Na terça-feira (07/04/2026), em entrevista exclusiva ao Jornal Grande Bahia, o ex-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (PSDB), confirmou sua filiação ao partido e anunciou que será pré-candidato a deputado estadual nas Eleições 2026. A decisão ocorre após a dissolução do partido Democracia Cristã, ao qual estava vinculado, e integra um movimento de reorganização política que envolve lideranças estaduais e nacionais da legenda. O ex-gestor também detalhou articulações locais, defendeu maior representação política do município em Brasília e criticou a atuação de candidatos sem vínculo com a cidade.
Filiação ao PSDB e articulação política
Colbert Martins afirmou que sua entrada no PSDB foi resultado de convites diretos de lideranças políticas relevantes, entre elas ACM Neto (União Brasil) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Segundo ele, a escolha pelo partido reflete afinidade política e estrutura partidária adequada para a disputa eleitoral.
“Recebi alguns convites, o principal deles indo para o PSDB a partir do prefeito Bruno Reis e também do Antônio Carlos Magalhães Neto. Foram as pessoas que basicamente fizeram parte dessa movimentação.”
O ex-prefeito relatou ainda que manteve diálogo com figuras centrais da legenda, como o deputado federal Jutahy Magalhães Jr., o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o presidente estadual Adolfo Viana. De acordo com Colbert, essas conversas consolidaram sua decisão de ingressar no partido e participar do pleito de 2026.
“Estive com, falei com o deputado Jutair Magalhães por telefone, com o presidente nacional também, deputado Aécio Neves, com o presidente da Bahia também, o Adolfo Viana.”
A mudança de rota eleitoral também foi influenciada pela desistência de um aliado político, anteriormente cotado para a disputa federal. Diante desse cenário, Colbert optou por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.
“Eu serei candidato a deputado estadual pelo PSDB. A perspectiva que eu tenho agora nesse momento é continuar na disputa, mas desta vez para deputado estadual.”
Estratégia eleitoral e foco em Feira de Santana
Ao abordar sua base política, Colbert Martins enfatizou que Feira de Santana continuará sendo o eixo central de sua campanha. Ex-prefeito por aproximadamente seis anos, ele defendeu a necessidade de ampliar a representatividade do município nos parlamentos estadual e federal.
“Entendo que Feira de Santana precisa de ter uma representação que precisa ser aumentada.”
Segundo o ex-gestor, a cidade enfrenta um cenário de sub-representação política, atualmente com apenas um deputado federal. Ele comparou a situação com outros municípios de porte semelhante.
“Ter um deputado federal é muito pouco. Acho que nós precisamos ter pelo menos dois a três deputados federais para que nós tenhamos muito mais força em Brasília.”
Colbert destacou que, no passado, Feira de Santana já contou com maior número de representantes, incluindo períodos com até cinco deputados federais e oito estaduais, o que, segundo ele, garantia maior peso político.
“Já tivemos cinco deputados federais. Força política que Feira tinha bastante.”
Articulações locais e diálogo com lideranças
O ex-prefeito revelou que já iniciou conversas com lideranças locais e regionais. Entre os contatos mencionados estão o prefeito José Ronaldo e o pré-candidato a deputado federal José Chico.
“O prefeito José Ronaldo me ligou ontem… eu disse a ele que gostaria de marcar uma conversa política. Ele disse que nós iríamos marcar.”
Colbert indicou que busca construir alianças que fortaleçam candidaturas locais e evitem a dispersão de votos, ampliando a capacidade de representação política da cidade.
“São os passos que nós estamos dando e esses passos também eu sei que precisam ser seguidos.”
Crítica à fragmentação do voto e defesa da representação local
Colbert Martins fez uma análise detalhada sobre o comportamento eleitoral, diferenciando o que chamou de “voto de lembrança” — associado a vínculos pessoais e familiares — de votações mais expressivas.
“30 votos, 20 votos, 40 votos são votos de lembrança, votos de família. 1000 votos não é voto de lembrança.”
Ele argumentou que votações mais robustas representam transferência de força política da cidade para candidatos externos, o que enfraquece a representação local.
“3 mil, 4 mil, 5 mil votos é você tirar a força de Feira de Santana e querer colocar para quem não nos representa.”
Nesse contexto, criticou diretamente a atuação de candidatos sem vínculo com o município.
“Feira está com uma enchente de candidatos de fora que não têm nenhum tipo de compromisso com a nossa cidade.”
Ao final, reforçou sua posição política e identidade eleitoral.
“Eu sou candidato de Feira. Voto em quem é de Feira de Santana.”








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