Inteligência artificial pode redefinir trabalho e sociedade; artigo de Joaci Góes Filho debate AGI, superinteligência e controle humano

Na segunda-feira (21/09/2026), o administrador e articulista Joaci Góes Filho publicou no jornal Tribuna da Bahia, em Salvador, o artigo “A Última Revolução Humana”, no qual sustenta que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) pode representar uma transformação histórica comparável — e potencialmente superior em alcance — às grandes inovações tecnológicas acumuladas pela humanidade. O texto aborda a possibilidade de surgimento da Inteligência Artificial Geral (AGI/IAG) e, posteriormente, de sistemas classificados como superinteligentes, relacionando esse processo à automação do trabalho, à distribuição da riqueza, à governança tecnológica e ao risco de perda do controle humano. A análise documental disponível em 2026 confirma avanços acelerados das capacidades dos sistemas de IA e preocupações institucionais com segurança, mas não estabelece consenso científico sobre quando uma AGI surgirá, se ela necessariamente será alcançada nem sobre a possibilidade de substituição generalizada do trabalho humano.

No artigo, Góes relata acompanhar pesquisadores, executivos e autores como Geoffrey Hinton, Demis Hassabis, Sam Altman, Elon Musk, Dario Amodei, Yuval Noah Harari, Mo Gawdat e Eric Schmidt. A partir das manifestações desses atores, ele formula a hipótese de que a inteligência artificial poderá produzir uma ruptura diferente das revoluções tecnológicas anteriores porque, além de automatizar tarefas, poderá participar diretamente do desenvolvimento de sistemas posteriores.

A questão central formulada pelo autor não se limita, portanto, ao surgimento de ferramentas mais eficientes. O argumento é que a IA pode interferir progressivamente na própria produção do conhecimento, na organização econômica e na divisão social do trabalho, deslocando o debate da simples automação de funções para questões sobre autonomia humana, propriedade, renda, poder econômico, segurança e governança internacional.

Artigo apresenta IA como possível ruptura histórica

Joaci Góes inicia sua reflexão comparando a trajetória tecnológica da humanidade, estimada por ele a partir do surgimento do Homo sapiens há cerca de 300 mil anos ou de ancestrais anteriores, com a velocidade atual da inteligência artificial. O articulista situa a IA numa sequência histórica que inclui domínio do fogo, roda, escrita, imprensa, máquina a vapor e eletricidade.

A comparação tem caráter interpretativo. Não existe uma métrica científica consolidada capaz de estabelecer que a inteligência artificial será necessariamente a maior inovação da história humana. Há, entretanto, evidências de que sistemas contemporâneos ampliaram rapidamente suas competências em linguagem, programação, matemática, ciência e geração multimodal, processo analisado pelo International AI Safety Report 2026, produzido sob coordenação de Yoshua Bengio com participação de mais de 100 especialistas e apoio de mais de 30 países e organizações internacionais.

Góes recorre à evolução dos telefones celulares para explicar sua percepção sobre o estágio tecnológico atual. Segundo ele, os primeiros chatbots poderiam estar para os sistemas futuros assim como os antigos aparelhos celulares estiveram para os atuais smartphones. A analogia conduz à pergunta central do texto: “onde vamos parar?”. Sua resposta é que provavelmente o avanço não será interrompido.

AGI permanece conceito em construção, sem calendário científico consensual

Um dos eixos do artigo é a Inteligência Artificial Geral, conhecida pela sigla inglesa AGI. Góes a apresenta como um estágio em que sistemas artificiais seriam capazes de desempenhar atividades intelectuais em nível superior ao humano em numerosos domínios.

O conceito não possui uma única definição aceita pela comunidade científica. Pesquisadores da Google DeepMind propuseram um modelo que classifica a evolução em direção à AGI segundo diferentes graus de desempenho e generalidade, justamente porque estabelecer um ponto único de chegada apresenta dificuldades metodológicas. Em março de 2026, a própria DeepMind voltou ao problema ao propor uma taxonomia cognitiva destinada a desenvolver instrumentos empíricos capazes de medir o progresso rumo à inteligência geral.

