A pesquisa Quaest sobre as Eleições 2026 na Bahia, com campo realizado de domingo (23/08/2026) a quarta-feira (26/08/2026), aponta empate técnico entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo Governo do Estado. No principal cenário estimulado, ACM Neto registra 40% e Jerônimo 37%. Para o Senado, Rui Costa (PT) aparece com 23% e Jaques Wagner (PT) com 17% na combinação dos votos, enquanto, na eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcança 53%, diante de 16% de Flávio Bolsonaro (PL).
O levantamento foi contratado pela Rede Bahia e ouviu 900 eleitores com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas domiciliares presenciais. A margem de erro para a amostra total é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BA-06206/2026 e BR-08870/2026.
Os dados revelam que, embora os dois principais candidatos concentrem a maior parte das intenções de voto no cenário estimulado, existe um contingente relevante de eleitores ainda sem escolha consolidada. Na pergunta espontânea para governador, 54% permanecem indecisos, enquanto Jerônimo aparece com 23% e ACM Neto com 20%, também em situação de empate técnico. Outros nomes somam 1%, e 2% declaram voto branco, nulo ou intenção de não votar.
ACM Neto tem 40% e Jerônimo 37% no primeiro cenário para governador
No primeiro cenário estimulado, ACM Neto registra 40%, com intervalo decorrente da margem de erro entre 37% e 43%. Jerônimo Rodrigues tem 37%, podendo variar entre 34% e 40%. Maria Bona (PCO), Aroldo Felix (UP) e Ronaldo Mansur (PSOL) aparecem com 1% cada, enquanto Estêvão (DC) não pontua. Os indecisos são 13% e branco, nulo ou não voto representam 7%.
A Quaest apresentou um segundo cenário devido à existência, no material da pesquisa, de dois nomes vinculados à disputa pelo Democracia Cristã (DC). Nessa configuração, ACM Neto tem 39% e Jerônimo permanece com 37%. Aroldo Felix, Maria Bona, Ariel Capistrano (DC) e Ronaldo Mansur registram 1% cada. Os indecisos ficam em 12%, enquanto 8% declaram branco, nulo ou intenção de não votar.
Em ambos os cenários, portanto, a diferença entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues permanece dentro da margem de erro da pesquisa. O resultado indica que a posição numérica de cada candidato não deve ser interpretada isoladamente como vantagem estatisticamente definida na disputa estadual.
Segundo turno registra ACM Neto com 44% e Jerônimo Rodrigues com 41%
Na simulação direta de segundo turno, ACM Neto aparece com 44%, diante de 41% de Jerônimo Rodrigues. Os dois continuam tecnicamente empatados. O levantamento mostra ainda 9% de indecisos e 6% de eleitores que votariam branco, nulo ou não participariam da votação.
A série apresentada pela Quaest registra uma aproximação gradual entre os dois candidatos. ACM Neto passou de 41% em abril para 43% em julho e 44% em agosto, enquanto Jerônimo avançou de 38% para 39% e depois 41%. No mesmo período, os indecisos recuaram de 12% para 9%, e branco, nulo ou não voto caíram de 9% para 6%.
O grau de consolidação das escolhas também é semelhante entre os dois principais concorrentes. Entre os entrevistados que declaram voto em Jerônimo Rodrigues, 73% afirmam que a decisão é definitiva e 27% admitem mudar. Entre os eleitores de ACM Neto, 69% consideram definitiva a escolha e 31% dizem que ainda podem mudar de candidato.
ACM Neto tem menor rejeição e maior potencial de voto no levantamento
No indicador que combina conhecimento, possibilidade de voto e rejeição, ACM Neto apresenta potencial de voto de 54% e rejeição de 32%. Outros 14% afirmam não conhecer o candidato. Jerônimo Rodrigues registra potencial de 47%, rejeição de 40% e desconhecimento de 13%.
