FIEB avalia decisão do Copom sobre a Selic e defende continuidade da redução dos juros para estimular investimentos

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, anunciada na quarta-feira (05/08/2026), de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Em nota técnica, a entidade afirmou que a continuidade do ciclo de redução dos juros é considerada estratégica para estimular investimentos, fortalecer a atividade econômica e ampliar a competitividade da economia brasileira.

Segundo a Federação, embora a taxa básica de juros permaneça em nível elevado, a decisão sinaliza a continuidade do processo de flexibilização monetária iniciado nas reuniões anteriores do Copom. A entidade também destacou a importância de acompanhar os próximos comunicados do Banco Central para avaliar as perspectivas da política monetária.

Na avaliação da FIEB, a manutenção da trajetória de queda da Selic pode contribuir para a recuperação da economia em um cenário marcado por desafios internos e externos, incluindo inflação acima da meta, instabilidade geopolítica e custos elevados de produção.

FIEB relaciona redução dos juros ao crescimento da atividade econômica

Na nota técnica, a Federação afirma que a redução gradual da taxa Selic é um dos fatores considerados relevantes para impulsionar os investimentos produtivos e favorecer a retomada da economia brasileira.

A entidade cita que a atividade econômica registrou crescimento de 1,10% no primeiro trimestre do ano, enquanto a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,64%, permanecendo acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

Segundo a FIEB, parte da pressão inflacionária decorre dos impactos provocados pelo conflito entre Irã e Estados Unidos, que influenciam preços, custos de produção e expectativas econômicas em diferentes mercados.

Comparação internacional aponta custo do capital mais elevado no Brasil

Ao analisar o cenário internacional, a Federação observa que o Brasil ainda apresenta um custo de capital superior ao registrado em outras economias.

A nota técnica compara a política monetária brasileira com outros mercados, destacando que os Estados Unidos operam com taxas entre 3,50% e 3,75%, a Zona do Euro registra taxa de 2,40% e o México mantém juros de 6,50%.

Na avaliação da entidade, a redução gradual promovida pelo Banco Central pode contribuir para aproximar o Brasil de condições consideradas mais competitivas no mercado internacional, favorecendo investimentos e ampliando a capacidade de competição da economia nacional.

Federação destaca desafios geopolíticos e competitividade da indústria

A FIEB também relaciona a política monetária ao contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica e oscilações nas cadeias globais de suprimentos.

Segundo a entidade, esse cenário reforça a necessidade de medidas que contribuam para reduzir os custos de produção, ampliar a competitividade das empresas e criar condições para novos investimentos produtivos.

A Federação afirma ainda que a continuidade da redução dos juros representa uma sinalização importante para a construção de um ambiente econômico voltado ao crescimento, à expansão dos investimentos e à geração de empregos, preservando o rigor técnico nas decisões do Banco Central.

Sistema FIEB reúne instituições voltadas ao desenvolvimento industrial

Sob a coordenação da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o Sistema FIEB é formado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e pelo Centro das Indústrias do Estado da Bahia (CIEB).

As instituições atuam de forma integrada em áreas como educação, qualificação profissional, saúde, lazer, inovação tecnológica, informação especializada e desenvolvimento industrial, oferecendo serviços destinados ao fortalecimento da indústria baiana.

A FIEB integra a Confederação Nacional da Indústria (CNI), entidade que reúne as federações industriais dos estados brasileiros e representa o setor industrial em âmbito nacional.


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