Senador Jaques Wagner destaca mobilização estudantil por Lula e educação e defende reforço da campanha nas redes no 2º turno

O senador Jaques Wagner (PT-BA) destacou, nesta quinta-feira (08/10/2026), as manifestações realizadas por estudantes universitários em diferentes cidades brasileiras em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em defesa da educação pública. Durante entrevista ao Grupo A Tarde, o parlamentar relacionou os atos à mobilização política para o segundo turno das Eleições 2026 e defendeu uma ampliação da presença da campanha nas redes sociais.

Ao comentar as manifestações, Wagner afirmou que os estudantes demonstraram preocupação com uma eventual mudança na condução das políticas destinadas às universidades públicas. Em sua avaliação, o grupo político ligado à família Bolsonaro representa risco para a continuidade das políticas educacionais defendidas pelo governo Lula. Trata-se de uma avaliação política do senador, inserida no contexto da disputa presidencial.

“A moçada vê o perigo chegando. Todo mundo está passando sebo nas canelas e trabalhando. A juventude deu demonstração de defesa da democracia em vários estados”, declarou Wagner.

Mobilizações de estudantes alcançam Salvador e outras capitais

Em Salvador, estudantes realizaram uma manifestação na noite de quarta-feira (07/10/2026). O grupo concentrou-se na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela, e posteriormente percorreu vias da região central da capital baiana em apoio à candidatura de Lula no segundo turno.

Os participantes também apresentaram reivindicações relacionadas à educação pública, aos direitos sociais e a outras pautas políticas. A mobilização baiana integrou um movimento mais amplo promovido por organizações estudantis após o primeiro turno das eleições presidenciais.

No Rio de Janeiro, estudantes secundaristas e universitários também participaram, em 07/10/2026, de uma manifestação organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE). O ato percorreu a região central da cidade e reuniu bandeiras relacionadas à gratuidade da educação pública, investimentos em universidades e institutos federais e à continuidade de programas educacionais.

Wagner associa mobilização à defesa das universidades públicas

Na entrevista, Jaques Wagner concentrou sua avaliação no envolvimento dos jovens durante o período eleitoral. O senador afirmou que a participação estudantil demonstra uma percepção, entre os manifestantes, de que o resultado da eleição presidencial poderá interferir diretamente nas políticas destinadas ao ensino superior público.

A referência aos Bolsonaros foi utilizada pelo parlamentar no contexto da disputa presidencial. No segundo turno de 2026, Lula disputa a Presidência contra Flávio Bolsonaro (PL), com votação marcada para domingo, 25/10/2026. As manifestações estudantis registradas nesta semana têm ocorrido em meio à intensificação das estratégias das duas campanhas após o primeiro turno.

A avaliação apresentada por Wagner não constitui uma conclusão institucional sobre o futuro das universidades, mas expressa a posição política do senador e da campanha governista. Organizações estudantis que participam dos atos, por sua vez, apresentam como pautas a manutenção dos investimentos federais em educação e o fortalecimento das universidades e institutos públicos.

Redes sociais passam ao centro da estratégia defendida por Wagner

Além de comentar os atos estudantis, Wagner afirmou que a campanha de Lula deverá intensificar a atuação nas redes sociais durante o segundo turno. Para o senador, o período reduzido até a votação exige uma estratégia capaz de alcançar rapidamente um número maior de eleitores.

“Eu diria até que mais nas redes do que nas ruas. Nós temos pouco tempo e a comunicação via internet atinge muito mais do que você sair fazendo grandes comícios”, afirmou.

A declaração aponta para uma estratégia de campanha baseada na combinação entre mobilização presencial e comunicação digital. Segundo Wagner, plataformas de internet permitem ampliar a circulação de mensagens eleitorais e alcançar segmentos do eleitorado que não participam diretamente de comícios, caminhadas ou reuniões políticas.

Campanha pretende combinar internet e convencimento direto

Apesar da ênfase nas redes, Wagner também defendeu a manutenção do contato direto com os eleitores. Segundo o senador, a campanha deverá combinar produção e distribuição de conteúdo digital com conversas presenciais, inclusive por meio do convencimento individual.

A proposta apresentada pelo parlamentar prevê uma atuação simultânea em diferentes frentes: presença nas plataformas digitais, mobilização de militantes, participação de estudantes e apoiadores e diálogo “porta a porta” com eleitores considerados ainda passíveis de convencimento.

A estratégia ocorre em uma etapa decisiva do calendário eleitoral. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro de 2026, o que concentra em pouco mais de duas semanas as iniciativas de comunicação, mobilização territorial e busca de votos pelas candidaturas.

Jaques Wagner permanece entre os principais aliados de Lula na Bahia

A participação de Wagner na campanha presidencial ocorre poucos dias depois das eleições de 04/10/2026, quando o parlamentar conquistou a reeleição para o Senado pela Bahia. Segundo a Agência Senado, Wagner obteve aproximadamente 3,9 milhões de votos, correspondentes a cerca de 27,6% dos votos válidos, enquanto Rui Costa também foi eleito senador pelo estado.

Ao longo da campanha estadual, Wagner manteve sua atuação vinculada politicamente às candidaturas de Lula à Presidência e de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Governo da Bahia. O senador já havia participado de atos eleitorais, programas de governo e mobilizações de campanha ao lado das principais lideranças petistas no estado.

No segundo turno presidencial, a atuação das lideranças baianas passa a se concentrar na disputa nacional. As próximas semanas deverão mostrar o alcance das manifestações estudantis, a capacidade de mobilização das campanhas nas redes sociais e o impacto das estratégias de convencimento sobre os eleitores que definirão a eleição presidencial.


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