O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou otimismo com a possibilidade de aprovação da proposta de fim da escala de trabalho 6×1 no Senado Federal e defendeu a manutenção de investimentos públicos em infraestrutura. No campo adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) reuniu governadores eleitos que declararam apoio à sua candidatura e recebeu a adesão do escritor Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno da disputa presidencial, segundo as informações apresentadas.
As movimentações ocorreram em Brasília e incluíram manifestações sobre direitos trabalhistas, política fiscal, programas sociais, aposentadorias e compromissos políticos. Enquanto Lula enfatizou a redução da jornada semanal sem diminuição salarial e a aplicação de recursos em obras estruturantes, Flávio Bolsonaro procurou ampliar sua base de apoio e apresentou declarações sobre a manutenção do Bolsa Família e o reajuste dos benefícios previdenciários.
Lula defende aprovação do fim da escala 6×1 sem redução salarial
Após passar o dia reunido com a coordenação de campanha, em Brasília, Lula fez um pronunciamento à imprensa no fim da tarde. Durante a declaração, o presidente demonstrou confiança no avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho atualmente organizada em seis dias de atividade para um de descanso.
“Quero dizer para o povo brasileiro que vamos conseguir aprovar uma lei que garanta ao trabalhador o direito de ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias. Esse é o nosso compromisso, sem redução de salário”, afirmou Lula.
Na quinta-feira (04/00/0000), o Plenário do Senado realizou a terceira sessão de discussão da proposta. Conforme as informações fornecidas, ainda seriam necessárias mais duas sessões de discussão antes da votação do texto. A conclusão dessa etapa legislativa é necessária para que a matéria avance conforme o procedimento previsto para propostas de emenda à Constituição.
A posição apresentada por Lula vincula a mudança na jornada de trabalho à ampliação do período de descanso semanal, com a manutenção dos salários. A implementação da medida, entretanto, depende da tramitação legislativa e da aprovação do texto pelos parlamentares.
Lula critica proposta de redução de despesas e cita programas sociais
Durante o pronunciamento, Lula também criticou a proposta atribuída ao adversário Flávio Bolsonaro de promover cortes nas despesas públicas. Para sustentar sua posição, o presidente mencionou reduções orçamentárias que, segundo ele, encontrou ao assumir o terceiro mandato, incluindo cortes de 59% no programa Farmácia Popular e de 50% no Mais Médicos.
O presidente argumentou que medidas de contenção de gastos podem atingir programas sociais e políticas voltadas à população de menor renda. Também afirmou que propostas de ajuste fiscal apresentadas por governos conservadores tendem a restringir recursos destinados a benefícios sociais e à valorização dos rendimentos dos aposentados.
“Eles estão dizendo que vão fazer corte. No Brasil, toda vez que um governo diz que vai fazer corte, teto de gastos e ajuste fiscal, eles fazem essa proposta para tirar do pobre”, declarou Lula.
Na mesma manifestação, o presidente afirmou que o aumento real do salário mínimo para aposentados não estaria entre as prioridades de governos conservadores. A declaração integra a crítica política de Lula às propostas de redução de despesas e à orientação econômica defendida por seus adversários.
Investimentos em infraestrutura são apresentados como estratégia econômica
Ao abordar a política fiscal, Lula defendeu que os recursos públicos sejam direcionados a investimentos capazes de ampliar a infraestrutura e o patrimônio do país. Entre os exemplos citados, mencionou ferrovias, hidrelétricas e rodovias, obras que, segundo sua argumentação, podem contribuir para a expansão da atividade econômica.
“A única chance de a gente fazer com que a dívida diminua é gastar em coisas necessárias para o país, fazer investimentos em ativos que signifiquem aumento de patrimônio”, afirmou.
O presidente acrescentou que os investimentos em infraestrutura podem estimular o crescimento econômico e contribuir para a redução da relação entre dívida e capacidade de geração de riqueza. A declaração contrapõe a estratégia de expansão dos investimentos públicos à adoção de medidas concentradas na redução de despesas.
O debate envolve duas dimensões da política econômica: o controle das contas públicas e a destinação de recursos para obras e serviços. A avaliação dos efeitos de cada estratégia depende de fatores como financiamento, execução orçamentária, retorno dos investimentos e evolução da atividade econômica.
