A Bahia encerrou 2025 com crescimento em todos os oito rebanhos investigados pela Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e consolidou posições de destaque na pecuária brasileira. Dados divulgados nesta quarta-feira (30/09/2026) mostram que o estado registrou os maiores aumentos absolutos do país nos efetivos de ovinos, caprinos e equinos, alcançou novos recordes nos rebanhos bovino e ovino e elevou o valor da produção pecuária para R$ 3,464 bilhões, alta de 4,7% em relação a 2024. A expansão ocorreu, porém, em um cenário desigual: enquanto ovos, mel e aquicultura avançaram, a produção baiana de leite caiu 3,1%, a maior redução absoluta entre as unidades da Federação. ibgeba_release_ppm_2025
A PPM é uma pesquisa anual de abrangência nacional que reúne informações municipais sobre efetivos de rebanhos, produção de origem animal e aquicultura. Segundo o IBGE, o levantamento abrange bovinos, suínos, galináceos, equinos, bubalinos, caprinos, ovinos e outros efetivos, além de produtos como leite, ovos e mel. A unidade básica de investigação é o município, o que permite identificar não apenas a evolução estadual, mas também a distribuição territorial da atividade.
Todos os rebanhos baianos cresceram entre 2024 e 2025
Os dados do IBGE mostram crescimento nos oito grupos de animais apresentados para a Bahia. O maior avanço percentual ocorreu no rebanho de codornas, que passou de 225.585 para 259.309 cabeças, aumento de 14,9%. Em seguida aparecem os ovinos, com crescimento de 13,9%, e os caprinos, com 9,7%.
Em números absolutos, o efetivo de galináceos apresentou a maior expansão: foram acrescentadas 1.379.548 aves, elevando o total de 46.699.785 para 48.079.333. O crescimento foi de 3,0%.
Os ovinos tiveram acréscimo de 731.708 animais, alcançando 5.987.470 cabeças. Já os caprinos aumentaram em 413.487 animais, chegando a 4.693.784 cabeças. Os dados colocaram a Bahia na liderança nacional do crescimento absoluto dessas duas espécies. ibgeba_release_ppm_2025
Também houve alta entre bovinos, suínos, equinos e bubalinos. O rebanho bovino cresceu 130.445 cabeças, ou 1,0%; o suíno aumentou 14.300, equivalente a 1,2%; o efetivo de equinos avançou 13.896 cabeças, ou 2,9%; e o de bubalinos aumentou 677 animais, crescimento de 3,0%.
Bahia concentra mais de um terço dos caprinos do Brasil
Um dos resultados mais relevantes da PPM 2025 está na posição baiana na criação de pequenos ruminantes. O estado manteve o maior rebanho de caprinos do Brasil, com aproximadamente 4,7 milhões de animais, o equivalente a 34,7% de todo o efetivo nacional, estimado pelo IBGE em 13,5 milhões de cabeças. ibgeba_release_ppm_2025
Na criação de ovinos, a Bahia também preservou a liderança nacional. Os cerca de 6 milhões de animais existentes no estado representavam 26,8% do rebanho brasileiro de 22,3 milhões de cabeças.
A concentração regional é ainda mais expressiva quando considerada toda a Região Nordeste. Conforme o infográfico divulgado pelo IBGE, os estados nordestinos concentravam 96,6% dos caprinos e 75,8% dos ovinos existentes no país em 2025.
Pernambuco ocupava a segunda posição entre os estados nos dois segmentos, com 24,2% dos caprinos e 17,3% dos ovinos brasileiros. A diferença confirma a predominância da produção nordestina e, dentro dela, a posição central da Bahia.
Ovinos atingem recorde em 51 anos
O rebanho baiano de ovinos alcançou em 2025 o maior patamar registrado nos 51 anos da série histórica da PPM, iniciada em 1974. O crescimento ocorreu pelo quarto ano consecutivo.
A trajetória recente reforça a dimensão da expansão. Os dados oficiais disponíveis para 2024 indicavam 5,14 milhões de ovinos na Bahia. Em 2025, o efetivo chegou a aproximadamente 5,99 milhões. A série histórica divulgada pelo próprio IBGE mostra que o estado vinha ampliando o rebanho após registrar 4,25 milhões de cabeças em 2021.
