Nesta sexta-feira (02/10/2026), a dois dias do primeiro turno das Eleições Gerais, o mais recente levantamento nacional do Datafolha registra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto totais e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 38%; no cálculo de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, os percentuais chegam a 45% e 40%, respectivamente. Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, o resultado é de 48% a 45%, diferença classificada pelo instituto como empate técnico. A pesquisa ouviu 2.506 eleitores, em 152 municípios, entre 29/09 e 01/10/2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-08039/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O primeiro turno ocorrerá no domingo, 04/10/2026, e eventual segundo turno está marcado para 25/10/2026. Segundo o TSE, 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar no país.
Lula chega a 45% dos válidos e Flávio Bolsonaro a 40%
No cenário estimulado de primeiro turno, considerando todos os entrevistados, Lula passou de 40% para 42% entre as duas pesquisas mais recentes, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 36% para 38%. Augusto Cury (Avante) aparece com 4%, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 3% cada, e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) registram 1%. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos representam 2%. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Quando o Datafolha recalcula o cenário considerando apenas os votos válidos, Lula alcança 45%, Flávio chega a 40%, Cury tem 4%, Caiado e Renan registram 3% cada, e Zema e Samara aparecem com 1%. O percentual atribuído a Lula permanece abaixo da maioria absoluta necessária para definir a eleição presidencial no primeiro turno.
Pelas regras da Justiça Eleitoral, presidente da República é eleito no primeiro turno somente quando obtém mais da metade dos votos válidos, sem computar brancos e nulos. Se nenhuma candidatura alcançar essa maioria absoluta, os dois nomes mais votados disputam o segundo turno. Portanto, o percentual de 45% constitui uma medição amostral e não permite antecipar se haverá ou não segunda votação.
O relatório registra ainda que Leonardo Avalanche (PRTB) anunciou desistência depois do registro da pesquisa na Justiça Eleitoral, motivo pelo qual seu nome permaneceu no cartão apresentado aos entrevistados durante a coleta.
Últimas quatro pesquisas Datafolha mostram crescimento simultâneo dos dois principais candidatos
A comparação das quatro rodadas nacionais mais recentes revela uma característica importante: Lula e Flávio Bolsonaro avançaram simultaneamente, enquanto a distância entre eles permaneceu relativamente estreita.
No primeiro turno, Lula percorreu a sequência 39% → 39% → 40% → 42%, um crescimento nominal de três pontos desde a rodada de 8 a 10 de setembro. Flávio passou de 35% → 36% → 36% → 38%, também acumulando três pontos. A distância entre ambos foi, sucessivamente, de 4, 3, 4 e 4 pontos percentuais. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
A série em votos válidos apresenta movimento semelhante: Lula registrou 43%, 43%, 43% e 45%, enquanto Flávio marcou 38%, 39%, 39% e 40%. A diferença foi de cinco pontos em 8 a 10 de setembro, quatro nas duas rodadas seguintes e cinco pontos na pesquisa mais recente. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Comparação em percentuais e equivalentes amostrais
Os relatórios divulgados apresentam percentuais ponderados, e não a quantidade bruta de entrevistas atribuídas individualmente a cada candidatura. Por isso, os números absolutos abaixo são equivalentes amostrais aproximados, obtidos pela multiplicação do percentual publicado pelo tamanho da amostra. Eles servem para dimensionar os levantamentos, mas não representam contagens brutas de questionários nem projeções de votos nacionais.
