Ex-presidente Lula: “no início do meu governo, em 2007, perguntavam se era o fim do meu governo; não era o fim e não será o fim do governo da Dilma”

Evento do 'Dia Nacional de Mobilização' na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo contou com a presença do ex-presidente Lula.
Evento do 'Dia Nacional de Mobilização' na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo contou com a presença do ex-presidente Lula.
Evento do 'Dia Nacional de Mobilização' na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo contou com a presença do ex-presidente Lula.
Evento do ‘Dia Nacional de Mobilização’ na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo contou com a presença do ex-presidente Lula.
"Meu sangue é vermelho, mas é brasileiro", diz Lula em ato pela democracia.
“Meu sangue é vermelho, mas é brasileiro”, diz Lula em ato pela democracia.

Milhares de pessoas clamaram pela defesa da democracia na noite desta terça-feira (31/03/2015), dia em que o golpe militar de 64, completa 51 anos. E o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou ao lado de diversos movimentos sociais do ato chamado de Dia Nacional de Mobilização – “Democracia sempre mais, ditadura nunca mais”, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, no centro da capital paulista.

O preconceito contra pessoas de esquerda foi um dos temas abordados no discurso. Lula lembrou que as pessoas têm sido atacadas por usarem vermelho. E disse: “Meu sangue é vermelho, mas é brasileiro”.

Lula relembrou manchetes de jornais do início do seu governo de 2003 e de 2007, para mostrar que o teor negativo das manchetes de agora e do passado é semelhante. “No início do meu governo, em 2007, perguntavam se era o fim do meu governo; não era o fim e não será o fim do governo da Dilma”, afirmou.

Para ele, os ajustes do governo são necessários e reafirmou a legitimidade dos movimentos em protestar pelos direitos dos trabalhadores. “Vocês tem que ir lá conversar com a Dilma; podem ter certeza se fossem os tucanos nem em Brasília vocês chegavam”, falou aos trabalhadores.

O ex-presidente criticou a transformação de delatores condenados em heróis se disse indignado com a corrupção, mas afirmou que “nunca existiu ninguém com a coragem e a valentia da presidenta Dilma para fazer essas investigações”.

O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o ato pretende “construir uma ampla frente democrática no país” para defender o governo, os movimentos, os trabalhadores e a manutenção da democracia no Brasil. Falcão convocou os trabalhadores a fazer um “primeiro de maio massivo nas ruas”. Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou que “acabou a eleição, não tem terceiro turno, e a Dilma vai governar para todos, ao contrário do que quer uma minoria golpista”.

A plenária promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE) e outros movimentos populares do campo e da cidade, da juventude, feministas e de combate ao racismo serviu para convocar e preparar duas grandes mobilizações de rua que acontecerão nos dias 7 de abril e 1º de maio, Dia do Trabalhador, em todo país.

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