Flávio Bolsonaro reúne 14 governadores eleitos em Brasília
Enquanto Lula destacou propostas relacionadas ao trabalho e à economia, Flávio Bolsonaro reuniu, em Brasília, 14 governadores eleitos no primeiro turno, segundo as informações apresentadas. Os participantes pertencem a partidos como PL, Republicanos, PP e MDB e manifestaram apoio à candidatura do senador à Presidência da República.
Entre os nomes citados está Sergio Moro (PL-PR), eleito governador do Paraná. Moro foi ministro da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, mas deixou o cargo após apresentar críticas a supostas interferências presidenciais na Polícia Federal.
Também participou da reunião Douglas Ruas (PL-RJ), eleito governador do Rio de Janeiro após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), conforme o relato fornecido.
A reunião representa uma iniciativa de articulação política em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, com a participação de lideranças estaduais de diferentes partidos. O apoio de governadores eleitos amplia a presença de aliados regionais na campanha, embora seus efeitos eleitorais dependam do desenvolvimento da disputa e da mobilização dos respectivos grupos políticos.
Augusto Cury declara apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro
Augusto Cury, que obteve 2,89% dos votos válidos no primeiro turno, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro na quinta-feira (08/10/2026), de acordo com as informações fornecidas.
O escritor confirmou a decisão por meio de uma nota e condicionou o apoio à assinatura de uma carta de compromissos políticos apresentada por Flávio Bolsonaro. O documento reúne pautas defendidas por Cury, que incluem o fim da reeleição para presidente da República, a alternância de poder e a pacificação nacional.
A carta também contempla compromissos relacionados à proteção das mulheres, à valorização dos professores e ao financiamento de microempreendedores. A adesão foi apresentada como resultado de um entendimento baseado nessas propostas.
A declaração de apoio acrescenta um novo elemento à composição política da candidatura do senador. A incorporação de compromissos de outros participantes da disputa pode ampliar o conjunto de pautas defendidas pela campanha, mas não implica, por si só, transferência automática dos votos obtidos pelo apoiador no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro fala sobre Bolsa Família e aposentadorias
Na noite de quinta-feira (08/10/2026), Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo nos moldes das apresentações semanais feitas por Jair Bolsonaro. Durante a transmissão, o senador negou que pretenda acabar com o Bolsa Família caso seja eleito presidente da República.
Ele também afirmou que pretende garantir reajustes das aposentadorias acima da inflação. Ao se dirigir aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), declarou que os aposentados receberiam aumentos reais nos benefícios.
“Com relação aos aposentados do INSS, o Flávio Bolsonaro vai proteger vocês. Vocês vão ter reajuste acima da inflação nas suas aposentadorias, que é uma coisa sagrada”, afirmou.
As declarações apresentam compromissos de campanha relacionados à proteção de programas de transferência de renda e à política de reajuste previdenciário. A concretização dessas propostas, caso sejam adotadas por um eventual governo, dependerá de medidas administrativas, legislação aplicável e disponibilidade orçamentária.
Jornada de trabalho, gastos públicos e benefícios sociais concentram o debate
As manifestações dos dois candidatos evidenciam diferenças de abordagem em temas econômicos e sociais. Lula defendeu a redução da jornada semanal sem diminuição salarial, a manutenção de políticas públicas e a ampliação dos investimentos em infraestrutura. Flávio Bolsonaro concentrou parte de sua agenda na articulação com governadores eleitos e no anúncio de compromissos relacionados ao Bolsa Família, às aposentadorias e a outras pautas políticas.
No Senado, o avanço da proposta sobre a escala 6×1 depende do cumprimento das etapas de discussão e votação. No campo econômico, as posições apresentadas colocam em debate o equilíbrio das contas públicas, a execução de investimentos e o financiamento de políticas sociais.
A disputa presidencial também envolve a capacidade dos candidatos de reunir apoios políticos e apresentar compromissos que possam ser convertidos em medidas de governo. A implementação das propostas anunciadas dependerá dos respectivos instrumentos legais, da tramitação legislativa e das condições fiscais do país.
*Com informações da Agência Brasil.








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