Essa literatura introduz uma abordagem extra ao artigo. A afirmação de que praticamente todos os especialistas concordariam com a chegada próxima da AGI não constitui um consenso científico demonstrado. O International AI Safety Report 2026 registra explicitamente que, até 2030, o desenvolvimento pode desacelerar ou atingir limites, prosseguir aproximadamente no ritmo atual ou acelerar de forma intensa, inclusive caso sistemas de IA passem a aumentar a produtividade da própria pesquisa em inteligência artificial.

Superinteligência e autoaperfeiçoamento permanecem hipóteses de fronteira

Góes avança para um segundo estágio: a chamada superinteligência. No cenário apresentado no artigo, sistemas superiores aos seres humanos poderiam participar da criação de novas gerações de inteligência artificial, aumentando progressivamente suas próprias capacidades.

O autor escreve que, nesse estágio, os seres humanos poderiam passar “de pilotos a passageiros do nosso próprio destino”. A passagem sintetiza a dimensão mais especulativa e, simultaneamente, mais controversa do debate contemporâneo sobre segurança de IA.

Existem pesquisas sobre sistemas capazes de auxiliar programação, experimentação científica e desenvolvimento tecnológico, mas não está demonstrado que um processo autônomo e ilimitado de autoaperfeiçoamento recursivo ocorrerá, todavia isso possa ocorrer. O relatório internacional de 2026 trata a possibilidade de a IA acelerar a pesquisa sobre IA como um dos cenários plausíveis, não como resultado inevitável. O documento também afirma que persistem importantes lacunas de evidência e dificuldades para avaliar antecipadamente comportamentos e capacidades de modelos avançados.

Trabalho aparece como primeira dimensão concreta da transformação

Embora grande parte do artigo se concentre em cenários futuros, o impacto sobre o mercado de trabalho já pode ser medido de maneira mais objetiva. Góes observa que sistemas artificiais vêm assumindo atividades anteriormente executadas exclusivamente por pessoas e associa esse avanço ao desenvolvimento paralelo da robótica.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ajudam a dimensionar esse processo. Estudo divulgado em 20/05/2025, desenvolvido com o instituto polonês NASK, estimou que aproximadamente um em cada quatro trabalhadores no mundo se encontra em ocupações com algum grau de exposição à inteligência artificial generativa. Apenas 3,3% do emprego mundial, porém, estava na categoria de exposição mais elevada.

A conclusão central da OIT é relevante para interpretar o argumento de Góes: no estágio analisado, a transformação das ocupações é considerada mais provável do que sua eliminação completa, porque diversas atividades continuam exigindo participação humana. As funções administrativas permanecem entre as mais expostas, enquanto capacidades recentes de geração de texto, voz, imagem, vídeo e código ampliaram a exposição de profissões técnicas e digitais.

Países em desenvolvimento podem enfrentar impactos diferentes

A transformação também não tende a ocorrer da mesma maneira em todas as economias. Estudo conjunto da OIT e do Banco Mundial, divulgado em 27/03/2026, examinou 135 países e concluiu que economias em desenvolvimento podem experimentar desorganização de determinadas atividades antes de capturar integralmente os ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial.

A diferença decorre de fatores como infraestrutura digital, organização das ocupações, disponibilidade de qualificação profissional e capacidade das empresas e instituições de incorporar novas tecnologias. Isso significa que a mesma ferramenta pode aumentar produtividade e complementar trabalhadores em determinadas economias enquanto pressiona empregos ou remunerações em outras.

O problema aproxima o debate tecnológico das estruturas de distribuição de renda. Estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia apontado que os efeitos da IA dependeriam do grau de complementaridade entre tecnologia e trabalho. Ganhos elevados de produtividade poderiam aumentar rendimentos, mas a maior remuneração do capital e vantagens concentradas entre grupos capazes de utilizar a tecnologia também poderiam ampliar desigualdades.

