Uma pesquisa de opinião realizada pela Seculus Consultoria e Assessoria aponta que 77,33% dos entrevistados avaliam a gestão do prefeito José Ronaldo de Carvalho entre ótima, boa ou regular em Feira de Santana. O levantamento, feito entre os dias 5 e 6 de março de 2026, ouviu 600 pessoas com 16 anos ou mais em diferentes regiões do município e apresenta intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados surgem em um contexto politicamente sensível, marcado pelo calendário eleitoral de 2026, e reforçam o peso de Feira de Santana como um dos principais polos políticos da Bahia.
Avaliação da gestão municipal
De acordo com os dados da pesquisa, 13,33% dos entrevistados classificaram a administração como ótima, enquanto 37,33% a consideraram boa. Outros 26,67% definiram a gestão como regular, o que, somado às avaliações mais favoráveis, forma o bloco de 77,33% de percepção positiva ou neutra favorável sobre o desempenho do governo municipal.
No campo das avaliações negativas, 7,50% disseram considerar a gestão ruim e 12,50% a avaliaram como péssima. O percentual dos que não opinaram foi de 2,67%. Na prática, os números indicam que um em cada cinco entrevistados manifesta rejeição mais clara à administração, enquanto a maior parcela se concentra em posições de aprovação ou aceitação moderada.
O resultado sugere uma base de sustentação política relevante para o prefeito no município, sobretudo porque a categoria “boa” concentra o maior percentual individual da pesquisa. Esse dado costuma ser observado com atenção em levantamentos de avaliação administrativa, já que sinaliza não apenas aceitação do governo, mas também potencial de influência sobre o ambiente político local.
Peso político de Feira de Santana em ano eleitoral
Os números ganham dimensão ampliada porque 2026 é ano eleitoral no Brasil, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados. Em cidades com forte densidade eleitoral e relevância regional, como Feira de Santana, levantamentos sobre a avaliação de governos municipais funcionam como referência para a leitura do humor político da população.
Como segundo maior colégio eleitoral da Bahia, o município ocupa posição estratégica no xadrez político estadual. A percepção sobre a administração local tende a repercutir não apenas no debate municipal, mas também na articulação de lideranças regionais, partidos e grupos políticos que disputam espaço nas eleições de abrangência estadual e nacional.
Nesse cenário, pesquisas de avaliação administrativa costumam ser interpretadas como indicadores de ambiente político. Embora não substituam levantamentos eleitorais propriamente ditos, elas ajudam a medir o grau de satisfação da população com a condução da máquina pública e oferecem pistas sobre o nível de capital político acumulado por gestores em exercício.
Principais números do levantamento
- Ótima: 13,33%
- Boa: 37,33%
- Regular: 26,67%
- Ruim: 7,50%
- Péssima: 12,50%
- Não opinou: 2,67%
Leitura consolidada dos dados
- Avaliação positiva ou neutra favorável (ótima, boa e regular): 77,33%
- Avaliação negativa (ruim e péssima): 20%
- Sem opinião: 2,67%
A predominância de respostas entre boa e regular indica uma percepção de estabilidade administrativa junto à maioria dos entrevistados. Em pesquisas desse tipo, a faixa “regular” costuma exigir leitura cuidadosa, porque pode representar desde tolerância até aprovação moderada, sem necessariamente traduzir entusiasmo com a gestão.
Como foi feita a pesquisa
Segundo o relatório técnico, a pesquisa foi realizada com moradores de Feira de Santana com 16 anos ou mais, abrangendo diferentes áreas do município. As entrevistas ocorreram de forma presencial, mediante aplicação de questionários estruturados por equipe treinada.
O levantamento contemplou a sede do município e distritos como Bonfim da Feira, Humildes e Maria Quitéria, o que amplia o alcance territorial da amostra e busca captar percepções de diferentes realidades locais. Essa distribuição é relevante em uma cidade com perfil urbano e distrital heterogêneo, marcada por diferenças socioeconômicas e por demandas administrativas distintas entre centro e zona rural.
A amostra foi organizada com base em quotas proporcionais de sexo, idade, renda e escolaridade, utilizando referências do IBGE e da Justiça Eleitoral. O relatório ainda informa que cerca de 20% dos questionários passaram por verificação de qualidade após a coleta em campo, procedimento que, segundo a metodologia apresentada, contribui para reforçar a confiabilidade dos dados apurados.











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