Entre os caprinos, o resultado de 2025 foi o maior em 33 anos. O efetivo de 4,7 milhões de animais aproxima a Bahia da marca de 4,9 milhões registrada em 1992. ibgeba_release_ppm_2025
Casa Nova lidera rebanhos de ovinos e caprinos no Brasil
A predominância baiana aparece também no ranking municipal. Casa Nova, no norte do estado, liderou nacionalmente os dois segmentos, com 713,5 mil ovinos e 810,2 mil caprinos.
Na criação de ovinos, Juazeiro apareceu na segunda posição brasileira, com 453,4 mil cabeças, enquanto Remanso, com 414,2 mil, ocupou o quarto lugar. Dessa forma, três dos quatro maiores rebanhos municipais de ovinos do país estavam na Bahia. ibgeba_release_ppm_2025
Entre os caprinos, Juazeiro também ficou na segunda posição nacional, com 489,2 mil animais. Curaçá, com 368 mil, possuía o terceiro maior rebanho baiano e o quarto maior do Brasil.
Os resultados evidenciam a concentração da caprinovinocultura baiana sobretudo no semiárido e no norte do estado, onde diversos municípios aparecem simultaneamente entre os maiores produtores brasileiros.
Monte Santo e Uauá lideram expansão nacional
Além dos grandes rebanhos já consolidados, dois municípios baianos apresentaram os maiores aumentos absolutos do país em suas respectivas categorias.
Monte Santo acrescentou 114,2 mil ovinos entre 2024 e 2025. O rebanho municipal chegou a 221,2 mil cabeças, avanço de 106,8% em apenas um ano. Com isso, o município passou a deter o sétimo maior efetivo de ovinos da Bahia e o 12º maior do Brasil. ibgeba_release_ppm_2025
Na caprinocultura, Uauá registrou o maior aumento absoluto nacional, com 53,5 mil novas cabeças. O efetivo chegou a 263 mil animais, crescimento de 25,5%, colocando o município na quinta posição estadual e na sétima nacional. ibgeba_release_ppm_2025
Rebanho bovino chega a 13,8 milhões e estabelece novo recorde
A bovinocultura baiana também alcançou uma marca histórica. Entre 2024 e 2025, o número de bovinos passou de aproximadamente 13,7 milhões para 13,8 milhões, crescimento de 1,0% e acréscimo de 130,4 mil cabeças.
Foi o segundo maior crescimento absoluto entre os estados brasileiros, praticamente empatado com Sergipe, que acrescentou cerca de 130,5 mil animais.
Com o resultado, a Bahia alcançou o maior efetivo bovino dos 51 anos da série histórica da PPM. O avanço foi o quinto consecutivo no estado. ibgeba_release_ppm_2025
O movimento baiano ocorreu na direção oposta ao cenário nacional. O rebanho bovino brasileiro caiu 1,7% em 2025, para aproximadamente 234,3 milhões de cabeças. A Bahia respondeu por 5,9% desse total e manteve o sétimo maior rebanho do país.
Dados nacionais divulgados pelo IBGE mostram que a redução do rebanho brasileiro ocorreu simultaneamente à manutenção de um estoque bovino superior à população do país, reforçando a magnitude econômica da cadeia pecuária nacional.
Santa Rita de Cássia mantém maior rebanho bovino da Bahia
Santa Rita de Cássia permaneceu como o município com maior rebanho bovino baiano, com 242,6 mil animais em 2025.
O município registrou crescimento de 19,6% em um ano, equivalente à incorporação de aproximadamente 39,8 mil cabeças, o maior aumento absoluto entre os municípios do estado.
Na sequência apareceram Itamaraju, com 183,5 mil bovinos, e Itanhém, com 183,1 mil, mantendo respectivamente a segunda e a terceira posições estaduais. ibgeba_release_ppm_2025
Bahia sobe para segundo lugar nacional em equinos
O efetivo de equinos apresentou outro desempenho de destaque. Entre 2024 e 2025, o número de cavalos, éguas, potros e potrancas aumentou de aproximadamente 480,2 mil para 494,1 mil, avanço de 2,9%.
O acréscimo de 13,9 mil animais foi o maior entre todas as unidades da Federação, enquanto o rebanho nacional caiu 2,5%, com redução de aproximadamente 140,8 mil equinos. ibgeba_release_ppm_2025
Com o desempenho, a Bahia ultrapassou Pará e Rio Grande do Sul e avançou da quarta para a segunda posição nacional, atrás apenas de Minas Gerais, que possuía 721,4 mil cabeças.
