O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 26º dia nesta quarta-feira (25/03/2026), marcado por nova onda de ataques iranianos, intensificação das operações militares e impasse nas negociações diplomáticas. O governo iraniano afirmou ter lançado a 80ª ofensiva contra alvos americanos e israelenses, enquanto nega qualquer diálogo com Washington.
A escalada começou após ataque “preventivo” de Israel em (28/02/2026), seguido por ações conjuntas com os Estados Unidos. Em (01/03/2026), autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo Ali Khamenei, além de integrantes da cúpula militar e política do país.
Entre as vítimas estão o secretário do Conselho de Defesa Nacional, Ali Shamkhani, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, ampliando o impacto institucional no Irã e elevando o nível de resposta militar.
Irã flexibiliza Estreito de Ormuz enquanto nega negociações
O Irã informou ter reduzido restrições no Estreito de Ormuz, autorizando a passagem de embarcações classificadas como não hostis. A medida foi comunicada à Organização Marítima Internacional e ocorre em meio a pressões internacionais sobre a principal rota global de petróleo.
A flexibilização foi associada a um plano de 15 pontos proposto pelos Estados Unidos, que incluiria cessar-fogo temporário, restrições ao programa nuclear iraniano e revisão de alianças regionais. Em troca, haveria alívio de sanções e apoio ao programa nuclear civil.
Apesar disso, autoridades iranianas rejeitam qualquer negociação. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari declarou que o país “não chegará a um acordo com os Estados Unidos”, contradizendo declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou na segunda-feira (23/03/2026) que conversas estariam em andamento.
Mercado reage à possibilidade de acordo e risco no petróleo
A sinalização de possível abertura diplomática provocou reação imediata nos mercados globais. Nesta quarta-feira (25/03/2026), o preço do petróleo apresentou queda significativa.
O barril do Brent recuou 6,3%, cotado a US$ 97,90, enquanto o WTI caiu 5,2%, a US$ 87,52, refletindo expectativas de redução de risco no fornecimento global.
A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou estar preparada para liberar reservas estratégicas, caso haja interrupções no abastecimento, ampliando medidas preventivas diante da instabilidade na região.
Ataques se expandem pelo Oriente Médio
A Guarda Revolucionária Islâmica anunciou ataques contra Tel Aviv e regiões centrais de Israel, além de bases militares dos Estados Unidos no Kuwait, Jordânia e Bahrein. Em Israel, 12 pessoas ficaram feridas após bombardeios registrados na terça-feira (24/03/2026).
No Kuwait, um ataque com drone provocou incêndio em infraestrutura aeroportuária, sem registro de vítimas, segundo autoridades locais.
Israel respondeu com bombardeios no sul do Líbano, onde nove pessoas morreram em áreas associadas ao Hezbollah. As forças israelenses informaram a destruição de centros operacionais e depósitos de armas do grupo.
Conflito envolve novos territórios e amplia alcance regional
No Iraque, ataques aéreos atingiram posições das Forças de Mobilização Popular (Hashd al-Shaabi), grupo com ligação a Teerã. Um bombardeio anterior havia deixado 15 mortos, evidenciando a expansão do conflito para além das fronteiras iniciais.
O confronto, iniciado no fim de fevereiro, evoluiu para uma guerra regional, envolvendo múltiplos atores e ampliando riscos geopolíticos e econômicos.
Mesmo com sinais contraditórios de negociação, os Estados Unidos avaliam o envio de mais 3.000 soldados ao Oriente Médio, indicando manutenção da estratégia militar paralela à pressão diplomática.
Divergências e estratégia ampliam incerteza diplomática
A condução da política externa dos Estados Unidos, sob liderança de Donald Trump, tem gerado divergências na avaliação internacional. Declarações sobre negociações coexistem com ações militares e reforço de tropas.
Países como Egito e Paquistão atuam como intermediários, enquanto nações do Golfo demonstram alinhamento com Washington, ampliando a complexidade do cenário.
As exigências seguem divergentes: os EUA pedem fim do enriquecimento de urânio, enquanto o Irã exige retirada de sanções e garantias de segurança. Israel mantém posição de continuidade dos ataques até o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
A ausência de consenso e a continuidade das operações militares indicam baixo avanço nas negociações, mantendo o conflito ativo e com desfecho indefinido.
*Com informações da Sputnik News e RFI.








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