- 08 a 10/09 — Amostra: 2.002
- 1º turno: Lula 39% (≈ 781) | Flávio 35% (≈ 701)
- 2º turno: Lula 46% (≈ 921) | Flávio 44% (≈ 881)
- 15 a 17/09 — Amostra: 2.001
- 1º turno: Lula 39% (≈ 780) | Flávio 36% (≈ 720)
- 2º turno: Lula 46% (≈ 920) | Flávio 44% (≈ 880)
- 22 e 23/09 — Amostra: 2.002
- 1º turno: Lula 40% (≈ 801) | Flávio 36% (≈ 721)
- 2º turno: Lula 47% (≈ 941) | Flávio 45% (≈ 901)
- 29/09 a 01/10 — Amostra: 2.506
- 1º turno: Lula 42% (≈ 1.053) | Flávio 38% (≈ 952)
- 2º turno: Lula 48% (≈ 1.203) | Flávio 45% (≈ 1.128)
Na primeira dessas rodadas, realizada entre 8 e 10 de setembro, o Datafolha ouviu 2.002 pessoas e registrou a pesquisa sob o número BR-01833/2026. Na ocasião, o segundo turno entre Lula e Flávio marcava 46% a 44%.
Entre 15 e 17 de setembro, a amostra informada pelo próprio instituto foi de 2.001 entrevistas, com registro BR-04029/2026. O primeiro turno ficou em 39% a 36% e o confronto direto permaneceu em 46% a 44%.
Nos dias 22 e 23 de setembro, foram feitas 2.002 entrevistas, registradas sob o número BR-00304/2026. Lula marcou 40% e Flávio 36% no primeiro turno; no segundo, os percentuais foram 47% e 45%.
Na rodada encerrada em 01/10, a amostra foi ampliada para 2.506 entrevistas. Os dois candidatos cresceram dois pontos no primeiro turno, para 42% e 38%, enquanto o confronto direto passou a 48% a 45%.
A diferença absoluta aproximada dentro das respectivas amostras foi de cerca de 80, 60, 80 e 101 equivalentes de entrevistados no primeiro turno. No cenário Lula–Flávio de segundo turno, as diferenças equivalentes foram de aproximadamente 40, 40, 40 e 75. Como o tamanho das amostras não é idêntico e os resultados são ponderados e arredondados, essas quantidades não devem ser utilizadas isoladamente para comparar a intensidade da vantagem entre levantamentos.
Segundo turno permanece dentro da margem de erro nas quatro rodadas
O gráfico de segundo turno do relatório Datafolha, apresentado na página 18, mostra Lula com 46% e Flávio com 44% nas pesquisas de 8 a 10 e de 15 a 17 de setembro. Na rodada seguinte, os percentuais passaram para 47% e 45%. No levantamento mais recente, chegaram a 48% e 45%. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Isso significa que, entre a primeira e a quarta pesquisa da comparação, Lula avançou dois pontos no confronto direto, enquanto Flávio cresceu um. A diferença nominal entre os dois variou de dois para três pontos, permanecendo dentro do intervalo considerado pelo Datafolha como empate técnico.
Na rodada atual, 6% declaram voto branco, nulo ou nenhum em um confronto Lula–Flávio e 1% permanece indeciso. O instituto ressalta que a distância de três pontos está dentro da margem de erro de dois pontos para cada candidatura. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Cresce a consolidação do voto na reta final
Outro indicador relevante da série é a redução gradual da parcela sujeita a mudança. Entre os entrevistados que indicaram alguma opção na pergunta estimulada, a proporção que afirmou estar totalmente decidida passou de 75%, entre 8 e 10 de setembro, para 76%, depois 80% e, finalmente, 82%. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Na pesquisa mais recente, 17% dos entrevistados com uma opção declarada afirmaram que ainda podem mudar. Entre os eleitores de Lula, 88% dizem estar totalmente decididos; entre os de Flávio, o índice é de 87%.
A pesquisa espontânea registra simultaneamente forte redução da indecisão. Lula passou de 33% para 35%, 36% e 39% nas últimas quatro rodadas, enquanto Flávio avançou de 25% para 26%, 27% e 31%. No mesmo período, o contingente sem candidato na pergunta espontânea recuou de 23% para 21%, 18% e 13%. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Os dois indicadores medem fenômenos diferentes. A espontânea verifica quem é lembrado sem apresentação prévia dos nomes; a pergunta sobre decisão é feita entre os eleitores que já declararam uma opção. Em conjunto, contudo, os dados registram maior definição das preferências declaradas na aproximação da votação, sem eliminar a possibilidade de mudanças de última hora.
Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro converge em 45%
A elevada concentração da disputa convive com níveis semelhantes de rejeição. Entre 8 e 10 de setembro, 46% declaravam não votar de maneira alguma em Flávio Bolsonaro e o mesmo percentual rejeitava Lula. Na rodada de 15 a 17 de setembro, ambos chegaram a 47%. Nas duas pesquisas seguintes, os índices ficaram em 45% para cada um. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
No levantamento atual, Renan Santos tem rejeição de 16%, Zema 15%, Caiado 14%, Cury e Rui Costa Pimenta 11% cada. Esses percentuais não são diretamente comparáveis à intenção de voto: rejeição mede a parcela que declara não votar em determinado candidato em nenhuma hipótese, enquanto intenção mede a escolha declarada naquele momento.
A combinação entre concentração de intenção de voto e rejeição elevada aos dois primeiros colocados torna especialmente relevante o comportamento de eleitores atualmente ligados aos demais candidatos caso haja uma segunda votação. O próprio Datafolha, porém, registra margens de erro maiores nos recortes envolvendo grupos eleitorais menores, o que recomenda cautela ao interpretar transferências de voto.
Nordeste, renda, religião e escolaridade revelam diferenças internas
A pesquisa mais recente registra diferenças relevantes entre segmentos sociais, econômicos e regionais. Lula chega a 56% no Nordeste, contra 26% de Flávio Bolsonaro; entre pessoas com escolaridade fundamental, os índices são de 54% a 27%; e nos domicílios com renda familiar de até dois salários mínimos, de 50% a 28%. Entre católicos, Lula registra 50%, diante de 32% do candidato do PL.
Flávio aparece numericamente à frente no Sul, com 50% contra 30%, e entre evangélicos, por 52% a 26%. Nas famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos, o senador registra 47%, contra 34% de Lula; acima de cinco salários, os percentuais são 47% e 37%.
No Sudeste, o resultado é de 40% para Lula e 39% para Flávio. No interior do país, a diferença é de 42% a 39%. Entre pessoas que recebem o Bolsa Família ou vivem em domicílios com beneficiários, Lula registra 56% e Flávio 26%; fora desse universo, os percentuais são 38% e 41%, respectivamente. Esses cruzamentos descrevem associações presentes na amostra e não demonstram, isoladamente, relação causal entre renda, religião, programas sociais ou região e a decisão individual do voto. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
Avaliação do governo também permanece dividida
Como Lula disputa a reeleição exercendo a Presidência, a avaliação da administração federal constitui outra variável de contexto. No levantamento encerrado em 1º de outubro, 35% classificam o governo como ótimo ou bom, 41% como ruim ou péssimo e 23% como regular. A aprovação pessoal do trabalho presidencial é de 48%, enquanto 49% desaprovam e 3% não opinam.
Os números reforçam a existência de um eleitorado nacional dividido, mas não permitem estabelecer de forma automática quanto da avaliação administrativa será convertido em voto. Aprovação de governo, intenção eleitoral, rejeição e decisão do voto são indicadores distintos e precisam ser examinados separadamente.
Pesquisas de diferentes institutos reforçam necessidade de cautela
O quadro Datafolha integra um conjunto mais amplo de levantamentos divulgados na reta final. Pesquisas recentes de Real Time Big Data, Quaest, AtlasIntel/Bloomberg, Palver, Nexus e Meio/Ideia apresentaram diferenças metodológicas e variações nos percentuais atribuídos a Lula e Flávio Bolsonaro; em vários cenários de segundo turno, as distâncias registradas permanecem dentro das respectivas margens de erro.
