As apresentações integram a etapa de circulação do projeto prevista para 2026 e encerram a programação deste ano. A iniciativa busca aproximar o público adulto de narrativas indígenas relacionadas ao corpo, ao desejo, ao amor e à criação, por meio da contação de histórias e da música.
Os ingressos devem ser solicitados pelo WhatsApp (75) 99264-1507, conforme as orientações da produção. A entrada está sujeita à lotação do teatro. Profissionais e estudantes da educação pública, grupos artísticos, instituições de apoio a pessoas surdas e organizações comunitárias podem solicitar reservas prioritárias. O espetáculo tem classificação indicativa de 18 anos.
Espetáculo reúne narrativas indígenas de Rondônia
A montagem tem como referência o livro Moqueca de Maridos — mitos eróticos indígenas, da antropóloga e escritora brasileira Betty Mindlin. A obra reúne histórias recolhidas durante pesquisas de campo com narradores dos povos originários Makurap, Tupari, Wajuru, Djeoromitxi, Arikpú e Aruá, no estado de Rondônia.
A adaptação teatral transforma essas narrativas em uma experiência de contação de histórias voltada ao público adulto. A proposta é apresentar diferentes formas de compreender o corpo, o desejo, as relações afetivas e os processos de criação, considerando as referências culturais dos povos que transmitiram essas histórias.
A Companhia Roda da Palavra utiliza a oralidade como eixo da montagem, articulando interpretação, música e escuta. A iniciativa também propõe ampliar a percepção da contação de histórias como linguagem artística que não se restringe ao público infantil.
Elenco feminino e música ao vivo integram a montagem
O elenco de narradoras é formado por Cintia Maria Soares, Daniela Landin, Lore Cerqueira, Luciene Mota, Maria Cláudia do Carmo, Maria do Carmo Sá e Tarsila Silva. O ator Hudson Portela participa especialmente do espetáculo.
A trilha sonora é executada ao vivo por uma banda formada exclusivamente por mulheres: Feliciana Oliveira, na voz e no violão; Monique Santos, na percussão; Sibele Sá Tuxá, no teclado, maracá e chocalho; e Yandra Maiane, no violino. A música acompanha as narrativas e contribui para a construção dos diferentes momentos da apresentação.
A direção musical é assinada por Feliciana Oliveira e pela professora Luciene Souza, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que também responde pela direção artística. A combinação entre narração e execução musical ao vivo estrutura a proposta cênica da companhia.
Projeto aborda diversidade cultural por meio da oralidade
Daniela Landin, coordenadora-geral do projeto, afirma que a montagem busca aproximar o público de diferentes formas de existência e de compreensão do mundo por meio da escuta e da imaginação.
Segundo a coordenadora, as narradoras atuam como mediadoras culturais, utilizando a palavra para estabelecer intercâmbios entre experiências, referências e perspectivas distintas. A proposta se fundamenta no contato com narrativas de povos originários e na possibilidade de apresentá-las em um contexto de fruição artística para adultos.
A produção também destaca a importância de ampliar o acesso às atividades culturais. As sessões em Feira de Santana contarão com interpretação em Libras e acessibilidade arquitetônica para pessoas com deficiência, recursos previstos para favorecer a participação de diferentes públicos.
Circulação continua em 2027 na Bahia
Após as apresentações em Feira de Santana, o espetáculo deverá continuar sua circulação em 2027, com sessões previstas em Salvador e Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia. A primeira temporada foi iniciada em agosto de 2026, durante o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS).
A programação anunciada integra uma primeira temporada com seis apresentações. A circulação amplia a presença da montagem em diferentes municípios baianos e dá continuidade à proposta de difusão de narrativas indígenas por meio da contação de histórias.
O projeto “Moqueca de Maridos” é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, com recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
A realização é da Companhia Roda da Palavra, do Observatório de Contação de Histórias da UEFS e da Casa das Águas 75. A coordenação-geral é de Daniela Landin e Luciene Souza; Lore Cerqueira responde pela produção executiva e pela coordenação de comunicação; e Thenize Rasslan, pela produção cultural. A Comunidade Culturasss também apoia o desenvolvimento do projeto e a captação de recursos.








Deixe um comentário