Documentário “Quilombo Cabula” será lançado em Salvador com debate sobre memória e história negra

O documentário “Quilombo Cabula”, dirigido pelo cineasta Lúcio Lima, será lançado sábado (14/03/2026), às 16h, na sede do Coletivo Bahia pela Paz, localizada no bairro de Pernambués, em Salvador. A sessão contará com exibição do filme e debate com a equipe de produção e pesquisadores convidados, promovendo diálogo com o público sobre memória histórica e território.

Com 29 minutos de duração, o documentário investiga a história do Quilombo Cabula, formado no final do século XVIII, e apresenta relatos de pesquisadores e moradores sobre a presença e a influência desse território na formação social e cultural da capital baiana.

A proposta da produção é reconstruir memórias e registrar histórias relacionadas à resistência negra, por meio de entrevistas e análises históricas que abordam a presença do quilombo na trajetória urbana de Salvador.

Documentário resgata história do Quilombo Cabula

O filme reúne depoimentos de pesquisadores, estudiosos do tema e moradores da região, contribuindo para ampliar o debate sobre a história do Quilombo Cabula e sua relação com o desenvolvimento da cidade.

A produção dialoga com pesquisas acadêmicas que investigam a presença de comunidades negras organizadas em Salvador durante o período colonial e pós-colonial.

Entre os pesquisadores que participam do documentário estão Francisca de Paula, Alfredo Matta e Luciana Martins, estudiosos que desenvolvem trabalhos voltados à análise histórica e cultural do território.

Pesquisa histórica motivou produção do filme

A pesquisa que fundamenta o documentário teve início após o diretor participar do Encontro de Turismo de Base Comunitária da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), onde entrou em contato com estudos sobre o Quilombo Cabula apresentados pela pesquisadora Francisca de Paula.

A partir desse contato, Lúcio Lima ampliou a investigação histórica sobre o tema, reunindo materiais acadêmicos, depoimentos e relatos de moradores ligados à memória do território.

O documentário também dialoga com estudos desenvolvidos por Alfredo Matta e Luciana Martins, pesquisadores que atuam na análise histórica da presença quilombola em Salvador.

Produção integra trajetória audiovisual do diretor

“Quilombo Cabula” integra uma trajetória iniciada em 2015, quando o cineasta lançou o curta documental “Retalhos – A Memória Viva de Saramandaia”, produção voltada à preservação das histórias da comunidade.

Posteriormente, em 2020, Lúcio Lima dirigiu o documentário “Pernambués – Quilombo Urbano”, que investigou a presença da cultura negra na formação social da região.

Com o novo documentário, o diretor amplia a pesquisa audiovisual sobre memória, território e ancestralidade negra em Salvador, reunindo registros históricos e depoimentos de moradores e pesquisadores.

Cineasta desenvolve projetos culturais em comunidades

Lúcio Lima atua há mais de uma década no campo cultural e é idealizador do Ponto de Cultura Art’Mandaia, iniciativa comunitária voltada à realização de ações culturais e educativas em comunidades de Salvador.

Recentemente, o cineasta recebeu o Prêmio Periferia Viva, concedido pelo Governo Federal por meio da Secretaria Nacional de Periferias, em reconhecimento às atividades culturais desenvolvidas em territórios periféricos.

Além do lançamento de “Quilombo Cabula”, o diretor também iniciou pesquisa para um novo projeto documental, que continuará investigando temas relacionados à memória e à história negra na capital baiana.

Filme terá exibição online e circulação em escolas

Após a estreia pública, o documentário ficará disponível no canal do YouTube do grupo responsável pela produção entre segunda-feira (16/03/2026) e segunda-feira (30/03/2026).

Durante esse período, o filme também será exibido em escolas da cidade de Salvador, em sessões voltadas para estudantes e educadores. As exibições serão acompanhadas de conversas sobre memória, território e história do Quilombo Cabula.

O projeto foi contemplado pelo edital Territórios Criativos – Ano II, com recursos da Fundação Gregório de Mattos, da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador, da Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc, vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal.


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