Fim do trabalho não constitui conclusão demonstrada

No artigo, Joaci Góes leva a discussão para uma hipótese mais ampla: um futuro no qual o trabalho deixe de ser necessário para assegurar a sobrevivência material.

Ele formula perguntas que ultrapassam a engenharia tecnológica: como a riqueza produzida por máquinas seria distribuída; como as pessoas se sustentariam; e qual seria a função social do ser humano num cenário de forte redução da necessidade de trabalho?

Essas questões fazem parte de debates econômicos contemporâneos sobre renda básica, tributação do capital, sistemas de proteção social e divisão dos ganhos de produtividade. Entretanto, os estudos disponíveis não permitem concluir que a inteligência artificial eliminará a necessidade social de trabalho. Até o momento, a evidência aponta principalmente para reorganização de tarefas, alteração das qualificações exigidas e deslocamento entre ocupações, com intensidade variável conforme setor e país.

Cenário de abundância depende de produtividade e distribuição

Góes apresenta dois grandes cenários. No primeiro, sistemas avançados de inteligência artificial poderiam acelerar pesquisas científicas, contribuir para tratamentos médicos, reduzir custos de produção e ampliar a disponibilidade de bens e serviços.

Essa possibilidade relaciona avanço tecnológico a uma eventual economia de abundância. Para que essa transformação resulte efetivamente em melhoria generalizada das condições de vida, porém, ganhos de produtividade precisariam ser acompanhados por mecanismos econômicos e institucionais capazes de distribuir seus benefícios.

A questão distributiva é central. Uma economia pode aumentar extraordinariamente sua produtividade sem necessariamente distribuir os ganhos de maneira uniforme. Propriedade das infraestruturas de computação, concentração empresarial, acesso a dados, disponibilidade energética, formação profissional e políticas fiscais tornam-se, nesse contexto, elementos tão importantes quanto a evolução dos próprios modelos.

Risco existencial permanece controverso e cercado de incerteza

O segundo cenário apresentado pelo articulista é o da perda de controle. Góes menciona especialistas que atribuem probabilidades não desprezíveis à ocorrência de consequências extremas e recorre à analogia de uma aeronave que poderia sofrer um acidente fatal.

Estimativas numéricas de risco existencial variam substancialmente e refletem julgamentos de especialistas, não frequências observáveis capazes de serem verificadas experimentalmente. Por isso, não constituem probabilidades estabelecidas com a mesma robustez utilizada, por exemplo, para mensurar riscos tradicionais de engenharia.

Isso não significa inexistência de riscos documentados. O International AI Safety Report 2026 registra evidências crescentes de emprego de sistemas de IA em ataques cibernéticos, fraudes, golpes e outras atividades maliciosas. Também observa que avaliações de segurança antes do lançamento estão se tornando mais difíceis, inclusive porque modelos avançados podem explorar limitações dos testes utilizados para medi-los.

Alinhamento torna-se eixo da segurança de sistemas avançados

Góes aponta o alinhamento como uma das palavras fundamentais desse debate. De forma geral, o conceito envolve desenvolver sistemas cujo comportamento permaneça compatível com objetivos humanos, regras estabelecidas e limites de segurança.

O problema não se restringe a fazer uma máquina obedecer comandos. Sistemas mais autônomos podem encontrar estratégias inesperadas para alcançar determinados objetivos, razão pela qual pesquisadores estudam técnicas de avaliação, supervisão, controle de capacidades e monitoramento.

Empresas envolvidas no desenvolvimento de modelos de fronteira também estruturaram políticas próprias. A Anthropic, por exemplo, mantém uma Responsible Scaling Policy destinada a relacionar níveis crescentes de capacidade a medidas adicionais de segurança. A versão disponível em agosto de 2026 estabelece uma abordagem progressiva de governança de riscos associados a modelos cada vez mais poderosos.

