A Fundação Getulio Vargas (FGV) iniciou, na quarta-feira (15/10/2026), os procedimentos técnicos para avaliar a implantação do Parque Náutico do Rio Jacuípe, projeto que pretende ampliar o potencial turístico e as atividades de lazer em Feira de Santana, na Bahia. A iniciativa foi anunciada pelo vereador Jurandy Carvalho (PSDB), durante pronunciamento na Tribuna Maria Quitéria, com destaque para o mapeamento da área escolhida e a realização de reuniões para discutir o diagnóstico inicial.
Segundo o parlamentar, um representante da FGV esteve na área prevista para o empreendimento, acompanhado pelo ambientalista João Dias, com o objetivo de realizar o reconhecimento e o mapeamento do local. A programação também previa uma reunião no período da tarde para tratar do diagnóstico relacionado ao projeto.
A contratação da FGV pela Prefeitura Municipal tem como finalidade produzir estudos técnicos, econômicos, jurídicos e ambientais que permitam avaliar a viabilidade do parque náutico. A realização dessas análises antecede a definição sobre as condições de implantação do empreendimento.
Projeto prevê aproveitamento do Rio Jacuípe e do Lago de Pedra do Cavalo
Jurandy Carvalho afirmou que a proposta recebeu apoio inicial do secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, que passou a acompanhar a iniciativa. Para o vereador, o projeto poderá contribuir para diversificar as atividades econômicas de Feira de Santana, tradicionalmente reconhecida como um centro comercial regional.
Durante o pronunciamento, o parlamentar destacou o potencial do Rio Jacuípe para atividades náuticas e possíveis conexões hidroviárias, além da possibilidade de aproveitamento do manancial do Lago de Pedra do Cavalo. A proposta busca avaliar como esses recursos naturais poderiam integrar uma estrutura voltada ao turismo e ao lazer.
A expectativa apresentada pelo vereador é que o parque amplie as alternativas de utilização das áreas próximas ao rio e contribua para a diversificação das atividades turísticas do município. Entretanto, a execução do empreendimento depende dos resultados dos estudos de viabilidade, que deverão indicar as condições técnicas, ambientais, econômicas e jurídicas necessárias à implantação.
Estudos devem orientar a viabilidade do empreendimento
A participação da FGV está concentrada na elaboração dos levantamentos necessários para subsidiar a decisão do poder público municipal. A análise técnica deverá considerar os aspectos relacionados à implantação da estrutura, enquanto os estudos econômicos, jurídicos e ambientais deverão fornecer elementos para avaliar a sustentabilidade e a viabilidade do projeto.
O reconhecimento da área e o diagnóstico inicial integram essa etapa de avaliação. As informações reunidas deverão contribuir para identificar as possibilidades de utilização do espaço e os fatores que precisam ser considerados antes de eventual execução das obras.
Embora a proposta tenha como objetivos ampliar o turismo e oferecer novas opções de lazer, ainda não foram informados, no material divulgado, o custo estimado da obra, o cronograma de implantação ou a data prevista para o início de uma eventual construção. Esses elementos dependem do desenvolvimento dos estudos e das decisões posteriores da administração municipal.
Turismo e desenvolvimento regional
A proposta do Parque Náutico do Rio Jacuípe insere-se na discussão sobre a diversificação das atividades econômicas de Feira de Santana, município cuja posição regional favorece o comércio e a circulação de pessoas entre diferentes cidades da Bahia.
O aproveitamento turístico dos recursos naturais, contudo, exige planejamento e avaliação dos impactos ambientais, das condições de acesso e da infraestrutura necessária para receber visitantes. Nesse contexto, os estudos previstos são uma etapa importante para determinar se o empreendimento poderá ser implantado e quais medidas deverão ser adotadas.
A iniciativa também poderá abrir espaço para discutir a integração entre turismo, lazer e preservação ambiental. A definição dos investimentos, das estruturas previstas e do modelo de funcionamento dependerá das conclusões técnicas e das decisões administrativas posteriores.








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