Os equinos baianos representavam 8,9% dos cerca de 5,6 milhões existentes no país.
Itanhém liderou o ranking estadual, com 6,6 mil equinos, seguido por Vitória da Conquista, com 6,2 mil, e Itapetinga, com 5,9 mil. Já Teofilândia apresentou o maior crescimento absoluto na Bahia, adicionando 1,4 mil animais e chegando a 3,5 mil.
Galináceos superam 48 milhões de animais
A avicultura também expandiu seu efetivo. O número de galináceos aumentou 3,0%, de 46,7 milhões para 48,1 milhões de cabeças, correspondendo a aproximadamente 1,4 milhão de animais adicionais.
O crescimento ocorreu tanto entre aves destinadas ao abate, cujo efetivo subiu de 39,3 milhões para 40,3 milhões, alta de 2,6%, quanto entre galinhas poedeiras.
O número de poedeiras voltou a crescer depois de dois anos de retração, passando de 7,4 milhões para 7,8 milhões, aumento de 5,0%. ibgeba_release_ppm_2025
A Bahia manteve o oitavo maior efetivo de galináceos do Brasil, equivalente a cerca de 3,0% do plantel nacional de 1,6 bilhão de aves.
Produção de ovos bate novo recorde histórico
O aumento das poedeiras acompanhou um novo recorde na produção de ovos. A Bahia produziu 134,1 milhões de dúzias em 2025, crescimento de 5,2%, ou cerca de 6,7 milhões de dúzias adicionais.
Foi o sexto crescimento anual consecutivo e a maior produção desde o início da série histórica da PPM, em 1974. ibgeba_release_ppm_2025 ibgeba_release_ppm_2025
Eunápolis liderou a produção estadual, com 28,1 milhões de dúzias, seguida por Barreiras, com 14,9 milhões, e Entre Rios, com 7,8 milhões.
Glória apresentou o maior crescimento absoluto: a produção passou de 5,6 milhões para 7,2 milhões de dúzias, avanço de 27,7%, fazendo o município subir da quinta para a quarta posição no estado.
Apesar do recorde estadual, a Bahia caiu da 11ª para a 12ª posição nacional, respondendo por 2,3% das aproximadamente 5,7 bilhões de dúzias produzidas no Brasil.
Valor dos ovos aumenta 18,7%
O crescimento quantitativo foi acompanhado por forte elevação do valor da produção. A receita estimada com ovos passou de R$ 741,2 milhões em 2024 para R$ 879,9 milhões em 2025, alta de 18,7%.
O movimento reverteu a redução registrada no ano anterior. Em 2024, embora a produção física já tivesse atingido recorde, o valor gerado havia recuado.
A evolução confirma uma mudança importante em relação ao quadro registrado pelo Jornal Grande Bahia na PPM de 2024, quando a expansão da produção convivia com redução de valor.
Produção de leite cai 3,1% e registra maior redução absoluta do país
O principal resultado negativo da pesquisa na Bahia ocorreu na produção de leite. O volume caiu para 1,230 bilhão de litros, redução de 3,1% em comparação com 2024.
Foram produzidos aproximadamente 40 milhões de litros a menos, a maior queda absoluta entre todos os estados brasileiros. ibgeba_release_ppm_2025
O desempenho contrastou com o resultado nacional. A produção brasileira cresceu 2,7%, alcançando 36,7 bilhões de litros.
Com a retração, a Bahia caiu da oitava para a nona posição nacional entre os produtores de leite.
Apesar do menor volume, o valor gerado pela atividade aumentou 0,3%, chegando a aproximadamente R$ 2,5 bilhões.
Os maiores produtores baianos foram Itarantim, com 37,7 milhões de litros; Medeiros Neto, com 26 milhões; e Jaborandi, com 24 milhões.
Mel volta a crescer após dois anos de queda
A produção de mel apresentou movimento inverso. Depois de dois anos consecutivos de retração, o volume aumentou de aproximadamente 4,6 mil para 4,8 mil toneladas, alta de 4,2%, correspondente a mais 192,3 toneladas.