Corrida tecnológica adiciona componente geopolítico

Outra preocupação presente em “A Última Revolução Humana” é a competição entre países e empresas. Góes argumenta que uma organização ou Estado pode considerar arriscado desacelerar seu desenvolvimento tecnológico caso seus concorrentes não adotem comportamento semelhante.

Essa dimensão geopolítica tornou-se parte concreta do debate em 2026. Empresas norte-americanas, autoridades e organizações internacionais discutem padrões comuns de segurança enquanto Estados Unidos e China disputam capacidades tecnológicas, infraestrutura computacional e liderança na definição de regras internacionais.

Em setembro de 2026, representantes de empresas norte-americanas e chinesas foram chamados a participar de discussões sobre inteligência artificial e segurança internacional nas Nações Unidas. Paralelamente, a OpenAI defendeu maior coordenação internacional em padrões técnicos para sistemas avançados e mecanismos de comunicação de incidentes.

A existência dessa competição reforça um dos problemas levantados por Góes: medidas de segurança podem enfrentar resistência quando governos ou empresas acreditam que restrições unilaterais resultarão em perda de vantagem econômica ou estratégica.

Governança começa a deixar o campo exclusivamente voluntário

Ao contrário de um cenário em que governos apenas observam a expansão da tecnologia, diferentes jurisdições já começaram a estabelecer estruturas regulatórias.

Na União Europeia, obrigações previstas no AI Act para fornecedores de modelos de inteligência artificial de propósito geral passaram a ser aplicáveis em 2 de agosto de 2025. Entre as exigências estão documentação técnica, política de direitos autorais e divulgação de informações sobre conteúdos utilizados no treinamento. Sistemas classificados como capazes de produzir risco sistêmico enfrentam requisitos adicionais relacionados a avaliação de risco, mitigação, comunicação de incidentes e cibersegurança.

O International AI Safety Report 2026 registra que 12 empresas haviam publicado ou atualizado, durante 2025, estruturas específicas de segurança para modelos de fronteira. A maior parte desses mecanismos continuava voluntária, embora algumas jurisdições já estivessem incorporando práticas de gestão de risco à legislação.

Brasil ainda discute marco regulatório nacional

No Brasil, a principal proposta destinada a estabelecer regras gerais para inteligência artificial permanece no Congresso Nacional. O Projeto de Lei nº 2.338/2023, aprovado anteriormente pelo Senado e encaminhado à Câmara dos Deputados, estabelece princípios relacionados ao desenvolvimento, fomento e uso responsável da tecnologia, tendo como referência a centralidade da pessoa humana.

A tramitação oficial disponível em setembro de 2026 registra o projeto sob regime de prioridade na Câmara e vinculado à comissão especial criada para analisar a matéria. Diversas proposições relacionadas à inteligência artificial foram apensadas ao texto ao longo de 2025 e 2026. Em 1º/09/2026, por exemplo, ocorreu nova apensação registrada pela Mesa Diretora.

A situação brasileira mostra que a velocidade tecnológica apontada por Góes convive com um processo institucional necessariamente mais lento: definição de responsabilidades, direitos, fiscalização, propriedade intelectual, segurança, inovação e proteção de pessoas afetadas exige negociação legislativa e construção regulatória.

ONU busca mecanismos internacionais de governança

O caráter transnacional da inteligência artificial também levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a estruturar propostas de cooperação internacional.

O relatório “Governing AI for Humanity”, elaborado pelo órgão consultivo da ONU sobre inteligência artificial, propôs uma arquitetura internacional distribuída e inclusiva para governança da tecnologia. O documento resultou de consultas que envolveram mais de 2 mil participantes, além de dezenas de discussões especializadas e centenas de contribuições escritas.

O objetivo é enfrentar justamente o descompasso identificado no artigo de Góes: sistemas digitais podem ser desenvolvidos globalmente e difundidos em escala muito superior à capacidade de criação de normas isoladas por cada país.

