As declarações dadas pelo líder do governo na Assembleia Legislativa à imprensa local foram duramente criticadas pelo deputado Carlos Gaban (DEM) na primeira sessão plenário do ano, nesta quinta-feira 2, que teve como pauta a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 4830/2013. De autoria do governo, a proposta autoriza o uso de recursos dos royalties de petróleo para cobrir o rombo de R$1,6 bilhão da previdência estadual. O democrata pediu vista e a votação foi adiada para a próxima terça-feira (07/01/2014).
Para Gaban, o deputado Zé Neto (PT) tenta “rasgar o que está escrito e registrado nas memórias do nosso Estado” através de declarações mentirosas. Ele lembrou que, diferentemente do que disse o líder do governo, quem pegou R$ 400 milhões antecipado da Caixa Econômica foi o ex-governador César Borges, que atualmente faz parte da base do governo petista, e quem pagou foi o ex-governador Paulo Souto. Além disso, lembrou que Souto foi elogiado quando, no último ano de seu governo, colocou R$ 450 milhões para capitalizar o Fundo de Previdência (Fundprev).
Gaban rebateu declarações do deputado Zé Neto, publicadas em matéria do A Tarde, na qual o petista atribui a culpa pelo rombo na previdência do Estado ao ex-governador Paulo Souto. Faltando com a verdade, Neto disse que o antigo gestor não colocou o dinheiro que deveria no Funprev, e que pegou R$ 400 milhões da Caixa Econômica, ato este realizado por César Borges.
“A gente começa o ano mal. Não vejo o porquê de o líder do governo usar o maior jornal de circulação em nosso estado para falar inverdades. Será que é memória curta? Não tem como querer discutir com a oposição desta forma”, disse Gaban.







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