O longa-metragem “Malês”, dirigido por Antônio Pitanga, será exibido na quarta-feira (16/09/2026), às 16h, no SESI Casa Branca, em Salvador. A sessão integra o último dia da terceira edição do Cine SESI 2026, cuja programação tem como tema “Cinema, Memória e Legado”.
O filme aborda a Revolta dos Malês, levante ocorrido em Salvador em 1835, protagonizado por africanos escravizados e libertos. A produção apresenta personagens inseridos no contexto da escravidão e da resistência negra, explorando temas como liberdade, identidade, religiosidade e luta por direitos.
A inclusão de “Malês” na programação estabelece uma relação entre cinema e preservação da memória histórica da Bahia. A obra também integra uma trajetória de produção audiovisual relacionada à cultura e à história baianas, levando ao público uma representação cinematográfica de um episódio da formação social do estado.
Antônio Pitanga retoma direção cinematográfica
A relação entre o filme e o tema do festival também passa pela trajetória de Antônio Pitanga. O diretor foi homenageado na segunda edição do Cine SESI, realizada em 2025, e desenvolveu o projeto de “Malês” ao longo de décadas, em uma trajetória relacionada ao período em que trabalhou com Glauber Rocha.
O longa representa ainda o retorno de Pitanga à direção cinematográfica. O elenco reúne seus filhos Camila Pitanga, que interpreta Sabina, e Rocco Pitanga, responsável pelo papel de Dassalu.
A participação da família na produção estabelece uma conexão entre diferentes gerações do cinema brasileiro. O elenco e a direção estão inseridos em uma obra que utiliza a ficção cinematográfica para abordar acontecimentos históricos relacionados à população negra na Bahia.
Em abril de 2026, “Malês” recebeu o Troféu Jangada de Melhor Filme, concedido pelo júri popular do 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris. A premiação foi definida a partir da votação do público presente no festival.
Filme está entre produções habilitadas ao Oscar 2027
Em agosto de 2026, “Malês” também foi incluído entre os 15 filmes habilitados a disputar a indicação brasileira ao Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional.
A habilitação coloca a produção entre os filmes considerados no processo brasileiro de seleção para a premiação internacional. O procedimento, contudo, não significa que o longa tenha sido escolhido como representante oficial do Brasil na categoria.
A trajetória internacional e a exibição em Salvador ocorrem em momentos distintos, mas ampliam os espaços de circulação da obra. No Cine SESI, o filme será apresentado dentro de uma programação voltada à relação entre memória, legado e produção audiovisual.
Cine SESI terá programação até 16 de setembro
A terceira edição do Cine SESI acontece de 8 a 16 de setembro de 2026, em Salvador. A programação é organizada a partir do tema “Cinema, Memória e Legado” e inclui atividades destinadas a aproximar diferentes gerações e trajetórias do audiovisual.
A curadoria é assinada por Dayse Porto, Rubian Melo e Heraldo de Deus. Nesta edição, o festival também presta homenagem ao Bando de Teatro Olodum, destacando sua trajetória nas artes e no audiovisual.
A sessão de “Malês” está marcada para 16 de setembro, às 16h, no SESI Casa Branca. O filme será a atração cinematográfica do encerramento da programação, relacionando a narrativa sobre a Revolta dos Malês ao eixo temático do festival.
Painel sobre investimentos no cinema encerra programação
Após a exibição de “Malês”, o público poderá acompanhar, às 19h, o painel “Por que e como investir no cinema?”, realizado no Rio Vermelho.
A atividade integra o encerramento da terceira edição do Cine SESI e amplia a programação para além das sessões cinematográficas. O debate aborda a relação entre produção audiovisual e mecanismos de investimento no setor.
O Cine SESI integra as ações da plataforma de difusão cultural Cine Moda Lab, com produção da Movida Produtora de Conteúdo e realização do SESI Cultura.
“Malês” conecta história da Bahia e produção audiovisual
Ao abordar a Revolta dos Malês de 1835, “Malês” insere um episódio da história da Bahia no campo da produção cinematográfica. A sessão no Cine SESI também estabelece conexão entre a obra, a trajetória de Antônio Pitanga e o propósito da edição de 2026 do festival.
A exibição ocorre em um momento em que o filme acumula reconhecimento no Festival de Cinema Brasileiro de Paris e participação no processo brasileiro de seleção para o Oscar 2027.
Com a sessão marcada para quarta-feira (16/09/2026), às 16h, no SESI Casa Branca, o festival encerra sua terceira edição com uma produção centrada em memória, resistência negra e história da Bahia, seguida pelo painel sobre investimentos no cinema, às 19h, no Rio Vermelho.








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