Debate já alcança empresas, governos e instituições na Bahia

As transformações discutidas em escala internacional também alcançam a Bahia. Em 2025, o Jornal Grande Bahia publicou dados da OIT segundo os quais aproximadamente 25% das ocupações mundiais apresentam algum grau de exposição à inteligência artificial generativa, destacando que a transformação das tarefas, e não a eliminação integral dos postos de trabalho, constitui o cenário predominante identificado pelos pesquisadores.

Em 2026, instituições públicas e empresariais baianas ampliaram experiências com essas tecnologias. A Procuradoria-Geral do Município de Feira de Santana iniciou capacitação de servidores para utilização de IA em processos internos e execuções fiscais, enquanto encontros empresariais promovidos na região incluíram inovação, automação e produtividade entre os temas centrais.

A incorporação prática dessas ferramentas demonstra que parte da transformação descrita por Joaci Góes Filho deixou de constituir apenas projeção tecnológica. Empresas, administrações públicas, escolas, tribunais, profissionais liberais e meios de comunicação já precisam estabelecer critérios para utilização, supervisão e responsabilização pelo emprego de sistemas automatizados.

Entre revolução tecnológica e transformação social

Ao concluir “A Última Revolução Humana”, Góes sustenta que não considera possível simplesmente interromper a expansão tecnológica. Para ele, o desafio consiste em influenciar a trajetória por meio de regras, mecanismos de segurança, alinhamento e instituições capazes de acompanhar sua evolução.

A metáfora escolhida pelo autor resume sua perspectiva: “O avião já decolou.” A humanidade, segundo o texto, precisaria assegurar condições para continuar decidindo o destino da tecnologia que criou.

Os documentos científicos e institucionais disponíveis até setembro de 2026 sustentam parte da premissa — a inteligência artificial avança rapidamente e já produz impactos econômicos, profissionais e regulatórios —, mas recomendam cautela diante de previsões deterministas. Não se sabe se uma AGI será alcançada em poucos anos, se sistemas futuros evoluirão de maneira recursiva nem se a automação produzirá abundância generalizada ou desemprego estrutural em larga escala. O resultado dependerá não apenas de capacidade computacional, mas também das escolhas econômicas, jurídicas e políticas realizadas durante a transição.

