A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis (GO), nesta quinta-feira (27/03/2026), marcou o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, promovida pelo Governo do Brasil. Ao final do evento, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin foram vacinados, reforçando publicamente a importância da imunização.
Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou que a campanha terá início no sábado (28/03/2026) e que a vacinação será gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O público prioritário inclui crianças de seis meses a seis anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, considerados mais vulneráveis a complicações.
A agenda também incluiu a visita às instalações onde será produzido o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da escopolamina, utilizado na fabricação do medicamento Buscopan, ampliando o foco na produção nacional de insumos farmacêuticos.
Início da campanha e abrangência regional
A campanha nacional terá início no sábado (28/03/2026) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com vacinação prevista até 30 de maio de 2026. Na Região Norte, a imunização será realizada no segundo semestre, considerando a sazonalidade da circulação do vírus influenza.
A estratégia é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, e prevê acesso gratuito à vacina nas UBS. A orientação é que o público elegível procure a unidade de saúde mais próxima antes do período de maior circulação viral.
A campanha é realizada anualmente como medida preventiva, com atualização das vacinas conforme as cepas predominantes do vírus em circulação.
Dados epidemiológicos e público prioritário
Dados preliminares de 2026 indicam aumento na circulação de vírus respiratórios no país. Até o dia 14 de março, foram registrados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com cerca de 840 óbitos.
Entre os casos graves, a influenza representa aproximadamente 28% das infecções identificadas, evidenciando a relevância da vacinação. Os grupos prioritários incluem idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades, que apresentam maior risco de agravamento.
A priorização desses públicos tem como objetivo reduzir hospitalizações e mortes associadas à doença, além de minimizar a sobrecarga no sistema de saúde.
Distribuição de doses e estratégias de comunicação
O Ministério da Saúde já distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza para o início da campanha. Novas remessas poderão ser enviadas conforme a demanda dos estados e municípios.
A recomendação é que as gestões locais intensifiquem as ações logo no primeiro mês, com estratégias de busca ativa para ampliar a cobertura vacinal entre os grupos prioritários.
Para fortalecer a adesão, o Governo Federal enviará 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação, com o objetivo de divulgar informações oficiais e incentivar a vacinação.
Importância da imunização anual
A vacinação contra a influenza é realizada de forma periódica devido à constante mutação do vírus, o que exige atualização anual das doses disponibilizadas.
O Ministério da Saúde destaca que a vacina pode ser administrada simultaneamente com outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, incluindo a vacina contra a Covid-19.
A imunização é considerada a principal estratégia para prevenção de casos graves e redução da transmissão do vírus, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.








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