Essa dispersão não invalida os levantamentos: métodos de coleta, desenho amostral, ponderação, período de campo e formulação das perguntas podem produzir fotografias diferentes. Também impede que uma medição isolada seja tratada como antecipação do resultado das urnas.
O TSE determinou que o primeiro turno seja realizado em 04/10, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A eventual segunda votação presidencial ocorrerá em 25/10/2026.
Linha do tempo dos principais acontecimentos
- 08 a 10/09/2026 — Datafolha registra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno; no confronto direto, 46% a 44%. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, com margem de erro de dois pontos e registro BR-01833/2026. A parcela totalmente decidida era de 75%.
- 15 a 17/09/2026 — Lula permanece em 39%, enquanto Flávio sobe para 36%. No segundo turno, repetem-se 46% a 44%. A pesquisa teve 2.001 entrevistas e registro BR-04029/2026; 76% dos que tinham opção declarada afirmaram estar decididos.
- 22 e 23/09/2026 — Lula chega a 40% e Flávio permanece com 36%; no segundo turno, aparecem 47% e 45%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores, registro BR-00304/2026, e a decisão do voto alcança 80%.
- 29/09 a 01/10/2026 — Lula sobe para 42% dos votos totais e 45% dos válidos; Flávio alcança 38% dos totais e 40% dos válidos. No segundo turno, a simulação registra 48% a 45%. A amostra cresce para 2.506 entrevistas, e 82% dos eleitores com opção dizem estar totalmente decididos. pmzl5pv3clpqn4qxot1ykftnjvnus9a…
- 04/10/2026 — primeiro turno das Eleições Gerais, conforme o calendário oficial do TSE. Eventual segundo turno para presidente e governadores está previsto para 25/10/2026.
A sequência das quatro pesquisas do Datafolha não registra uma ruptura entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas uma concentração crescente das preferências nos dois candidatos. Ambos avançaram três pontos no primeiro turno desde a rodada de 8 a 10 de setembro, ao mesmo tempo em que a diferença entre eles oscilou apenas entre três e quatro pontos. No segundo turno, a distância variou entre dois e três pontos, sempre dentro da margem considerada pelo instituto como empate técnico. Os dados descrevem estabilidade relativa da diferença combinada com crescimento simultâneo das duas candidaturas, e não permitem concluir por antecipação o resultado eleitoral.
A redução da indecisão espontânea, de 23% para 13%, e o aumento da parcela totalmente decidida, de 75% para 82%, indicam uma etapa mais avançada de consolidação das escolhas declaradas. Ainda assim, 17% dos entrevistados que já indicaram alguma opção admitem mudança, e o resultado efetivo também dependerá da participação eleitoral, da abstenção, dos votos brancos e nulos e de decisões tomadas após o encerramento do campo. Pesquisa eleitoral mede preferências em um intervalo determinado; não constitui contagem antecipada das urnas.
Os recortes regionais, religiosos, econômicos e educacionais mostram bases eleitorais distintas, enquanto a rejeição idêntica de 45% a Lula e Flávio evidencia resistência relevante às duas principais candidaturas. Não há, entretanto, base metodológica no levantamento para atribuir causalmente essas diferenças a um único fator, medida governamental, acontecimento da campanha ou característica social. Qualquer interpretação desse tipo exige séries adicionais, dados específicos e comparação com outros institutos.
O Datafolha encerra a última rodada disponível até 02/10/2026 com Lula em 45% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro em 40%, enquanto a simulação direta registra 48% a 45% e empate técnico. A relevância pública está na proximidade temporal da votação e na consolidação crescente do eleitorado. Caberá à Justiça Eleitoral, por meio do TSE e dos tribunais regionais, organizar, totalizar e divulgar o resultado oficial; aos partidos, candidatos e fiscais, acompanhar o processo; e à imprensa, distinguir permanentemente medições amostrais, alegações de campanha e resultados efetivamente apurados.








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