
O copiloto do Airbus que caiu terça-feira (24/03/2015) nos Alpes franceses foi o responsável pela queda do avião, iniciando deliberadamente a descida e recusando-se a abrir a porta da cabine ao piloto, revelou hoje (26) o principal investigador.
Em entrevista coletiva, o procurador Brice Robin afirmou que o copiloto estava sozinho no comando do avião no momento da queda, recusou-se a abrir a porta da cabine ao piloto e, voluntariamente, iniciou a descida.
Os investigadores tiraram as conclusões ao analisar as gravações contidas em uma das caixas-pretas. Eles acrescentaram que o copiloto não tinha indicações de ligação com o terrorismo.
A queda do avião da companhia alemã Germanwings, de baixo custo, deixou 150 mortos.
Como ocorreu o acidente
Nos primeiros 20 minutos de voo, de acordo com o promotor, o copiloto manteve uma conversa “normal e cortês” com o comandante. Depois se escuta o comandante repassar o procedimento de aterrissagem em Dusseldorf e o copiloto respondendo de forma “lacônica”. Posteriormente, o comandante pede para o copiloto assumir o comando do avião, provavelmente para ir ao banheiro, e em seguida é possível escutar o movimento de uma das poltronas e uma porta que se fecha. Nesse momento, quando o copiloto já está sozinho na cabine, ele aciona o sistema de descenso e não fala mais nada. Robin acrescentou que as vítimas não se deram conta do que ocorria até o último momento, porque na gravação não foram ouvidos gritos até pouco antes do impacto.
Questionado se o copiloto pudesse estar sofrendo de algum mal súbito no momento em que o piloto estava do lado de fora da cabine de comando, o promotor respondeu que “a priori não”, acrescentando que sua respiração captada pelos microfones não é condizente com a de um homem sofrendo um ataque cardíaco. Nos minutos finais do voo, os alarmes de alerta soaram informando que o avião se aproximava do solo em alta velocidade; os sons foram captados pela gravação, mas o copiloto permaneceu em silêncio. O avião não respondeu aos chamados dos controladores de tráfego aéreo e não emitiu um pedido de socorro antes de cair, acrescentou Robin. A aeronave desceu durante aproximadamente oito minutos, a partir de uma altura de cruzeiro, de 38.000 pés (mais de 11.500 metros), até o impacto com o solo, a uma velocidade de mais 700 Km/h.
O jornal The New York Times revelou , na quarta-feira, que o piloto deixou a cabine de comando antes de o avião perder altitude e não conseguiu voltar ao cockpit. A informação surgiu a partir de dados do registro de voz. “O homem do lado de fora está batendo na porta, sem resposta. E então, ele começa a bater com mais força, ainda sem conseguir uma resposta. A resposta nunca vem”, disse a fonte, segundo o jornal. “Dá pra ouvir que ele está esmurrando a porta”, acrescentou.
Vítimas de acidente aéreo nos Alpes franceses tiveram morte instantânea, diz procurador
As vítimas do acidente com o avião da Germanwings, que caiu terça-feira (24/03/2015) nos Alpes franceses, tiveram “morte instantânea”, afirmou o procurador encarregado da investigação.
A gravação contida em uma das caixas-pretas do Airbus A320 revela que “só houve gritos nos últimos momentos”, disse Brice Robin em entrevista coletiva.
O co-piloto, que estava sozinho no comando no momento em que o avião bateu em uma montanha, foi identificado como Andreas Lubitz, de nacionalidade alemã.
Robin acrescentou que o copiloto foi o responsável pela queda do avião, iniciando deliberadamente a descida e recusando-se a abrir a porta da cabine ao piloto.
De acordo com o procurador, não há indicações de que Lubitz tinha qualquer ligação com o terrorismo. Segundo a imprensa alemã, o copiloto tinha 28 anos.
A queda do avião da companhia alemã de baixo custo Germanwings deixou 150 mortos.
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