Entre os dois nomes que concentram a disputa, portanto, a pesquisa identifica oito pontos percentuais de diferença na rejeição, com percentual maior para Jerônimo, e sete pontos de diferença no potencial de voto, com percentual maior para ACM Neto. Como os conceitos medidos são distintos da intenção direta de voto, esses indicadores devem ser analisados como dimensões complementares do comportamento eleitoral.
Os demais candidatos apresentam níveis de desconhecimento superiores a 80% no levantamento, circunstância que limita comparações diretas com os dois concorrentes que lideram as intenções de voto.
Escolaridade, idade e religião mostram diferenças no perfil do voto
Os recortes por idade mostram comportamentos distintos entre os principais concorrentes. No primeiro cenário estimulado, entre os eleitores de 16 a 34 anos, ACM Neto tem 43% e Jerônimo 34%. Entre pessoas de 60 anos ou mais, a relação se inverte: Jerônimo registra 42% e ACM Neto 31%. Na faixa de 35 a 59 anos, os percentuais são 40% e 36%, respectivamente.
A escolaridade produz diferenças mais amplas. Entre entrevistados com ensino fundamental, Jerônimo alcança 46% e ACM Neto 30%. No ensino médio, ACM Neto tem 46% e Jerônimo 30%. Entre eleitores com nível superior, ACM Neto registra 50% e Jerônimo 28%.
O recorte religioso também apresenta distâncias. Entre católicos, Jerônimo registra 48%, contra 33% de ACM Neto. Entre evangélicos, ACM Neto alcança 49% e Jerônimo 22%. Esses segmentos possuem margens de erro próprias, superiores ou diferentes da margem de três pontos da amostra total — por exemplo, quatro pontos entre católicos e sete entre evangélicos — e, por isso, os percentuais devem ser interpretados dentro de seus respectivos intervalos estatísticos.
Governo Jerônimo tem 57% de aprovação; avaliação positiva é de 38%
Na avaliação direta do trabalho do governador, 57% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão de Jerônimo Rodrigues, enquanto 34% desaprovam e 9% não sabem ou não responderam. O percentual de aprovação é o mesmo registrado na rodada de julho da série apresentada pela Quaest.
Quando a pergunta utiliza as categorias ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, posteriormente agregadas, 38% classificam o governo positivamente, 33% como regular e 25% negativamente. Outros 4% não sabem ou não respondem.
Na comparação com julho, a avaliação positiva oscilou de 37% para 38%, a regular passou de 35% para 33% e a negativa de 23% para 25%. As variações são inferiores à margem de erro de três pontos percentuais do levantamento geral.
Rui Costa tem 23% e Jaques Wagner 17% na disputa pelo Senado
A eleição para as duas vagas do Senado apresenta um nível de indefinição superior ao observado na corrida para governador. Na pergunta espontânea, 85% dos eleitores estão indecisos. Rui Costa e Jaques Wagner aparecem com 4% cada, João Roma com 2% e Angelo Coronel com 1%.
Na combinação dos votos do cenário estimulado, Rui Costa registra 23% e Jaques Wagner 17%. A Quaest classifica os dois como tecnicamente empatados dentro dos critérios da margem. João Roma (PL) tem 7%, Angelo Coronel (Republicanos) 5% e Professora Delliana (PSOL) 2%. Outros quatro candidatos aparecem com 1%, enquanto 22% permanecem indecisos e 20% indicam branco, nulo ou não voto.
Rui Costa apresenta 48% de potencial de voto e 36% de rejeição. Jaques Wagner registra 38% de potencial e 40% de rejeição. João Roma tem 17% de potencial e 20% de rejeição, enquanto Angelo Coronel registra 11% e 22%, respectivamente. Entre os entrevistados que já indicam candidato ao Senado, 63% consideram a escolha definitiva e 37% admitem mudança.
