Um grupo de empresários locais prepara uma campanha para denunciar o estado de desordem que assola o centro comercial de Feira de Santana, impulsionados pela crescente insatisfação com a administração pública e as perdas econômicas que enfrentam. A ação deve ocorrer no mês de agosto de 2013 e promete chamar a atenção da sociedade para o abandono do espaço urbano, utilizando outdoors espalhados pela cidade com imagens impactantes e frases exigindo soluções concretas do poder público.
Início de uma Mobilização
Nas próximas semanas, empresários de Feira de Santana lançarão uma campanha pública, utilizando cartazes de outdoor para destacar o estado de abandono do centro comercial da cidade. A ação tem como objetivo expor a situação caótica e sensibilizar a população para a necessidade de soluções. De acordo com uma fonte ouvida pelo Jornal Grande Bahia, a iniciativa é organizada por Dilton Junior, filho do conhecido radialista Dilton Coutinho e proprietário da agência UM Propaganda. Nos cartazes, serão exibidas imagens que evidenciam a desorganização e abandono urbano, acompanhadas de frases que cobram medidas do poder público.
O grupo de empresários, que antes se mantinha silencioso diante dos problemas enfrentados pela região central, agora assume um tom crítico em relação à gestão municipal. Eles relatam que o cenário atual, marcado pela desordem e dificuldades logísticas, como a falta de vagas para estacionamento e os altos preços cobrados pelos estacionamentos privados — que não fornecem comprovantes fiscais, contribuindo para a evasão fiscal — afasta os consumidores, que preferem a conveniência e segurança oferecidas por centros comerciais, como o shopping Boulevard Feira de Santana.
Impacto Econômico e Despertar Empresarial
As perdas econômicas sofridas pelos comerciantes do centro são consideráveis. Durante anos, a classe empresarial de Feira de Santana manteve-se relativamente inerte, optando por manter vínculos com o poder público, empregando parentes e colaboradores em cargos municipais e estaduais. Contudo, diante do agravamento da situação, a necessidade de agir tornou-se imperativa. Esse movimento, ainda que inicial, representa um despertar para a importância de um papel mais ativo no processo de construção de uma sociedade mais equilibrada.
A desorganização urbana, associada à falta de infraestrutura e à ausência de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento econômico e social, configura um quadro de abandono que exige respostas concretas.
O Papel da Imprensa na Mobilização Social
Desde a sua fundação, o Jornal Grande Bahia tem desempenhado um papel fundamental na denúncia de problemas sociais e urbanos em Feira de Santana. Em fevereiro de 2013, o jornal publicou duas reportagens que foram marco inicial de um debate mais profundo sobre a situação do centro comercial da cidade. A primeira, de 14 de fevereiro, intitulada ‘Cartões Postais de Feira de Santana: série de reportagens do Jornal Grande Bahia expõe ocupação desordenada do espaço urbano’, trouxe à tona a precariedade da organização urbana e social. A segunda, de 24 de fevereiro, ‘Cartões Postais de Feira de Santana: série de reportagens do Jornal Grande Bahia revela abandono do centro da cidade pelo Governo Municipal‘, visitou o centro da cidade e apontou a negligência do poder público em relação à manutenção do espaço.
Essas reportagens, ilustradas com imagens que retratam o abandono, geraram grande repercussão e levaram a discussões públicas, culminando com promessas de mudanças por parte do governo municipal, sintetizadas no chamado “Pacto da Feira”. Embora até o momento as ações concretas sejam tímidas, a mobilização desencadeada por essas denúncias trouxe o problema à luz, despertando a sociedade e ampliando a consciência sobre a desordem urbana.
O Desafio de Alcançar Patamares Civilizatórios
Além da questão do centro comercial, o Jornal Grande Bahia também denuncia a ausência de políticas públicas capazes de promover o desenvolvimento social e econômico necessário para elevar a qualidade de vida da população. Para o veículo de comunicação, a desorganização urbana é apenas um sintoma de problemas estruturais mais profundos, que impedem Feira de Santana de alcançar patamares civilizatórios mais elevados.
A falta de planejamento e investimentos em infraestrutura urbana, associada à ausência de políticas sociais eficazes, gera um ciclo de abandono que afeta diretamente a vida da população. O jornal continua a alertar para a necessidade de medidas estruturantes que possam promover o desenvolvimento e reduzir as desigualdades na cidade.
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