Linha do tempo dos principais acontecimentos

  • 03/05/2023 — Brasil apresenta projeto de marco legal da inteligência artificial: o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apresenta o Projeto de Lei nº 2.338/2023, destinado a estabelecer regras para o uso da inteligência artificial no país. A proposta passa a integrar o debate legislativo sobre direitos, responsabilidades, riscos e governança da tecnologia.
  • 2023 — Google DeepMind propõe níveis de desenvolvimento da AGI: pesquisadores da Google DeepMind apresentam o trabalho “Levels of AGI for Operationalizing Progress on the Path to AGI”, com uma estrutura para classificar sistemas de inteligência artificial segundo desempenho, generalidade e autonomia. A publicação procura criar parâmetros mais objetivos para discutir o avanço em direção à chamada Inteligência Artificial Geral.
  • 2023 — ONU cria órgão consultivo de alto nível sobre inteligência artificial: diante da expansão da IA generativa, o secretário-geral das Nações Unidas institui um grupo internacional destinado a formular propostas para governança global da tecnologia. O trabalho resultaria posteriormente no relatório “Governing AI for Humanity”.
  • 2024 — Trabalho sobre níveis de AGI é apresentado na ICML: a proposta da Google DeepMind sobre classificação dos estágios da AGI é formalmente apresentada na International Conference on Machine Learning (ICML 2024), ampliando o debate científico sobre critérios para medir inteligência geral artificial.
  • 19/09/2024 — ONU lança relatório final sobre governança da inteligência artificial: o órgão consultivo de alto nível das Nações Unidas apresenta “Governing AI for Humanity”, com propostas para ampliar cooperação internacional, representação dos países e mecanismos de governança dos riscos e benefícios da IA.
  • 20/05/2025 — OIT e NASK divulgam estudo global sobre IA e empregos: levantamento da Organização Internacional do Trabalho e do instituto polonês NASK conclui que cerca de um em cada quatro trabalhadores no mundo está em ocupações com algum grau de exposição à inteligência artificial generativa. O estudo ressalta que, no cenário analisado, a transformação das ocupações é mais provável do que a substituição integral dos empregos.
  • 02/08/2025 — Entram em aplicação obrigações europeias para modelos de IA de propósito geral: passam a valer disposições do AI Act da União Europeia direcionadas aos fornecedores de modelos de inteligência artificial de finalidade geral, incluindo requisitos de documentação técnica, direitos autorais, transparência e, no caso de sistemas com risco sistêmico, medidas adicionais de avaliação e mitigação.
  • 03/02/2026 — É publicado o International AI Safety Report 2026: coordenado por Yoshua Bengio e elaborado com participação de mais de 100 especialistas, o documento consolida evidências sobre capacidades, riscos e mecanismos de segurança de sistemas de inteligência artificial de propósito geral. O relatório ressalta a elevada incerteza sobre a velocidade futura da evolução tecnológica e não estabelece data consensual para o surgimento de uma AGI.
  • 17/03/2026 — Google DeepMind apresenta nova estrutura para medir progresso rumo à AGI: a empresa publica o estudo “Measuring Progress Toward AGI: A Cognitive Taxonomy”, baseado em conceitos da ciência cognitiva e destinado a desenvolver avaliações mais consistentes das capacidades de sistemas de IA.
  • 02/08/2026 — Comissão Europeia passa a exercer plenamente poderes de fiscalização sobre obrigações de IA de propósito geral: conforme o calendário do AI Act, a Comissão Europeia passa a poder fiscalizar integralmente o cumprimento das obrigações aplicáveis aos fornecedores desses modelos, inclusive por meio de sanções previstas na regulamentação.
  • 21/09/2026 — Joaci Góes Filho publica “A Última Revolução Humana”: na segunda-feira (21/09/2026), às 8h05, o articulista publica na Tribuna da Bahia, em Salvador, o texto em que discute inteligência artificial, AGI, superinteligência, automação do trabalho, distribuição da riqueza, alinhamento, risco existencial e governança tecnológica.
  • 21/09/2026 — Debate internacional sobre padrões de segurança da IA ganha novo capítulo: no mesmo dia da publicação do artigo, propostas de coordenação internacional sobre segurança e padrões técnicos para inteligência artificial ganham repercussão em meio às discussões entre Estados Unidos e China e às atividades relacionadas à Assembleia Geral das Nações Unidas.
  • 22 a 23/09/2026 — Conselho de Segurança da ONU amplia debate sobre inteligência artificial: representantes de empresas desenvolvedoras e especialistas são convocados para discutir riscos da IA relacionados à segurança internacional, incluindo sistemas autônomos, cibersegurança e eventual perda de controle humano. Esses acontecimentos ocorreram depois da publicação do artigo de Joaci Góes e, portanto, devem ser apresentados apenas como desdobramentos posteriores que reforçam a atualidade do tema.
Publicado na Tribuna da Bahia em 21/09/2026, o artigo “A Última Revolução Humana”, de Joaci Góes Filho, apresenta a inteligência artificial como possível ruptura histórica e discute AGI, superinteligência, trabalho e alinhamento. Estudos da OIT e o International AI Safety Report confirmam transformação acelerada, mas não sustentam como certezas a chegada próxima da AGI, a eliminação generalizada dos empregos ou a perda inevitável do controle humano.
Artigo de Joaci Góes Filho debate AGI, superinteligência, futuro do trabalho e controle humano; estudos de 2026 mostram avanços da IA, riscos emergentes e incertezas sobre seus impactos.

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