Apesar da recuperação, a Bahia caiu da sétima para a oitava posição nacional, respondendo por 6,7% das 71,3 mil toneladas produzidas no Brasil em 2025. ibgeba_release_ppm_2025
O valor da produção baiana de mel cresceu 15,6%, chegando a R$ 58,4 milhões.
Campo Alegre de Lourdes liderou o estado, com 776 toneladas, volume que também colocou o município como oitavo maior produtor brasileiro. Na sequência apareceram Jeremoabo, com 323 toneladas, e Remanso, com 211 toneladas.
Valor da produção animal alcança R$ 3,464 bilhões
A combinação de expansão de rebanhos e aumento no valor dos produtos levou a produção pecuária baiana a novo patamar.
O valor total passou de R$ 3,308 bilhões em 2024 para R$ 3,464 bilhões em 2025, crescimento nominal de 4,7%, equivalente a aproximadamente R$ 156,3 milhões adicionais.
Segundo o IBGE, esse foi o maior valor nominal registrado nos 31 anos de vigência do Real, considerando a série desde 1994. Todos os quatro produtos de origem animal considerados no cálculo tiveram crescimento do valor da produção. ibgeba_release_ppm_2025
A expressão “recorde”, nesse caso, refere-se aos valores correntes apurados pela pesquisa. O material fornecido não apresenta uma série corrigida pela inflação e, portanto, não permite concluir, apenas com esses dados, que o resultado represente recorde em termos reais de poder de compra.
Aquicultura chega a R$ 319,4 milhões e estabelece recorde
A aquicultura também apresentou expansão expressiva. O valor produzido aumentou 14,6%, passando de R$ 278,8 milhões para R$ 319,4 milhões.
Foi o terceiro avanço anual consecutivo e o maior valor da série histórica iniciada em 2013. ibgeba_release_ppm_2025
Dois produtos responderam pela maior parte da atividade: tilápia e camarão, que juntos concentraram 85,8% do valor total da aquicultura baiana.
O camarão gerou R$ 129,8 milhões, crescimento de 25,3%. A produção física avançou 29,5%, chegando a 6,2 mil toneladas. A Bahia subiu da quinta para a quarta posição nacional entre os maiores produtores do crustáceo.
Valença liderou a carcinicultura baiana, com 2,7 mil toneladas produzidas.
Tilápia chega a 13,3 mil toneladas
A tilápia permaneceu como o principal produto individual da aquicultura baiana em valor.
A produção cresceu 6,1%, alcançando 13,3 mil toneladas, enquanto a receita aumentou 7,9%, chegando a R$ 144,1 milhões. ibgeba_release_ppm_2025
A Bahia manteve a nona posição entre os maiores produtores brasileiros de tilápia.
O município de Glória respondeu sozinho por 64,2% da produção estadual, com 8,5 mil toneladas. O volume permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior.
A expansão ocorre em um ambiente de iniciativas voltadas à diversificação da aquicultura no estado. Em março de 2026, por exemplo, a Bahia Pesca iniciou em Baixa Grande um projeto de cultivo integrado de tilápias e camarões utilizando água salina proveniente de sistema de dessalinização. Jornal Grande Bahia
Resultados de 2025 ampliam avanços registrados no ano anterior
A PPM de 2024 já havia identificado crescimento dos principais rebanhos baianos. Naquele levantamento, a Bahia tinha atingido o maior rebanho bovino de sua série histórica até então e mantido a liderança brasileira em ovinos e caprinos. Os números de 2025 mostram continuidade dessa trajetória em diversas cadeias. O rebanho bovino cresceu pelo quinto ano consecutivo, enquanto ovinos e caprinos avançaram pelo quarto ano seguido.
A comparação também evidencia mudanças internas: leite e mel inverteram a direção observada anteriormente. Em 2024, a produção leiteira havia crescido 2,2%, enquanto o mel havia recuado 5,6%. Em 2025, o leite caiu e o mel voltou a aumentar.
PPM permite acompanhar diferenças entre municípios e cadeias produtivas
A Pesquisa da Pecuária Municipal constitui uma das principais bases estatísticas para acompanhar a produção animal brasileira. O levantamento é realizado anualmente e divulga resultados para Brasil, regiões, unidades da Federação e municípios.
