Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realizaram uma manifestação na quinta-feira (08/10/2026), na Praça Franklin Roosevelt, na região central de São Paulo (SP), para defender a candidatura petista no segundo turno das eleições presidenciais. O ato reuniu estudantes, representantes de movimentos sociais e candidatos que participaram de disputas eleitorais anteriores, em uma mobilização que busca ampliar o apoio ao presidente antes da votação marcada para 25 de outubro.
Convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), a manifestação teve como principais pautas a defesa da educação pública, o fim da escala de trabalho 6×1, a manutenção dos direitos sociais e a preservação da democracia. Os participantes também defenderam a continuidade do programa Pé-de-Meia, iniciativa voltada à permanência de estudantes no ensino médio público.
A mobilização em São Paulo ocorreu um dia depois de estudantes secundaristas e universitários realizarem um ato semelhante no Rio de Janeiro (RJ), na quarta-feira (07/10/2026). Na capital fluminense, os manifestantes saíram da região da Candelária, no centro da cidade, e seguiram pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia.
Estudantes defendem direitos sociais e políticas de educação
Durante o ato paulista, o estudante Fábio Matos afirmou que sua participação estava relacionada à defesa de direitos que, segundo ele, precisam ser preservados e ampliados para diferentes grupos sociais. O estudante mencionou a importância de garantir igualdade de direitos para pessoas negras, pardas, indígenas e LGBTQIA+.
Matos também associou seu posicionamento à continuidade de políticas públicas destinadas aos estudantes. A defesa do programa Pé-de-Meia esteve entre as reivindicações apresentadas pelos participantes, ao lado da valorização da educação pública e da manutenção de direitos sociais.
A mobilização estudantil ocorre em um contexto de disputa eleitoral no qual os apoiadores de Lula buscam ampliar a votação obtida pelo presidente no primeiro turno. Para os participantes, a presença nas ruas representa uma forma de estimular o engajamento político e mobilizar eleitores antes da decisão eleitoral.
Mobilização busca ampliar apoio a Lula no segundo turno
Ao avaliar o resultado do primeiro turno, Fábio Matos descreveu o cenário como sufocante e afirmou que esperava um percentual de votos maior para Lula. O estudante declarou que pretende contribuir para uma mobilização contínua em favor da candidatura petista, com o objetivo de levar o presidente à primeira colocação no segundo turno.
Matos também destacou a participação de universitários do Mackenzie na manifestação. Segundo ele, a presença desses estudantes contribui para contestar a percepção de que a comunidade acadêmica da instituição teria uma posição política homogênea, associada à direita.
A participação de estudantes de diferentes instituições integra a estratégia de mobilização de apoiadores de Lula, que procuram ampliar a adesão à candidatura em meio à disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado do primeiro turno e os números das primeiras pesquisas da nova etapa eleitoral passaram a orientar parte do debate entre os militantes.
Resultado do primeiro turno define cenário da disputa
No primeiro turno, realizado no domingo (04/10/2026), Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,15%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, conforme os dados eleitorais apresentados.
O resultado contrastou com a última pesquisa Datafolha divulgada antes da votação, que apontava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio Bolsonaro com 42%. A diferença entre as estimativas e o resultado das urnas passou a integrar as análises sobre o comportamento do eleitorado e os desafios das campanhas para a segunda etapa da eleição.
O segundo turno está marcado para domingo (25/10/2026). Até lá, a disputa deverá concentrar esforços na mobilização de apoiadores, na conquista de eleitores que ainda podem mudar de posição e na discussão das propostas e políticas defendidas pelos candidatos.
Nesse contexto, os atos estudantis realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro representam iniciativas de apoio à candidatura de Lula e de defesa de pautas sociais. A capacidade de transformar essas mobilizações em votos será um dos fatores a acompanhar na reta final da disputa presidencial.
*Com informações da Sputnik News.








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