A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) avalia que a elevação da taxa Selic para 13,25% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) representa um aperto monetário excessivo, dificultando a recuperação econômica e impondo desafios adicionais ao setor produtivo. O atual patamar da taxa de juros desestimula investimentos, reduz a competitividade da indústria e impacta negativamente a geração de empregos e renda. No cenário atual, a taxa de juros real no Brasil está acima de 8% ao ano, uma das mais altas do mundo, enquanto a inflação acumulada em 12 meses é de 4,87%, próxima ao teto da meta estabelecida. O comunicado foi enviado ao Jornal Grande Bahia nesta quarta-feira (29/01/2025).
Diante desse contexto, a política fiscal desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente favorável à redução dos juros. O Governo Federal anunciou, no final do ano passado, medidas para controlar os gastos públicos, projetando um impacto de redução de R$ 30,5 bilhões em 2025 e R$ 41,2 bilhões em 2026. Essas ações reforçam o novo arcabouço fiscal e promovem maior alinhamento entre as políticas fiscal e monetária. O compromisso com o equilíbrio das contas públicas contribui para a queda das expectativas de inflação e reduz a necessidade de taxas de juros elevadas para controle inflacionário, criando condições para um ciclo de crescimento sustentável.
Enquanto o Brasil adota uma política monetária restritiva, bancos centrais de economias desenvolvidas seguem caminhos distintos. O Federal Reserve, nos Estados Unidos, manteve suas taxas inalteradas, enquanto o Banco Central Europeu iniciou um movimento de redução, reconhecendo a necessidade de estimular o crescimento econômico. Esse contraste evidencia os impactos negativos da elevada taxa Selic no Brasil sobre a atividade produtiva, o mercado de trabalho e o poder de compra da população.
A FIEB defende a necessidade de uma reavaliação da política monetária, com o início de um processo gradual de redução da Selic, de forma coordenada com o ajuste fiscal. Uma política de juros mais equilibrada, aliada a um compromisso firme com a responsabilidade fiscal, é essencial para impulsionar os investimentos, fortalecer a competitividade da indústria e enfrentar os desafios socioeconômicos do país.











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