Essa desagregação permite identificar fenômenos que médias estaduais não revelam. No caso baiano, por exemplo, a liderança estadual em caprinos e ovinos está fortemente associada a municípios do norte e do semiárido, enquanto bovinocultura, leite, avicultura, mel e aquicultura apresentam outros polos territoriais.
O próprio IBGE ressalta que os dados podem ser posteriormente submetidos à política institucional de revisão quando surgem informações tardias, correções de informantes ou procedimentos de crítica e imputação estatística.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 1974 — O IBGE passa a responder integralmente pela pesquisa que daria origem à atual Pesquisa da Pecuária Municipal e começa a série utilizada como referência para vários dos recordes de 2025. IBGE
- 1992 — O rebanho baiano de caprinos registra cerca de 4,9 milhões de animais, referência histórica anterior ao total alcançado em 2025. ibgeba_release_ppm_2025
- 2013 — A aquicultura passa a integrar o escopo da PPM; a série estadual utilizada pelo IBGE para esse segmento começa nesse ano. IBGE
- 2021 — A Bahia registra 4,25 milhões de ovinos e 3,41 milhões de caprinos, antes da sequência de quatro anos de crescimento que culminaria nos resultados de 2025. IBGE
- 2024 — O estado alcança recordes então históricos na bovinocultura e na produção de ovos, mantém a liderança brasileira em ovinos e caprinos e registra avanço da produção leiteira. Jornal Grande Bahia
- 2025 — Todos os oito efetivos de rebanhos analisados na Bahia crescem; ovinos, caprinos e equinos registram os maiores aumentos absolutos do país em suas categorias. ibgeba_release_ppm_2025
- 2025 — O rebanho bovino chega a 13,8 milhões de cabeças, novo máximo da série de 51 anos, enquanto os ovinos se aproximam de 6 milhões e também estabelecem recorde. ibgeba_release_ppm_2025
- 2025 — A produção de ovos alcança 134,1 milhões de dúzias, e o valor da produção sobe para R$ 879,9 milhões. ibgeba_release_ppm_2025
- 2025 — A produção de leite cai 3,1%, para 1,230 bilhão de litros, enquanto a produção de mel volta a crescer e chega a 4,8 mil toneladas. ibgeba_release_ppm_2025
- 2025 — O valor da aquicultura alcança R$ 319,4 milhões, recorde da série iniciada em 2013, impulsionado principalmente por tilápia e camarão. ibgeba_release_ppm_2025
- 30/09/2026 — Os resultados da PPM 2025 chegam ao debate público com um quadro de expansão dos rebanhos baianos, combinado a diferenças significativas entre cadeias e regiões produtoras.
Os resultados da PPM mostram uma pecuária baiana em expansão quantitativa e com especialização territorial pronunciada. O crescimento simultâneo dos oito rebanhos é relevante, mas os números mais estruturantes aparecem na caprinovinocultura. A Bahia concentra 34,7% dos caprinos e 26,8% dos ovinos brasileiros, enquanto o Nordeste reúne 96,6% e 75,8%, respectivamente. Isso coloca a região e o estado no centro nacional dessas cadeias, sobretudo em municípios do semiárido.
O quadro, entretanto, não é homogêneo. O recorde nos rebanhos bovino e ovino, a alta da produção de ovos e o avanço da aquicultura coexistem com uma redução de 40 milhões de litros de leite. Como os dados disponibilizados descrevem produção, efetivos e valores, mas não detalham por si mesmos todos os fatores econômicos, climáticos, tecnológicos ou de mercado responsáveis pelas variações, atribuir causalidade à queda do leite ou aos fortes aumentos municipais exigirá informações complementares sobre produtividade, custos, preços, clima, alimentação animal e estrutura dos estabelecimentos.
Também é necessário distinguir expansão física de ganho econômico real. O valor nominal da produção pecuária chegou ao recorde de R$ 3,464 bilhões, mas a comparação apresentada pelo IBGE não está deflacionada no material analisado. A avaliação da evolução efetiva da renda dos produtores depende, portanto, de indicadores adicionais sobre inflação, custos de insumos, margens e preços recebidos.
A Bahia ampliou todos os rebanhos pesquisados em 2025, permaneceu líder brasileira em ovinos e caprinos, estabeleceu novos recordes nos bovinos, ovinos e ovos e elevou o valor da pecuária e da aquicultura.








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