Lula registra 53% na Bahia e Flávio Bolsonaro tem 16%
No primeiro cenário presidencial, com a lista completa apresentada pela Quaest, Lula lidera com 53%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 16%. Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada, Pablo Marçal (PRTB) registra 2%, e Rui Costa Pimenta, Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 1% cada. Os indecisos são 13% e branco, nulo ou não voto, 7%.
No segundo cenário presidencial, que altera a composição da lista, Lula registra 50% e Flávio Bolsonaro 17%. Ronaldo Caiado e Augusto Cury aparecem com 4% cada, Rui Costa Pimenta com 2% e outros nomes com 1% ou menos. Os indecisos ficam em 12% e branco, nulo ou não voto, em 8%.
O voto presidencial aparece mais consolidado entre os dois candidatos que superam 5% das intenções. Entre os eleitores de Lula, 83% dizem que a escolha é definitiva e 17% podem mudar. Entre os que indicam Flávio Bolsonaro, 78% consideram o voto definitivo e 22% admitem mudança.
Governo Lula tem 59% de aprovação entre os eleitores da Bahia
Além da intenção de voto, a Quaest mediu a avaliação do governo federal no estado. 59% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente Lula, enquanto 36% desaprovam e 5% não sabem ou não responderam. Na rodada anterior, de julho, a aprovação estava em 62% e a desaprovação em 34%.
Na avaliação qualitativa, 45% classificam o governo Lula positivamente, 28% como regular e 25% negativamente, com 2% de não resposta. Em julho, os percentuais eram 46% de avaliação positiva, 28% regular e 24% negativa.
Os números mostram que a vantagem eleitoral de Lula no estado ocorre simultaneamente a uma taxa de aprovação superior à desaprovação. O levantamento, entretanto, mede situações diferentes — avaliação administrativa e intenção de voto — e os percentuais não devem ser tratados como indicadores equivalentes.
Violência é apontada como principal problema da Bahia por 38%
Ao serem questionados sobre o problema mais grave enfrentado pelo estado, 38% dos entrevistados citam violência, percentual seguido por saúde, com 32%. Desemprego aparece com 6%, educação com 4%, economia com 3%, corrupção com 2% e pobreza ou desigualdade também com 2%.
A pesquisa também perguntou como os eleitores se informam sobre política. Redes sociais lideram com 38%, seguidas pela televisão, com 34%. Sites, blogs e portais de notícias aparecem com 6%; amigos, familiares ou conhecidos e WhatsApp ou Telegram, com 4% cada; rádio, 3%; jornais impressos, 2%; e chats de inteligência artificial, 1%. Outros 8% afirmam não se informar sobre política.
Na autodefinição política, 36% se declaram independentes, 28% lulistas, 16% de esquerda não lulista, 10% de direita não bolsonarista e 5% bolsonaristas. Outros 5% não sabem ou não respondem. O dado ajuda a contextualizar os recortes eleitorais apresentados pelo instituto, sem estabelecer relação automática entre autodeclaração ideológica e voto.
Metodologia da pesquisa Quaest na Bahia
A Quaest, contratada pela Rede Bahia, realizou 900 entrevistas domiciliares presenciais com eleitores baianos de 16 anos ou mais entre 23 e 26 de agosto de 2026. A margem de erro máxima para o conjunto da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança.
Os recortes demográficos possuem margens específicas, que podem superar a margem total. Entre os exemplos apresentados pela própria pesquisa, a margem é de quatro pontos para mulheres e cinco para homens; varia de cinco a sete pontos entre faixas etárias; chega a nove pontos entre eleitores com nível superior ou renda superior a cinco salários mínimos; e alcança dez pontos entre eleitores identificados como de direita não bolsonarista.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BA-06206/2026 e BR-08870/2026. Os resultados representam uma fotografia do período em que as entrevistas foram realizadas e devem ser interpretados à luz da margem de erro, do desenho amostral e das margens específicas dos segmentos.








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