivo é impedir Irã nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a operação militar teve como objetivo eliminar ameaças imediatas representadas pelo regime iraniano e impedir que o país desenvolva armas nucleares.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e replicado pela Casa Branca, Trump afirmou:

“Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano.”

O presidente também reiterou que o Irã não poderá desenvolver armamento nuclear e prometeu ações adicionais contra a infraestrutura militar do país.

Entre as medidas mencionadas estão:

  • destruição de instalações de mísseis
  • ataques contra capacidade naval iraniana
  • neutralização de grupos armados apoiados por Teerã na região

Trump também declarou acreditar que Khamenei possa ter sido morto na operação, embora tenha evitado confirmação definitiva.

Netanyahu afirma que regime iraniano foi duramente atingido

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que há fortes indícios de que Khamenei não teria sobrevivido ao ataque e que o complexo onde ele se encontrava foi destruído.

Netanyahu classificou a operação como parte da Operação “Rugido do Ariano”, cujo objetivo seria neutralizar o programa nuclear iraniano e enfraquecer a liderança do regime.

Em pronunciamento, o líder israelense apelou diretamente à população iraniana para que pressione por mudanças políticas.

Segundo Netanyahu:

  • o regime iraniano representa uma ameaça global
  • a ofensiva militar pode abrir espaço para transformação política no país
  • diversos comandantes da Guarda Revolucionária teriam sido mortos

Situação interna no Irã: pânico e deslocamento de civis

Nas principais cidades iranianas, os ataques provocaram pânico entre a população.

Relatos indicam:

  • explosões em diferentes regiões de Teerã e outras cidades estratégicas
  • fumaça visível em edifícios atingidos
  • moradores tentando deixar áreas urbanas consideradas alvos potenciais

Autoridades iranianas orientaram que, se possível, cidadãos deixem a capital temporariamente.

A cidade de Teerã, com cerca de 10 milhões de habitantes, permanece sob forte presença policial e militar.

Medidas emergenciais foram adotadas pelo governo:

  • fechamento de escolas e universidades
  • funcionamento parcial de órgãos públicos
  • manutenção de serviços essenciais de transporte e abastecimento

Contexto político e histórico da liderança de Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei governa o Irã desde 1989, ocupando o cargo de líder supremo da República Islâmica.

Como autoridade máxima do país, ele exerce controle sobre:

  • o governo central
  • as Forças Armadas
  • o Judiciário
  • a Guarda Revolucionária

Durante quase quatro décadas, Khamenei supervisionou a expansão da influência regional iraniana e o avanço do programa nuclear que provocou tensões constantes com Estados Unidos e Israel.

Nos últimos anos, porém, o regime enfrentou uma série de crises internas:

  • protestos antigovernamentais reprimidos com violência
  • impacto econômico de sanções internacionais
  • desgaste político após confrontos regionais envolvendo grupos aliados do Irã

Possível sucessão e cenários de poder

Avaliações recentes de inteligência dos Estados Unidos indicavam que, caso Khamenei fosse morto, o poder poderia ser assumido por figuras da Guarda Revolucionária Islâmica.

Essa força militar de elite tem como missão central proteger o regime clerical e garantir a continuidade do sistema político estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979.

Segundo análises de segurança, os cenários possíveis incluem:

  • transição controlada dentro da elite religiosa
  • fortalecimento da Guarda Revolucionária
  • disputa interna entre diferentes facções do regime

A CIA, no entanto, recusou-se a comentar oficialmente essas avaliações.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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